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21 de jul. de 2017

Vivendo no "aqui e Agora"


Eu estava repetindo este mantra: Eu sou a paz Infinita. E me vi  voando por milhares de pensamentos incompatíveis com a paz infinita. Estava pensando na  felicidade dos grandes acontecimentos, como uma grande e ardente paixão, uma enorme conta bancária, e outras bobagens da vida ilusória. E esqueci o que se esconde por trás das aparentes grandezas ilusórias... O famoso ardil de maya... Uff.
Daí me lembre deste conto Zen Budista, que vem  mostrar a possibilidade de sermos felizes só pelo fato de aceitarmos a felicidade nas pequenas coisas do dia-a-dia, vivendo no "aqui e agora" e, estando presente no momento, desfrutando-o...

"A MENTE  COMUM"


"-Mestre, como eu deveria praticar o TAO?
-Coma, quando sentir fome e durma quando estiver cansado.
-Não é isso que as pessoas fazem?
-NÃO, NÃO É NÃO....
A maioria tem milhares de desejos enquanto come e, pensam em milhares de problemas enquanto dorme."

O cotidiano dos seres humanos é cheio de pré-ocupações. Ele se "pré-ocupa" com coisas, deixando de viver o mundo atual, o presente, o agora. 
"Quando caminhar, caminhe", dizia o provérbio chinês. Óbvio, nem tanto. Quando caminhamos preocupamos com tudo, menos com o caminhar. Deveríamos entender que "viver o momento" não é o mesmo que ", mas sim observar, perceber, desfrutar, compreender, sentir, aprender com cada uam das situações que a vida nos proporciona. Viver o momento é tirar o melhor proveito de tudo que nos ocorre, inclusive de pensamentos mais passageiros, aprendendo com eles. 

(Chung, Tsai Chih. Zen em quadrinhos, op. cit., p. 116.) 

Eu e milhares de seres humanos,  acordamos de manhã ainda pensando em problemas do dia anterior. Acordamos no automático, da vida, da lida cumprida desta estrada neste mundão sem porteira.  Deveríamos nos livrar de tudo o que tira a nossa paz e viver segundo a nossa natureza original, porque a mente comum é o TAO.

__/♡\__ Agradecida pela presença em nosso blog.  Que todos os seres sencientes possam se beneficiar. .
Saúde e longevidade!
Saudações numinosas!
Ɲαɱαsɫê Ʒɔ̐
Norma Lúcia Villares



22 de jul. de 2014

MEDITANDO COM CONFÚCIO







Terça-feira de outono; meditemos hoje com mestre Confúcio:


"Zizhang estva atrás de Kung-Fu Tsé (cujo nome, latinizado, é Confúcio) por toda a China já havia dias. O país estava prestes a vivenciar nova guerra, já não fossem a fome e miséria terem se alastrado por toda parte.

Zizhang encontrou o mestre meditando sob uma frondosa árvore e foi logo lhe interpelando:
- Como é possível, meu Senhor, estardes aí tranquilamente sentado quando há tantos precisando de vossa ajuda?

super conscientevocêconcebe-losuper consciente
Kung-Fu Tsé não se deixou tomar pela ansiedade de seu discípulo e prosseguiu em silêncio, meditando.

Zizhang não se conteve:
-- O Governo enfrenta calamidades e necessita de vossos prestimáveis conselhos, já o povo carece de vosso auxílio para enfrentar o caos social em que se encontra. Ora, não fostes vós quem nos ensinou que o homem de caráter nunca deve se omitir, posto sermos todos responsáveis pelo mundo?

-- Estou orando pelo país e por todas as pessoas necessitadas, respondeu o mestre. Saindo daqui ainda devo cumprir o prometido: auxiliarei Zung Xi na construção de um quiosque em sua escola, e devo em seguida visitar uma anciã que se encontra doente, há semanas com febre e acamada.

O rosto do discípulo fez-se atônito. Seus olhos mostravam completa incompreensão.

Kung-Fu Tsé então, completou:
-- Não é com milhares de ideias de como ajudar o mundo que podemos ser mais úteis; às vezes, agindo assim, não só não logramos ajudar os outros como nos esquecemos de fazer algo por nós mesmos. Fazendo aquilo que está ao nosso alcance, entretanto, beneficiamos não só a nós mesmos como a todos os outros, de certa maneira. Não é preciso ser parte integrante do Governo para se fazer política, nem vale despender esforços com ação social de qualquer espécie se a casa pessoal não estiver primeiramente em paz.

E Kung-Fu Tsé, fechando os olhos novamente, continuou a meditar".


Esta história milenar,  foi recontada livremente por Paulo Urban, um amigo da alma, da qual tenho maior apreço. Eu li, gostei e publiquei aqui...

Fonte:
https://www.facebook.com/home.php?sk=group_153401821372832&ref=notif&notif_t=group_activity

30 de mai. de 2010

PARÁBOLA SOBRE O BAMBU


Num lugar distante, havia um lindo bambuzal. O vento soprava sereno e a brisa mansa permitia que o bambuzal se movimentasse desordenadamente de um lado para o outro, servindo para refrescar todo ambiente e movimentar com todas energias que estavam paradas.

E como todo bambuzal tem um dono, esse não era diferente: o dono desse bambuzal nesse dia coincidentemente chegou junto com o vento.

Qual foi a surpresa do bambuzal em ver o seu dono, todos naquele instante ficaram cheios de alegria e destemor, pois aquele que cuidava com tanto carinho deles chegava com seu sorriso para olhar sua estimada plantação. Porém havia no mesmo lugar ao lado um campo ermo, de difícil plantação, terra ressequida pertencente ao mesmo dono.

No bambuzal existia um bambu que era muito bonito, vivaz e sobressaia dos outros. Existia nele uma especial diferença sobre os outros bambus. Mas tudo era natural nele e, sua dedicação ao dono, o tornava cada vez mais diferente e bonito.E muitas vezes incomodava os outros bambus.

A felicidade desse bambu era ver seu dono chegando e contemplando-o com entusiasmo.

Porém, num certo dia de ventania, foi surpreendido por seu dono tão querido numa proposta que há muito tempo esperava. Era chegada a hora do bambu servir e com a mesma dedicação que tinha desde o seu nascimento. O dono do bambu chegou lá pelas 5 horas da tarde, olhou seu bambu amado, acariciou-o e lhe disse:

“BAMBU AMADO, CHEGOU O SEU TEMPO DE ME SERVIR E, ESTE É O MOMENTO.”

O bambu ficou entusiasmadíssimo com tal proposta e na intensidade que amava o dono, apressou-se em dizer:

“SIM AMADO DONO, SE A HORA É CHEGADA. EU ESTOU AQUI!”

O dono sabia desse "sim" e, logo amou mais ainda o bambu. Contudo, o dono do bambu teve que lhe falar sobre esse serviço especial e continuou dizendo:

“MAS PARA QUE ME SIRVA, BAMBU AMADO, TENHO QUE LHE TIRAR DO LUGAR EM QUE VOCÊ ESTÁ!”

O bambu estranhou pois sabia que isso iria prejudicá-lo muito, mas no mesmo instante disse ao dono:

"SABE DAS COISAS MEU DONO, E SABE DE MIM, ME ALEGRO E FAÇA COM QUE EU LHE SIRVA BEM!"

O dono mais alegre ainda continuou:

'BAMBU AMADO, NÃO BASTA QUE TE ARRANQUE DE SEU LUGAR MAS VOU PRECISAR CORTÁ-LO COM UM FACÃO PARA PARTÍ-LO AO MEIO!'

Surpreso, o bambu tentou entender a proposta e começou entristecer, pois sua beleza, seu encanto, sua firmeza, seu apoio, tudo seria tirado e, sua natureza de bambu não existiria mais. Porem, triste e sem entender encheu-se de alegria já comprometida, porém pensando na satisfação que seu dono teria com mais um SIM e não pensou e disse:

"SE ASSIM É QUE PRECISAS DE MIM QUE EU POSSA LHE ALEGRAR, EIS-ME AQUI. PRONTO!"

O dono sabia disso e, percebia que o bambu não estava tão alegre quanto o inicio da conversa mas, sabia da fidelidade do amado bambu. Não obstante, o dono lhe disse sem muitas palavras:

'AMADO BAMBU, MESMO QUE ME SIRVA AINDA PRECISO DIZER: NÃO LHE BASTA QUE O ARRANQUE E O CORTE COM UM FACÃO, É PRECISO QUE EU O SEQUE E DESCARACTERIZE TEUS JEITOS DE BAMBU, TUA BELEZA E MESMO TODA TUA ALEGRIA!'

O bambu, no silencio entristecido, derramava uma lágrima de dor profunda e de desentendimento. Já não sabia mais o porque disso tudo nem o porque de seu dono lhe queria assim. O maior sofrimento do bambu era por não entender esse amor que criou, permitiu que fosse o mais lindo e vistoso e de uma hora pra outra lhe pedia a própria morte.
Qual foi sua surpresa antes de responder ao dono, o mesmo indagou:

'MAS AMADO BAMBU, MESMO DEPOIS DISSO TUDO VOU PRECISAR TIRA-TE A VIDA E NUNCA MAIS SERÁS UM BAMBU!'

Foi nesse instante que o bambu simplesmente parou e não disse uma só palavra. Silenciou. Mas seu dono continuou:

"CONTUDO, BAMBU AMADO, VOU ARRANCAR-LHE O CORAÇÃO E TUDO O QUE NELE TEM, GUARDAREI ETERNAMENTE COMIGO E NUNCA ELE ME SERÁ ROUBADO. DE TUA CASCA TIRAREI O MELHOR: TEU CORAÇÃO...TEU TESOURO...TUA VIDA...SERÁS MAIS MEU DO QUE NESSA CONDIÇÃO DE BAMBU!"

Foi aí que o pobre bambu não entendeu os motivos do dono, mas o tipo de Amor que seu dono tinho por ele. Eles se amavam, e, sustentado por esse desentendimento que compreende todas as coisas, o bambu se voltou em prantos mas com um suave e sereno e lhe disse bem baixo mas convictamente:

'EU COMPREENDO QUE ME ENTENDES. E TANTO QUE ME ROUBAS O MELHOR! SOU TEU PRISIONEIRO E FAZ DE MIM O QUE PRECISAS!'

Foi aí que o dono consumou seus desejos: Arrancou o bambu, cortou-lhe ao meio com um facão, secou-o e descaracterizou-o e já sem vida nenhuma física lhe tirou o coração e guardou-o consigo para que nunca mais fosse roubado!

E o que era um vistoso e lindo bambu se tornava dois simples pedaços de coisa ressecada .Contudo, aquele nada se tornava o veículo de água para que se levasse umidade a muitas plantações da rica fazenda e, assim o saudoso bambu que era o bem mais precioso o dono tinha, teve grande utilidade para seu dono.

Acredito que o dono também chorava nesse instante até de saudade do bambu mas tinha seu coração guardado e isso bastava ao dono!

Queridos blogueiros, respire fundo pois este conto é comovente e, tenho certeza que o coração de cada um foi sensivelmente tocado... Agora, basta ouvir os lindos sons cordiais, que verberam noutras plagas, o caminho da lenda pessoal.

Me faz pensar numa pergunta:

- Será que estou preparada para ser esse bambu?

A história desse bambu é a historia de vocação de cada um de nós. Iremos ser podados, cortados, poderá ser muito dolorido, poderá ter sofrimentos, mas nosso coração será preservado. E num lugar seguro e muito especial, o nosso coração será tocado pela Luz Divina para que realizemos aquilo que nascemos para realizar, satisfazendo a vontade de Deus. E por esta razão devemos silenciar o coração para ouví-lo com amor. E humildemente dizer "SIM".

Paz Profunda!


10 de abr. de 2010

O DISCÍPULO E O MESTRE


Conta-se que, na primeira vez que Chuang Tsé entrou na cabana em que vivia seu futuro mestre, Lao Tsé, este olhou para Chuang Tsé e disse: "Lembre-se de uma coisa, nunca me pergunte como ficar iluminado".

O pobre sujeito tinha ido até ele justamente com esse propósito. Mas Lao Tsé deixou bem claro:

"Somente sob essa condição é que eu o aceitarei como discípulo".

Houve um momento de silêncio. Chuang Tsé pensou: "Estranho. Vim para me iluminar, e esse é o verdadeiro propósito de ser um discípulo.

E esse velho camarada, tão belo e tão gracioso, está pedindo uma coisa muito absurda:

"Se quiser ser meu discípulo, prometa-me nunca perguntar nada sobre como ficar iluminado".

Mas era tarde demais, pois ele já estava sentindo amor pelo velho. Chuang Tsé tocou os pés de Lao Tsé e disse: "Prometo que nunca perguntarei como me tornar iluminado, mas aceite-me como seu discípulo".

No mesmo instante ele sentiu uma forte bofetada. "Seu idiota! Se não for para você se iluminar, para que então está se tornando um discípulo? Exigi de você essa resposta porque pude reconhecer em você uma grande inteligência que poderia imediatamente perceber o motivo do meu pedido.

Você é iluminado; não há como se tornar iluminado, não há necessidade. Na verdade, mesmo se você quiser ser não iluminado, não há como."

Gente, estes contos são engraçados, porque força a mente sair desta mesmice diária. Somos repetidores de scritp e os mestres faz upgrade em nossa mente e, muitas vezes de forma abrupta, para dar um choque de 100 (ou mais) volts, para despertar, risos.
Bem, fica esta reflexão postada para acordar partes nossas dormentes...
Paz Profunda!



4 de fev. de 2010

O TAO É E NÃO É




"Vácuo, o Nada, Berço de todos os possíveis.

Para além de palavra e pensamento está o Tao."

Lao Tsé

Existe algo indefinido e completo, que nasceu antes do céu e da terra.
Como é calmo e informe, solitário e imutável, e tudo atinge sem se exaurir!
Nas profundeza do insondável jaz o ser.
Antes que o céu e a terra existissem, já era o ser, imóvel , sem forma;
O Vácuo, o Nada, berço de todos os Possíveis.
Deve-se considera-lo Mãe de todas as coisas.
Não sei o seu nome e, na falta dele, eu o chamo de Tao (O Caminho Perfeito).
Fazendo um esforço maior para lhe dar um nome, posso chama-lo de Grande.
A grandeza, a Fonte eternamente borbulhante do ciclo do ser e do existir.
Grande ele passa no seu constante fluir. Ao passar torna-se distante.
Portanto o Tao é grande. No Universo são quatro os Grandes:
O sábio é um deles.
O homem toma sua lei da terra, a terra do céu, o céu toma sua lei do Tao.
A lei do Tao é ser o que é. Tao Te King.

Paz Profunda!

11 de jan. de 2010

MEDITAÇÃO ANDANDO



Esta é uma meditação dinâmica, meditaçao "Mantak Chia Taoista", andando com Mestre Li. Em termos de mente contemplativa isto significa manter a saúde e longevidade levando a iluminação extraida pela leituras de livros. No bailado Cósmico esta Meditação Dinâmica sempre mantém o mesmo ritmo e continuidade.
Tem dois movimentos:

AVANÇAR significar é levar adiante a via. RETIRAR significa é para cultivar a via. Se um ser humano observar seu crescimento pessoal, ele nunca perderá o momento de avançar e retirar. Para o caminho representa as pessoas com potencial para a liberação pessoal; para elas "avançar" significar praticar vias de transcendência, "retirar" significa optar pela salvação individual. Em termos de mente contemplativa, representa a budadeidade contemplativa, que é apenas observada pela própria mente.

Assista em tela cheia. São lindas estas meditações.






Esta é uma prática de meditação feita pela manha, bem cedinho.Contemplando a própria vida individual, contempla-se toda vida do universo. Em termos de mente comtemplativa representa exercicios para obter a suprema compreensão, não se apega ao Nirvana, e observando todos os seres do cosmo, manifesta a compaixão e inocência.





Segue outra meditação taoista, o TAI CHI CHUAN do cultivo. Para os chineses o "cultivo" do caminho é trazer serenidade, leveza, alegria, saúde e longevidade para sua existência. Contemplando a própria vida individual, contempla-se toda a vida do universo. Em termos de mente comtemplativa representa exercicios para obter a suprema compreensão, não se apega ao Nirvana, e observando todos os seres do cosmo, manifesta a compaixão e inocência.




Saúde e Longevidade!


18 de nov. de 2009

A VERDADE INTERIOR



Nós sempre sabemos qual o nosso problema.

Basta olhar para dentro.


No nosso íntimo, sempre sabemos o que é verdadeiro ou não. Por mais que tentemos escamotear nossos sentimentos para o mundo externo, dentro de nós, sabemos o que se passa.


Por isso, o mestre interior diz: "Você sabe qual é o problema e também compreende a verdade da questão."


Para chegar à verdade interior de nossos pensamentos, precisamos ficar receptivos, suspender idéias preconcebidas e não rotular as pessoas. Devemos também rejeitar a idéia de que algo não pode funcionar. Não temos como presumir isso.


Chegou o tempo de dar vez ao impossível e ao improvável. Eles podem acontecer...


Acreditar nisso é, de certa forma, ficar dependente do Cosmo, permitindo que ele nos guie. O poder da verdade interior acumula-se à medida que conhecemos as Leis Cósmicas.


Por exemplo, com o Livro das Mutações, aprendemos que não adianta provocar resultados através do conflito. A raiva, por mais justificada que seja, bloqueia a solução correta.


Quando somos firmes na busca da verdade interior, nossa firmeza é compreendida a milhares de distância. Essa verdade pode ser ainda desconhecida por nós, mas não importa.


Devemos confiar nela do mesmo jeito, mantendo-nos abertos a percebê-la, a captá-la a qualquer momento. Aí, a solução que buscamos surgirá naturalmente, mesmo que ainda não sejamos capazes de compreender o que está acontecendo.


A verdade interior não pode ser dominada, guardada e usada a nosso bel-prazer. Primeiro, devemos apreendê-la intuitivamente, depois confirmá-la experimentalmente. Assim, o insight se torna conhecimento do coração.


Não podemos nem mesmo captar a verdade interior enquanto não estivermos em sintonia com nosso eu mais profundo, com as vibrações que emanam das coisas. Mas, uma vez em contato com ela, podemos usá-la como um recurso inesgotável.


Ela sempre nos indicará o caminho certo, em meio a todas as dificuldades. (Wu Fang).


Sábio é aquele que ouve antes de falar, que sorri antes de chorar, que permanece quieto para sentir o frescor da brisa do seu interior. Lao Tsé.


Entregue ao Universo.


Deixe estar nas mãos Divinas.


Deixe estar...


15 de out. de 2009

LIÇÕES DE SABEDORIA DO BAMBU


Todas as tradições ancestrais chinesas, japonesas fornece ricas lições sobre o bambu, que servem para orientações para uma vida com reflexão. A simbologia chinesa trás várias significações para o bambu.

Para à queles que praticam o TAI CHI CHUAN o bambu simboliza 'Saúde e Longevidade' não somente a juventude eterna, mas a utilidade da velhice, como realizar caminhos para obter tempo e saúde para cumprir melhor a trajetória reencarnatória.

Para os Taoístas, os verdadeiros mestres do 'Caminho', os bambus representam a beleza da natureza em festa, a força e a vitalidade. Sempre está associado à elegância, pela graciosidade e pelo porte imponente de seus ramos, que atinge a altura de 24 metros, bem como pela harmonia com se unem num bambuzal.

A natureza festiva de um bambuzal, com o verde magnífico refletem a alegria e a paz que almejamos no dia a dia.

O bambu sendo planta de caule flexível, durante as tempestades tenebrosas, eles vergam, ele descem a terra, eles dançam sob as fúrias dos ventos, de pois volta a se ergue altivo e forte. Ele verga, mas não é derrubado, servindo de exemplo para o humano, de como, encarar as dificuldades.

Um conto Taoista:


Existia uma grande floresta, cheia de árvores grandes de porte largo, e junto delas ricos bambuzais soberbamente embelezavam a floresta. Num período de grandes tempestade, com raios, trovões, fortes ventos, muitas arvores grandes e medianas acabaram-se no chão, apenas restaram os bambuzais e uma árvore larga de grande porte. Após certo período, até essa árvore não suportou a força dos ventos, e derrotada tombou ao chão. Essa história era passada oralmente como aprendizado, mostrando que a resitência do bambu aos ventos fortíssimos, ocorria por causa de sua flexibilidade. E como os chineses sempre buscavam a utilidade dos sinais, e assim os bambus foram utilizados em construções.


Outro conto Taoista:

Certa vez, um mestre Taoista olhando um lindo bambuzal, ensina a seu discípulo sobre as reflexões e as pontes que poderiam ser feitas com aquela planta, informando que o bambuzal trazia orientações para uma vida de paz no coração, e inicia ensinando as setes lições do bambu:

A primeira verdade: que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

A segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

A terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade: que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade: é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade: é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim,

A sétima verdade: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.



Assim, os BAMBUS serviam para reflexões e simbologias profundas para crescimento da alma. Os bambus não vivem isolados, onde tem um bambu logo aparecerá um bambuzal, pois eles vivem melhor em comunidade, esse é outro aprendizado do bambuzal.

Os budistas chamam-lhe da "Benção do Buda", contam que o Buda quando presentiu a sua morte, retirou-se para uma floresta de bambus.
E para os japoneses o bambu sinaliza ao homem como alcançar a paz interior.

Os monges budistas fabricavam pincéis exclusivamente de bambu, desfiando as fibras das pontas, em sinal de respeito pela vida animal, agindo dessa forma não utiliza pêlos animais.

Na vida precisamos aprender com essas tradições ancestrais, que ensina a utilizar a sabedoria da natureza, ajudando na vida cotidiana para melhor compreender o interior da alma.

Ao chegar em Salvador-BA, a primeira recepção é de um lindo e verde corredor de bambus, com riqueza de sombras e brisas suaves, esse bambuzal diz aos visitantes:

"Sejam Bem vindos, alcancem alegrias e paz interior nessa cidade enigmática."

Paz Profunda!


13 de set. de 2009

O SEGREDO DA FLOR DE OURO



“A ciência é a arte de criar ilusões adequadas que
o louco aceita ou recusa; mas o sábio alegra-se
com sua beleza ou com sua riqueza de sentido,
sem estar cego para o fato de que são véus ou
cortinas que escondem a escuridão abissal do
desconhecido. (...) Nunca saberemos mais do que
podemos saber; e, se recusarmos orgulhosamente
orientar-nos pelo ‘saber’ (...) disponível, teremos
que inventar uma ‘teoria’ ou ‘verdade’ melhores;
e, se não conseguirmos isto, estaremos no vazio,
e a vida nos fugirá das mãos.” Jung



Richard Wilhelm enviou para Jung um tratado de alquimia da YOGA TAOISTA, que inicialmente não deu a devida importância, mas depois ele compara a filosofia Taoista com a psicologia analítica da sincroniciade, da 'anima e animus' , do movimento circular, da mandala, e da desintegração da consciência.

E sobre este texto alquímico ele escreveu “O Segredo da Flor de Ouro”, num momento em se ocupava com os problemas do inconsciente coletivo e que aplicou em toda sua vida acadêmica. Este livro nos convida a passear nas filigranas sutis e atemporais da realidade Cósmica. E com o coração aberto estaremos colocando algumas reflexões sobre este livro, e espero que partilha seja acolhida com benevolência, porque para compreender outra cultura é preciso ampliar espaços internos, construir a humildade e incluir a intuição. Despir da arrogância e prepotência para angariar a plenitude de ser univérsico.

Ele escreve que (...) revelar O Segredo da Flor de Ouro, do grande Uno. A flor de ouro é a luz, e a luz é o TAO. A flor de ouro é um símbolo mandálico que encontrei muitas vezes nos desenhos de meus pacientes. Ela é desenhada a modo de um ornamento geometricamente ordenado, ou então como uma flor crescendo da planta (...)


Jung utiliza a palavra sâncrita “Mandala” (círculo mágico) para designar este tipo de estrutura que só pode ser compreendida como uma representação simbólica do átomo nuclear da psique humana. Assim, ele criou muitas mandalas recorrendo do simbolismo para designar a psique, cuja essência nos é desconhecida. Observou que essas imagens são utilizadas para consolidar o mundo interior e para favorecer a meditação em profundidade. Entre as representações do Self, quase sempre encontramos a imagem dos quatro cantos do Mundo, com um centro de um círculo dividido em quatro.

É uma formação que irrompe do fundo da obscuridade, em cores luminosas e incandescentes, desabrochando no alto sua flor de luz (num símbolo semelhante ao da árvore de Natal).

Tais desenhos exprimem o nascimento da flor de ouro, pois, segundo o Hui Ming Ging, a 'Vesícula germinal" é o "castelo de cor amarela", o "coração celeste", os "terraços da vitalidade", o "campo de uma polegada da casa de um pé", a "sala purpúrea da cidade de jade", a "passagem escura", o "espaço do céu primeiro", o "castelo do dragão no fundo do mar". O Segredo da Flor de Ouro.



Esta mandala que apresentamos é a representação da Flor de ouro, que ele considera a mais esplendida das flores, rica em conteúdo do tratado de alquimia Taoista.


Referência biobliográfica:
1. Jung Carl Gustave. O Segredo da Flor de Ouro. Editora Vozes, 1971, Petrópolis, RJ. :

Esta espetacular mandala azul, inserida em cima é criação de Marcelo Dalla, "Dalla Blog" cedida para embelezar o blog.
Muito obrigada Marcelo!



11 de set. de 2009

MANDALA - JUNG


Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia.
A união dos opostos num nível mais alto da consciência, não é uma questão racional e muito menos uma questão de vontade, mas um processo de desenvolvimento psíquico, que se exprime em símbolos.

Mandala significa círculo e particularmente círculo mágico. As mandalas não se difundiram somente através do oriente, A Idade Média e em especial a baixa Idade Média é rica de mandalas cristãs. Em geral o Cristo é figurado no centro e os quatro evangelistas ou seus símbolos, nos pontos cardeais. Horus e seus quatro filhos foram representados da mesma forma, entre os egípcios.

A maioria das mandalas tem a forma do quatérnio, o que lembra o número básico: a tetraktys de uma flor, de uma cruz ou roda, tendendo nitidamente para pitagórica.

Essas imagens brotam espontaneamente de suas fontes. Uma delas é o inconsciente, que produz de modo natural fantasias dessa espécie. A outra fonte é a vida que, quando vivida com plena devoção, proporciona um pressentimento do si-mesmo, da própria essência individual. Ao expressar-se esta última nos desenhos, o inconsciente reforça a atitude de devoção à vida.
De acordo com a concepção oriental, o símbolo mandálico não é apenas expressão, mas também atuação. Ele atua sobre seu próprio autor. Oculta-se neste símbolo uma antiqüíssima atuação mágica, cuja origem é o “circulo de proteção”, ou “círculo encantado”, cuja magia foi preservada em numerosos costumes populares.

A meta evidente da imagem é traçar um “sulcus primigenius”, um sulco mágico em redor do centro, que é o templo ou temenos (área sagrada) da personalidade mais íntima, a fim de evitar uma possível “efluxão” ou preservá-la, por meios apotropaicos, de uma eventual distração devido a fatores externos O “aproximar-se circundando”, ou “circumambulatio”, exprime-se, através da idéia de “circulação”. Esta última não significa apenas o movimento em círculo, mas a delimitação de uma área sagrada por um lado e, por outro, a idéia de fixação e concentração;
Psicologicamente, a circulação seria o ato de “mover-se em círculo em torno de si mesmo”, de modo que todos os lados da personalidade sejam envolvidos. “Os pólos de luz e de sombra entram no movimento circular”, isto é, há uma alternância de dia e noite. A vontade consciente não pode alcançar uma tal unidade simbólica, uma vez que a consciência, nesse caso, é apenas uma das partes. Seu opositor é o inconsciente coletivo que não compreende a linguagem da consciência. É necessário contar com a magia dos símbolos atuantes, portadores das analogias primitivas que falam ao inconsciente.

Só através do símbolo o inconsciente pode ser atingido e expresso; este é o motivo pelo qual a individuação não pode, de forma alguma, prescindir do símbolo. Este, por um lado, representa uma expressão primitiva do inconsciente e, por outro, é uma idéia que corresponde ao mais alto pressentimento da consciência.

A mandala trabalha os seguintes aspectos pessoais: físico, emocional e energético. No aspecto físico, promove-se o bem-estar, o relaxamento e a prevenção do estresse. Emocionalmente, pode trabalhar conteúdos oriundos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois sinaliza aqueles que irão emergir.

“A mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora.”


Referência bibliográfica:
1. Jung Carl Gustave. O Segredo da Flor de Ouro. Editora Vozes, 1971, Petrópolis, RJ.

CANDELABRO DE ESTRELAS


O Candelabro de 7 Estrelas é um instrumento criado pelos mestres taoístas para atrair a força de proteção das divindades. É composto por 7 lanternas principais e de 2 lanternas complementares, cuja disposição reflete o formato da constelação Ursa Maior. Para o Taoísmo, a influência destas estrelas interfere no nosso mundo e em nós mesmos, representando uma força espiritual que nos traz proteção contra enfermidades, acidentes e outros infortúnios que possam nos acometer.


Fonte: (http://www.taoismo.org.br/stb/modules/news/)

5 de set. de 2009

QUEDA LIVRE EM DIREÇÃO AOS POTENCIAIS



Justificar“Maravilha após maravilha, o Universo desabrocha."
Lao Tsé



Somos todos brilhantes. Estamos todos cercados de abundância. Temos todas as coisas que nos servem direitinho todos os dias. Acontece apenas que, às vezes, não reparamos nisso.

É preciso um pouca mais de atenção para tratar da des-hipnotização pessoal, de modo que cada um nós possa gozar o dia de hoje, com toda adundância que merecemos. Tratar-se com um modo especial, para poder conhecer-se melhor. Imaginar soluções práticas e positivas que já existem dentro de si mesmo. O que gosta de fazer e de fazê-lo, para a sua saúde, a sua felicidade e a sua paz de espírito.

Todos sabemos devanear, mas é preciso aprender ou re-aprender a extrair o melhor da inata e infinita sabedoria por intermédio do devaneio... do devaneio prático.

Somos todos capazes de aprimorar nossas habilidades de ajustamento com esse sistema interior de orientação de vida, obtendo as próprias respostas, válidas e esclarecedoras. Isto se tornará uma Revelação agradável, simples e construtiva.

Existe muitas idéias, muitos métodos, técnicas e visualizações, mas cada um vai encontrar ou sacar de dentro de si mesmo uma experiência reveladora que tenha ressonância com a sua própria alma. Para que possa caminhar construindo um novo paradigma além dos sintomas, além dos limites pessoais, além da mesmice e pequena vida cotidiana.

A criação de uma nova realidade pessoal, faz descobrir que:

“Maravilha após maravilha, o Universo desabrocha

Agora, sente-se e divirta-se no caminho de seus potenciais, assistindo e participando na rearrumação das suas percepções e à transformação do seu mundo.

Para começar, que achas desta idéia bem simples!

Na hora de dormir, não conte carneirinhos, rsrsrsrsrsrsrs.




Inicie outra trajetória, com o coração compassivo e agradecido comece a contar as bênçãos diárias. Quantas bênções ocorrem durante o dia inteiro.

É bom começo!

Esta queda livre é muito boa, em direção aos potenciais.

Vá além... um pouco mais além... mais além ainda....

Cai na gandaia(no bom sentido) da LUZ!


30 de ago. de 2009

O MOVIMENTO YIN E YANG


Este diagrama apresenta uma disposição simétrica do YIN sombrio e do YAN claro. A simetria, contudo não é estática. É uma simetria rotacional que sugere, de forma eloquente, um contínuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a idéia de que toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente do oposto.

Podemos citar como exemplos da polaridade de Yang e Yin na natureza:

  • O céu forma-se pela acumulação de Yang. A terra por acumulação de Yin;
  • Yin está sempre calmo. Yang sempre agitado;
  • Yang se transforma em energia. Yin para criar vida natural.
  • O sol e as estrelas são Yang. A lua e os planetas são Yin.


Tao: Yin e Yang

Podemos apresentar alguns dos diversos aspectos antagônicos de Yang e Yin, (pois dentro de si tem a semente do oposto) conforme as obras de Mann, Oshawa, Beau e Worsley.

Yang - Yin
Sol - Lua
Quente - Frio
Macho - Fêmea
Ativo - Passivo
Duro - Mole
Número Ímpar - Número par
Primavera e verão - Outono e primavera
Luz - Escuridão
Leve - Pesado
Sistema Nervoso Simpático - Sistema Nervoso Parassimpático
Fogo - Água
Costas - Abdomen
Febril - Frio
Agudo - Crônico
Centrípeto - Centrífugo
Vermelho - Roxo
Salgado - Amargo
ALGUNS PRINCÍPIOS E TEOREMAS SOBRE YIN E YANG
  • Todas as coisas são diferentes manifestações da unidade infinita.
  • Nada é estático, tudo muda;
  • Todos os antagônicos são complementares;
  • Não há dois entes iguais;
  • Tudo que tem verso, tem reverso;
  • Tudo que tem começo, tem fim;
  • Quanto maior o verso, maior o reverso;
  • Yin e Yang surgem continuamente da pura expansão infinita;
  • Yin e Yang produzem energia;
  • Yin atrai Yang e vice-versa;
  • Yin repele Yin. Yang repele Yang;
  • A força de atração e repulsão entre as coisas é diretamente proporcional à diferença de seus componentes Yin e Yang;
  • Todo fenômeno é produzido por Yin e Yang em combinações, em variadas proporções;
  • Nada é exclusivamente Yin e Yang, tudo encerra polaridade;
  • No extremo, Yin produz Yang e Yang produz Yin.



29 de ago. de 2009

YIN E YANG


"O TAO produz o Um. Sendo o Um manifesto produz o Dois. Existindo o Dois, aparecem os contrários. Estes entram para a existência, ao produzir-se o Três".
Lao Tsê
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O “VAZIO ORIGINAL” na cosmologia tradicional chinesa , dá origem ao Tai Chi, que se diferencia em Yin Yang, que dão origem à relação dos cinco elementos, que geram as dez mil coisas (dez mil têm para os chineses o sentido de infinidade).
Assim, no princípio do Universo havia uma única força primordial. O “TAO” que produz o Um. Sendo o Um manifesto produz o Dois. Existindo o Dois, aparecem os contrários. Estes entram para a existência, ao produzir-se o “Três".
Esta força única, originou a primeira dualidade ou seja o YIN e YANG , as aspectos solar e lunar e daí várias polarizações foram ocorrendo então. O sol e a lua vieram a gerar a luz e a escuridão; o calor e o frio; a atividade e a sonolência. E todos os seres vivos passaram a necessitar tanto de um quanto do outro para sobreviverem. A Lei da Polaridade segue o princípio físico da Terceira Lei de Newton, ou seja: a toda ação corresponde uma reação. Assim sendo , a relação entre os elementos da natureza acaba não sendo ocasional.
YIN e YANG é a base da filosofia e metafísica da cultura chinesa, representação da dualidade, e em chinês este conhecido símbolo que representa a integração de Yin e Yang é denominado como "Diagrama do “Tai Chi".

Princípios complementares
Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação.

Essas forças são:

• Yin: o princípio passivo, noturno, escuro, frio

• Yang: o princípio ativo, diurno, luminoso, quente.



Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos.

Essas qualidades acima atribuídas a cada uma das dualidade são, não definições, mas analogias que exemplificam a expressão de cada um deles no mundo fenomênico. Os princípios em si mesmos estão implícitos em toda e qualquer manifestação.


Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre os dois princípios. Assim, referir-se a Yin como negativo apenas indica que ele é negativo quando comparado com Yang, que será positivo. Esta analogia é como a carga elétrica atribuída a prótons e elétrons:

os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo.


O diagrama do “Tai Chi” simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico. (Preto) e (branco) integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a interação destas forças.


A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da filosofia chinesa tradicional. Portanto, tudo que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang. O símbolo “Tai Chi” expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao Yin.


Desde os primeiros tempos, os dois pólos arquetípicos da natureza foram representados não apenas pelo claro e pelo escuro, mas, igualmente pelo masculino e pelo feminino, pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo.

Yang, o forte, o masculino, o poder criador era associado ao céu, enquanto o Yin, o escuro, o receptivo, o feminino, o material, era representado pela terra. O céu está acima e esta cheio de movimento. A terra - na antiga concepção geocêntrica - está em baixo e em repouso. Dessa forma, yang passou a simbolizar o movimento e yin o repouso. No reino do pensamento, yin é a mente intuitiva, feminina e complexa, ao passo que yang é o intelecto masculino, racional e claro. Yin é a tranqüilidade contemplativa do sábio, yang a vigorosa ação criativa do rei.


Referência Bibliográfica:

1. Blofeld John. O Portal da Sabedoria. Editora Pensamento, 1993, 9ª Edicação. São Paulo. SP.
2.
Wilhelm Richard. I CHING. O Livro das Mutações. Editora Cultriz., 1982: tradutora Alaíde Mutzenbercher e Gistavo Corrêa Pinto.
3.
Nei Ching. O livro de ouro da medicina chinesa. Editora Objetiva LTDA, 1989. Rio de Janeiro, RJ.

4. Heider John. O Tao e a Realização Pessoal. Editora Cultrix, 1999. São Paulo. SP.

5. Capra, Fritjof. O Tao da física. Ed. Cultrix, 1995. São Paulo, SP.

6. Nan-Ching. O clássico das dificuldades. Tradução e notas de Unschuld, Paul U. Ed.Roca, 2003. São Paulo,SP.


28 de ago. de 2009

MESTRE LIU PAI LIN


Neste turbilhão de informações, trilhando os caminhos em direção a compreensão clara da linguagem da alma, num Congresso Holístico em 1993 tive a dádiva de conhecer o Mestre Liu Pai Lin.

Noutra feita, participando de um seminário " Saúde e longevidade" realizado pela UNIPAZ e facilitado por ele, onde explicava sobre o 'I CHING VIVO', eu levei alguns dos meus livros para tirar dúvidas com ele, rsrsrsrs. Só rindo mesmo, pois no início do seminário, ele houvera dito: - O Mestre ensina o fácil, e deixa para o homem ensinar o complicado. O Mestre literalmente encarna a sabedoria.

E eu estava lá com as complicações hominais, com uma natureza sincera, mas recheada de intelectualidade, pois vivia a minha emergência espiritual de estar um matagal de ervas daninhas do conhecimento e esqueci de pisar no freio. E mostrei os livros e comecei a fazer mis perguntas.

Recebi um “PITO” do Mestre que disse:
- Eu ensino o ‘I Ching Vivo’. E aponto o dedo para a lua, você fica olhando para o dedo... sem compreender nada...
O símbolo não é o simbolizado, e como tal não pode ser confundido. Se acurar a vista para aquilo que o símbolo não é, talvez veja o que ele é. Ele é uma figura que indica uma intenção... Partindo do símbolo o ser humano poderá ou não encontrar o simbolizado. Ele é apenas a manifestação de uma parte de uma coisa e não da sua totalidade; nem com indício - que é apenas algo que aponta, leva ao conhecimento, como as nuvens que indicam chuva, etc.

Ele continuou a expor os seus ensinamentos com amor, pois conhecia as tramas da alma e o que se passava no interior de cada uma delas, num simples olhar. Esse simples senciente iniciou um novo roteiro de vida aos 70 anos e se dedicou a ensinar o Tai Chi Chuan, Ki Kong, Tui Na, o I Ching Vivo, a Medicina Tradicional Chinesa e outras... Morreu ensinando para que tivéssemos saúde e longevidade e a vida ficou mais suave depois que ele ensinou a viver na circulação do CHI.

Liu PAI Lin trás em seu nome a palavra PAI e na verdade ele tem a natureza arquetípica do 'Grande Pai' ele é sábio, generoso, compreensivo, saudável, longevo, vivaz, alegre e tem uma sensibilidade ao exercer com maestria a virtude de ensinar a iniciação aos mundos internos diretamente da alma.

Ao mestre Liu artista que me ensinou a linguagem da alma, um eterno agradecimento.


Mestre do TAO. Afirma-se que nas linhagens "TAOISTAS" as conquistas da longevidade, da saúde, da graciosida, da vivacidade do espírito e da espontaneidade são índices de compreensão do 'TAO' e de realização espiritual. E um mestre se conhece pela experiência pessoal corporificada no legado da tradição.
O Mestre Liu, aos noventa e poucos anos, era idoso, mas sem sinais visíveis de decrepitude: a pele e os músculos ainda firmes, as articulações e tendões flexíveis, os dentes em bom estado. Os olhos brilhantes transpareciam uma inteligência viva e rápida. Capaz de trabalhar por horas a fio como médico ou palestrante, aparentemente sem se esgotar. Parte de seu prestígio derivava daquilo que ele expressa constantemente pelo corpo."
O título de Mestre que Liu Pai Lin recebeu não se refere apenas ao seu trabalho de ensino ou ao grau de realização que atingiu nas práticas taoístas, é também um reconhecimento dado pelos mestres das linhagens a que pertence a quem assume de coração a missão de divulgar o conhecimento do TAO.

Mensagem para os jovens
No final de 1999 o Mestre Liu gravou a pedido da MTV uma vinheta com uma mensagem dirigida aos jovens, traduzida por Jerusha Chang.
Nesta mensagem ele fala da necessidade do jovem aprender a realizar três transformações:
• Transformar a violência em amor humanitário.
• Transformar a agitação em serenidade e espiritualidade.
• Transformar a vida curta em vida longa.

O mestre Liu Pai Lin fez a passagem no dia 3 de fevereiro de 2000, deixando milhares de díscipulos pelo mundo todo.

Sua díscipula Jerusha Chang deixa um depoimento:

TAO é seguir o caminho. Um sábio abandonou o tumulto do mundo.
O Mestre Liu Pai Lin partiu na luz dourada e retonou ao seio da grande Mãe.
Esta semente plantada e regada com tanto amor seguirá seus passos no TAO com fidelidade e lealdade na forma e no coração.
Nosso Mestre subiu a montanha e no caminho de volta ensinou os segredos da vida, da natureza e do ser humano, plantou sementes e lhes deu conhecimento, saúde e capacitação.
Ao Mestre eterno nossa eterna gratidão.

Saúde e Longevidade!