Vós não estais encerrados em vossos corpos, nem confinados em vossas casas ou campos. O vosso ser habita sobre as montanhas e vagueia sobre o vento. Não é uma coisa que rasteja ao Sol para se aquecer, ou escava buracos na escuridão para se proteger, mas é algo livre, um espírito que envolve a terra e se move no éter. Se essas forem palavras vagas, nâo procurais esclarecê-las. Vago e nebuloso é o começo de toda as coisas, mas não o seu fim. E eu prefiro que vos lembreis de mim como de um começo. A vida, e tudo que vive, é concebido na bruma, e não no cristal. E quem sabe se o cristal não é a bruma em decomposição? Ao lembrardes de mim, gostaria que lembrassem disso: Aquilo em vós que parece mais fraco e perdido, é o mais forte e mais determinado. Não foi vosso alento que construiu e solidificou a estrutura de vossos ossos? E não foi o sonho que nenhum de vós lembra de ter sonhado, que construiu vossa cidade e modelado tudo o que está nela? Pudésseis antes ver as marés dessa respiração, deixaríeis de ver tudo o mais, e pudésseis ouvir o murmúrio do sonho, deixaríeis de ouvir qualquer outro som. Mas vós não vedes nem ouvis, e isso é bom. O véu que tolda vossos olhos será levantado pelas mãos que o teceram. E o barro que tapa vossos ouvidos será removido pelos dedos que o amassaram. E então vereis. Então ouvireis. E todavia não lamentareis ter conhecido a cegueira, nem sentireis teres sido surdos. Pois nesse dia conhecereis o propósito oculto de todas as coisas; E abençoareis as trevas como abençoais a luz. Adeus, povo de Orphalese. Este dia já se foi. Fecha-se sobre nós como o nenúfar sobre seu próprio amanhã. O que foi-nos dado aqui, nós conservaremos. E se não for o suficiente, mais e mais vezes estaremos juntos, e juntos estenderemos nossas mãos para o doador. Não esqueçais que eu voltarei para vós. Mais um curto momento, e minha saudade apanhará pó e espuma para outro corpo. Mais um curto instante, um rápido momento de descanso sobre o vento, e outra mulher me conceberá. Adeus para vós e para a juventude que vivi entre vós. Foi apenas ontem que nos encontramos em um sonho. Cantastes para mim em minha solidão, e eu construí, com vossa nostalgia, uma torre no céu. Mas agora nosso sono se foi e nosso sonho desvaneceu, e já não é o alvorecer. O pleno meio-dia está sobre nós, e nossa sonolência tornou-se dia pleno, e devemos nos separar. Se no crepúsculo da memória nos encontrarmos novamente, de novo conversaremos, e cantareis para mim uma canção mais profunda. E se nossas mãos se encontrarem em outro sonho, construiremos outra torre no céu.
O profeta
Gibran Khalil Gibran
O profeta é uma maravilhosa viagem espiritual através de um dos grandes
clássicos do século XX. Foi escrito em inglês e traduzido em 40 idiomas.
É um conjunto de meditações sobre temas universais como o amor, a
morte, a família e a esperança. Gibran Khalil Gibran nasceu em 6 de
dezembro de 1883, no Líbano. Aos onze anos emigrou para a América com a
família. Por muitos anos ganhou a vida como pintor. Em 1923, foi
publicada sua obra-prima, O profeta. Foi um sucesso imediato, e as
vendas nunca caíram. Khalil morreu em 1931 de insuficiência hepática e
tuberculosa incipiente, mas o autor nunca perdeu a paixão pelo Líbano,
onde foi enterrado.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta. Já que todos somos um, falemos desse outro modo. Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma. Fechemos pois a boca e conversemos através da alma. Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo. Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Não durmas, senta com teus pares. A escuridão oculta a água da vida. Não te apresses, vasculha o escuro. Os viajantes noturnos estão plenos de luz; não te afastes pois da companhia de teus pares.
Faltam-te pés para viajar? Viaja dentro de ti mesmo, e reflete, como a mina de rubis, os raios de sol para fora de ti. A viagem conduzirá a teu ser, transmutará teu pó em ouro puro.
Sofreste em excesso por tua ignorância, carregaste teus trapos para um lado e para outro, agora fica aqui.
Na verdade, somos uma só alma, tu e eu. Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti. Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo, Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.
Oh, dia, levanta! Os átomos dançam, As almas, loucas de êxtase dançam. A abóbada celeste, por causa deste Ser, dança, Ao ouvido te direi aonde a leva sua dança.
Ontem à noite, confidencialmente, eu disse a um velho sábio: - Não me esconda nada dos segredos do mundo! Muito docemente, ele me disse ao ouvido: - Chut! Podemos compreender, mas não exprimir!
Quero fugir a cem léguas da razão, Quero da presença do bem e do mal me liberar. Detrás do véu existe tanta beleza: lá está meu ser. Quero me enamorar de mim mesmo, ó vós que não sabeis!
Eu soube enfim que o amor está ligado a mim. E eu agarro esta cabeleira de mil tranças. Embora ontem à noite eu estivesse bêbado da taça, Hoje, eu sou tal, que a taça se embebeda de mim.
Ele chegou... Chegou aquele que nunca partiu; Esta água nunca faltou a este riacho Ele é a substância do almíscar e nós o seu perfume, Alguma vez se viu o almíscar separado de seu cheiro?
Se busco meu coração, o encontro em teu quintal, Se busco minha alma, não a vejo a não ser nos cachos de teu cabelo. Se bebo água, quando estou sedento Vejo na água o reflexo do teu rosto.
Sou medido, ao medir teu amor. Sou levado, ao levar teu amor. Não posso comer de dia nem dormir de noite. Para ser teu amigo Tornei-me meu próprio inimigo.
Teu amor me tirou de mim. De ti, preciso de ti Noite e dia, eu queimo por ti. De ti, preciso de ti.
Não posso dormir quando estou contigo por causa de teu amor. Não posso dormir quando estou sem ti por causa de meu pranto e gemidos. Passo as duas noites acordado mas, que diferença entre uma e outra!
Não temos nada além do amor. Não temos antes, princípio nem fim. A alma grita e geme dentro de nós: - Louco, é assim o amor. Colhe-me, colhe-me, colhe-me!
À noite, pedi a um velho sábio que me contasse todos os segredos do universo. Ele murmurou lentamente em meu ouvido: - Isto não se pode dizer, isto se aprende.
A fé da religião do Amor é diferente. A embriaguez do vinho do Amor é diferente. Tudo que aprendes na escola é diferente. Tudo que aprendes do Amor é diferente. - Vem ao jardim na primavera, disseste. - Aqui estão todas as belezas, o vinho e a luz. Que posso fazer com tudo isso sem ti? E, se estás aqui, para que preciso disso?
Um dos maiores poetas da literatura mundial e místico único, eis as pérolas de Rumi:
''Jalaluddin Rumi - Um homem falando com a sua casa
Eu digo que ninguém nesta caravana está acordado e que enquanto você dorme, um ladrão está roubando os sinais e os símbolos que você pensava que fossem a sua vida.
Agora você está bravo comigo por te falar isso! Preste atenção naqueles que ferem seus sentimentos te falando a verdade. Dar e receber elogios é como tentar pintar na água, é insubstancial.
Foi assim que um homem falou uma vez com a sua casa, “Por favor, se algum dia você for desabar, me avise”. Uma noite sem dizer nenhuma palavra a casa caiu. “O que aconteceu com nosso acordo?” A casa respondeu, “Dia e noite estive falando para você através de rachaduras e tábuas quebradas e buracos aparecendo como bocas abertas. Mas você continuou remendando e tampando os buracos com barro, tão orgulhoso de seu trabalho de pedreiro. Você não escutou”.
Essa casa é o seu corpo sempre dizendo, “estou partindo, estou indo logo.” Não se esconda daquele que conhece o segredo. Beba o vinho do voltar-se perante Deus.
Não examine sua urina. Ao invés, examine como você louva, o que que você deseja, este anseio que nos foi dado.
O outono vira amarelo pálido querendo a primavera, e a primavera chega! As sementes florescem.
Venha para o pomar e veja o que vem a você, uma conversa silenciosa com a tua alma.''
Jalaluddin Rumi, é o maior místico poeta de todas as tradições religiosas do Amor. Seus poemas elevam a alma na bem aventurança amorosa. Ele tem poemas fantásticos sobre o AMOR em todas as suas formas. O amor erótico, o amor do sentidos, o amor ao outro, o amor espiritual e o amor a Deus. A tradição mística diz que a dimensão mais profunda de nós mesmo é o que denominamos de DEUS. Ele foi contemporâneo de Francisco de Assis, e um não sabia da existência do outro.
Silenciando, escutando e simplesmente sentindo o poeta numinoso Rumi. Paz Profunda!
2. Boff Leonardo. Tempo de Transcendência. Editora Sextante, 2000. São Paulo. 3. http://ricardo-yoga.blogspot.com/2009/04/jalal-ad-din-rumi-um-homem-falando-com.html
Dentro deste mundo há um outro mundo impermeável às palavras. Nele, nem a vida teme a morte, nem a primavera dá lugar ao outono. Histórias e lendas surgem dos tetos e paredes, até mesmo as rochas e árvores exalam poesia. Aqui, a coruja transforma-se em pavão; o lobo, em belo pastor.
Para mudar a paisagem, basta mudar o que sentes;
E se queres passear por esses lugares, basta expressar o desejo.
Fixa o olhar no deserto de espinhos. - Já é agora um jardim florido! Vês aquele bloco de pedra no chão? - Já se move e dele surge a mina de rubis! Lava tuas mãos e teu rosto nas águas deste lugar, que aqui te preparam um farto banquete. Aqui, todo ser gera um anjo; e quando me vêem subindo aos céus, os cadáveres retornam à vida. De certo viste as árvores crescendo da terra, mas quem há de ter visto o nascimento do Paraíso? Viste também as águas dos mares e rios, mas quem há de ter visto nascer de uma única gota d'água uma centúria de guerreiros?
Quem haveria de imaginar essa morada, esse céu, esse jardim do paraíso?
Tu, que lês este poema, traduze-o. Diz a todos o que aprendeste sobre este lugar. Autor: Jalal-ud-Din Rumi
Existe um provérbio que diz: "A oposição do homem instruído é melhor que o apoio do tolo".
Eu, Salim Abdali, atesto ser isto certo tanto nos níveis mais elevados da existência, como nos mais baixos.
Tal constatação se faz mais evidente na tradição dos Sábios, que vieram a difundir a história do Cavaleiro e da Serpente.
"Um cavaleiro, do alto de sua privilegiada posição, viu como uma serpente venenosa se insinuava garganta adentro de um homem adormecido. O cavaleiro sabia que se deixasse aquele homem dormir, certamente o veneno o mataria.
Sendo assim, sacudiu com força o dorminhoco até despertá-lo. Sem perda de tempo, obrigou-o a ir a um lugar onde havia várias maçãs apodrecidas, jogadas ao solo, e o forçou a comê-las. Depois, fez com que ele bebesse grandes goles d'água de um riacho.
Enquanto isso acontecia, o homem tentava escapar, gritando:
- Que fiz, inimigo da humanidade, para que abuse de mim desta maneira?
Finalmente, quando já estava quase exausto e caía a noite, o homem deixou-se cair ao chão e aí vomitou as maçãs, a água e a serpente. Quando viu o que havia expelido compreendeu o ocorrido, pedindo perdão ao cavaleiro.
Esta é a nossa condição. Ao ler estas linhas, não tomem história por alegoria, nem alegoria por história. Os que são dotados de conhecimento tem responsabilidade. Aquele que carecem de conhecimento, nada possuem além de conjecturas.
O homem que foi salvo disse:
- Se você me tivesse dito o que ocorria, eu teria aceito seu tratamento de bom grado.
- Se eu lhe contasse então, você não teria acreditado. Ou ficaria paralisado pelo terror. Ou teria fugido. Ou mergulharia no sono de novo, buscando esquecer. E aí não haveria tempo para salvá-lo.
Após dizer tais palavras, o cavaleiro esporeou sua montaria e desapareceu. "(Rumi)
Salim Abdali (1700-1765) fez com que recaíssem sobre os sufis calúnias quase sem precedentes oriundas dos intelectuais, ao afirmar que um mestre sufi conhece o que há de errado com um homem, e tem que agir rápida e paradoxalmente para salvá-lo, despertando assim a fúria daqueles que não sabem o que está fazendo.
Abdali cita essa história de Rumi. Ainda hoje, talvez haja pessoas que não aceitam as idéias contidas neste conto. No entanto, o enunciado de Abdali tem sido aceito, de uma forma ou de outra, por todos os sufis. Ao comentar a questão, o mestre Haidar Gul diz simplesmente:
"Há um limite além do qual não é salutar para o gênero humano ocultar a verdade a fim de não ofender com a mesma aqueles cuja mente está fechada".
Recebi esta mensagem num PPS, achei tão bonita e significativa, que estou postando aqui para todos nós possamos parar um pouco, e percebermos que as aparências enganam.
Paz Profunda!
Fonte: Idries Shah. Histórias dos Dervixes. Editora Nova Fronteira, 1976.
Se chegarmos a dormir, somos os sonolentos de Deus
E, se chegarmos a acordar, estamos nas mãos Dele. Se chegarmos a chorar, somos a nuvem cheia de pingos de chuva E, se chegarmos a sorrir, somos dele o relâmpago. Se chegarmos a raiva e a batalha é o reflexo da ira de Deus. E, se chegarmos a Paz e ao perdão é o reflexo do amor de Deus. Quem somos nós neste mundo complicado?
Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī, poeta afegão (1207-1273)
Pois é amigos, muitas questões são difíceis de responder, por exemplo: Que sou EU? Que é o Ser? O que Ser Humano? De algum modo, sabemos de muitas coisas da personalidade, de outras apenas suspeitamos, todavia todo este manancial está no campo de elocubrações... Mas, toda e qualquer investigação acerca destas questões sempre valem a pena o investimento. Rumi é um místico poeta mais instigadores e desbravadores da trilha mística serena em conhecimentos acerca do ser e do amor. Esta prosa poética é chave de ouro, do livro "O Caçador de Pipas" e estas palavras foram ditas por Amir num momento dificil de sua trajetória, eu amo esse texto e espero que vocês também gostem... Fica aí pra vocês está questão instigante.
Quem somos nós neste mundo complicado? Um grande e afetuoso abraço!
Toda forma que vês tem seu arquétipo no mundo sem-lugar. Se a forma esvanece, não importa, permanece o original.
As belas figuras que viste, as sábias palavras que escutaste, não te entristeças se pereceram.
Enquanto a fonte é abundante, o rio dá água sem cessar. Por que te lamentas se nenhum dos dois se detém?
A alma é a fonte, e as coisas criadas, os rios. Enquanto a fonte jorra, correm os rios. Tira da cabeça todo o pesar e sorve aos borbotões a água deste rio. Que a água não seca, ela não tem fim.
Desde que chegaste ao mundo do ser, uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses. Primeiro, foste mineral; depois, te tornaste planta, e mais tarde, animal. Como pode ser isto segredo para ti?
Finalmente foste feito homem, com conhecimento, razão e fé. Contempla teu corpo; um punhado de pó vê quão perfeito se tornou!
Quando tiveres cumprido tua jornada, decerto hás de regressar como anjo; depois disso, terás terminado de vez com a terra, e tua estação há de ser o céu.
Passa de novo pela vida angelical, entra naquele oceano, e que tua gota se torne o mar, cem vezes maior que o Mar de Oman.
Abandona este filho que chamas corpo e diz sempre Um; com toda a alma. Se teu corpo envelhece, que importa? Ainda é fresca tua alma.
Era uma vez dois irmãos que cultivavam a terra juntos e sempre compartilhavam as colheitas.
Um dia, um dos irmãos despertou durante a noite e pensou: "Meu irmão é casado e tem filhos. Por isso, tem necessidade e despesas que eu não tenho. Então, colocarei algumas de minhas sacas em sua despensa, o que é mais do que justo. Farei isso na calada da noite para não acontecer que, por sua generosidade, não queira aceitá-las. Levou as sacas e voltou para a cama.
Pouco depois, o outro irmão despertou e disse: "Não é justo que eu tenha a metade de todo o milho de nossa terra. Meu irmão, que é solteiro, não tem o prazer de possuir uma família e, portanto, tentarei compensá-lo passando um pouco do meu milho para sua despensa".E assim fez. Na manhã seguinte, ambos ficaram surpresos ao ver que havia o mesmo número de sacas em sua despensa e não puderam compreender como, ano após ano, o número de sacas continuava sendo o mesmo, ainda que as transferissem às escondidas.
Ainda que o negue, o homem geralmente pensa de forma contrária a esta. Tem medo e uma espécie de rancor ante a possibilidade de obter uma porção menor do que aquela que lhe corresponde, e sempre calcula que merece muito mais do que o que recebe. É devido a esta forma equivocada de pensar que se encontra no estado em que o vemos hoje.
Fonte: Idries Shah. Histórias dos Dervixes. Editora Nova Fronteira, 1976.
O Mullah Nasrudin tinha um búfalo, cujos chifres eram bem afastados um do outro. Sempre imaginava que, caso conseguisse instalar-se entre eles, seria exatamente como estar sentado num trono.
Um dia, o animal sentou-se bem próximo, e a coisa mais simples do mundo seria acomodar-se entre os chifres. Nasrudin não pôde resistir à tentação. O búfalo, quase de imediato, levantou-se e jogou-o longe.
Sua mulher, ao encontrá-lo desmaiado no chão, começou a chorar.
"Não chore", disse Nasrudin assim que voltou a si.
"Tive meu sofrimento, mas ao menos realizei também o meu desejo."
DESCIDA
- Nasrudin, como caíste do burro?
- Não estive mal. Eu ia descer, de qualquer maneira.
NASRUDIN E OVO
Certa manhã, Nasrudin - o grande místico sufi que sempre fingia ser louco - colocou um ovo embrulhado em um lenço, foi para o meio da praça de sua cidade, e chamou aqueles que estavam ali.
- Hoje teremos um importante concurso! - disse - Quem descobrir o que está embrulhado neste lenço, eu dou de presente o ovo que está dentro!
As pessoas se olharam, intrigadas, e responderam:
- Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer adivinhações!
Nasrudin insistiu:
- O que está neste lenço tem um centro que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca que quebra facilmente. É um símbolo de fertilidade, e nos lembra dos pássaros que voam para seus ninhos. Então, quem pode me dizer o que está escondido?
Todos os habitantes pensavam que Nasrudin tinha em suas mãos um ovo, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém resolveu passar vergonha diante dos outros.
E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis? Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido ao redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava querendo fazer alguém de ridículo.
Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém se arriscou a dizer algo impróprio.
Então ele abriu o lenço e mostrou a todos o ovo.
- Todos vocês sabiam a resposta - afirmou. - E ninguém ousou traduzi-la em palavras.
"É assim a vida daqueles que não tem coragem de arriscar: as soluções nos são dadas generosamente por Deus, mas estas pessoas sempre procuram explicações mais complicadas, e terminam não fazendo nada."
o Mulláh Nasrudin é o mais famoso personagem dos contos e parábolas sufis.
Ele age sempre de forma estúpida, pra servir como espelho para muitas de nossas atitudes.
Todos temos um pouco de Nasrudin, ainda.
E essas estória trazem insights preciosos, com um refinado senso de humor.
A MULHER PERFEITA
Certa tarde, conta uma antiga história sufi, Nasrudin tomava chá e conversava com um amigo sobre a vida e o amor. -"Por que você nunca se casou, Nasrudinn?", perguntou o amigo. -"Bem", respondeu, Nasrudin, "para dizeer a verdade, passei toda a minha juventude a procurar a mulher perfeita. No Cairo conheci uma môça linda e inteligente, com olhos que pareciam olivas pretas, mas ela não era muito cortês. Depois, em Bagdá, conheci uma mulher de alma generosa e amiga, mas não tínhamos muito interesses em comum. Muitas mulheres passaram pela minha vida, mas em cada uma delas faltava alguma coisa, ou alguma coisa estava demais.
Então, um dia, eu a conheci. Era linda, inteligente, generosa e bem- educada. Tínhamos tudo em comum. Na verdade, ela era perfeita". -"E então", replicou o amigo de Nasrudiin, "o que aconteceu? Por que você não se casou com ela?" Pensativo, Nasrudin sorveu mais um gole de chá e concluiu: -"Infelizmente, parece que ela estava aa procura do homem perfeito."
DOENTE, GRAÇAS A DEUS
Nasrudin, sentado na sala de espera do consultório médico, repetia em voz alta:
"Espero que eu esteja muito doente", o que intrigava os outros pacientes.
Quando o médico apareceu, Nasrudin repetia quase gritando:
"Espero que eu esteja muito doente".
"Por que você diz isso?", perguntou o médico.
"Detestaria pensar em alguém que se sinta tão mal como eu não tenha nada!".
OS MELHORES CONSELHOS
Nasrudin começou a construir uma casa : seus amigos, que tinham cada um sua própria casa, e eram carpinteiros, pedreiros, o rodearam de conselhos. Mullá estava radiante. Um após outro, e às vezes todos juntos, disseram-lhe o que fazer. Nasrudin seguia docilmente as instruções que cada um lhe dava.
Quando a construção terminou, ela não se parecia em nada com uma casa.
- Que curioso! - disse Nasrudin - e contudo eu fiz exatamente aquilo que cada um de vocês me tinha dito para fazer!
NASRUDDIN E A ESPOSA
Certa feita, o Mulla Nasrudin e sua esposa estavam saindo de uma festa, e Mulla disse:
"Querida, alguma vez alguém já lhe disse que você é fascinante, linda, maravilhosa?"
Sua esposa sentiu-se muito, muito bem, ficou muito feliz. Ela disse: "Eu me pergunto por que ninguém jamais me disse isso."
Nasrudin disse: "Mas então de onde você tirou essa idéia?"
A esposa de Mulla Nasrudin morreu. Os vizinhos reuniram-se, mas Mulla Nasrudin permanecia em pé, completamente tranqüilo, como se nada tivesse acontecido. Os vizinhos começaram a gritar, a chorar e disseram: -"Que estás tu fazendo aí, em pé, Nasrudin? Ela está morta!"
Nasrudin disse: - "Esperem! Ela era tão mentirosa que eu devo esperar pelo menos três dias para ver se é verdade ou não."
O HOMEM E A FORTUNA
“Um homem herdou uma grande fortuna, mas, em pouco tempo, dilapidou seu patrimônio de uma tal maneira que não lhe restou um centavo sequer. Sem saber o que fazer, foi queixar-se a Nasrudin:
“Mullá, estou numa situação terrível”, disse “Estou a ponto de ter que pedir esmolas para sobreviver.
Que faço?
Qual é o remédio?
” Nasrudin refletiu por um instante e respondeu: “Não se preocupe, suas aflições terminarão em breve.”
O perdulário entusiasmou-se: “Como?
Acaso voltarei a ser rico?”
“Não, não.” Respondeu o Mullá. “você se acostumará a ser pobre!”
AS CHAVES
Numa certa noite muito escura, Nasrudin foi visto procurando algo no chão debaixo de um poste de luz que iluminava uma boa área a seu redor. Querendo ajudar o velho mestre, um jovem perguntou o que ele estava procurando.
“Minhas chaves! Deixei-as cair!”, disse ele.
O jovem se pôs então de quatro ao lado de Nasrudin para procurá-las. Depois de um certo tempo sem encontrar nada, o jovem perguntou a Nasrudin.
“Mullá, tem certeza de que deixou cair suas chaves por aqui?
” O mestre respondeu: “Claro que não! Deixei-as cair em frente de casa!” Perplexo, o jovem perguntou: “Por que então está procurando aqui?” Respondeu Mullá Nasrudin: “Ora, porque aqui há muito mais luz!”
Ensinamento da história: muitas vezes buscamos a felicidade apenas no que está mais aparente e visível, no que tem mais luz, isto é, nas coisas do mundo, quando é preciso dar um mergulho no escuro, enfrentando medos e emoções turbulentas, para obter as chaves de uma transformação real.
NUNCA PERCO UM BOM NEGÓCIO
Nasrudin tinha tanta coisa contra seu jumento, que o mais óbvio a fazer seria vendê-lo para poder arranjar outro. Então foi ao mercado, encontrou o leiloeiro e entregou-lhe o jumento para que fosse vendido.
Quando o animal foi exposto à venda, lá estava Nasrudin de prontidão.
"E o próximo lote", anunciou o leiloeiro, "é este soberbo, inigualável, maravilhoso jumento.
Quem dá o primeiro lance, oferecendo cinco moedas de ouro?"
"Só cinco moedas de ouro por um jumento?", impressionou-se Nasrudin.
Então ele mesmo abriu o leilão. À medida que o preço ia ficando mais e mais alto, com o leiloeiro apregoando a cada lance as maravilhas daquele jumento, Nasrudin foi ficando mais e mais ansioso por comprá-lo.
Afinal, a disputa concentrou-se em Nasrudin e um fazendeiro. Assim que se alcançou o lance de quarenta moedas de ouro, o leiloeiro bateu o martelo e o jumento foi arrematado por Nasrudin.
Pagou ao leiloeiro a comissão de um terço e ficou com a parte do dinheiro que correspondia ao vendedor; então, tomou posse do jumento conforme cabia ao comprador fazê-lo.
O jumento talvez valesse umas vinte moedas de ouro. Ou seja, Nasrudin ficou sem um tostão: mas tinha comprado um jumento, cujos méritos ignorara, conforme agora se dava conta, até que tivessem sido tão brilhantemente retratados pelo leiloeiro da cidade.
"Nunca perco um bom negócio", disse Nasrudin a si mesmo, enquanto voltava para casa com seu prêmio.
ONDE ESTÁ O VALOR DO TURBANTE DE NASRUDIN?
O turbante de Nasrudin era muito valoroso. E Nasrudin apareceu na corte com este magnífico turbante, pedindo dinheiro para caridade.
- Você veio me pedir dinheiro, e está usando um ornamento muito caro na cabeça. Quanto custou esta peça extraordinária? - perguntou o soberano.
- Quinhentas moedas de ouro - respondeu o sábio sufi.
O ministro sussurrou: “É mentira. Nenhum turbante custa esta fortuna”.
Nasrudin insistiu:
- Não vim aqui só para pedir, vim também para negociar. Paguei tanto dinheiro pelo turbante, porque sabia que, em todo o mundo, apenas um soberano seria capaz de comprá-lo por seiscentas moedas, para que eu pudesse dar o lucro aos pobres.
O sultão, lisonjeado, pagou o que Nasrudin pedia. Na saída, o sábio comentou com o ministro:
- Você pode conhecer muito bem o valor de um turbante, mas sou eu quem conhece até onde a vaidade pode levar um homem.
O CONTRABANDISTA
Volta e meia, Nasrudin atravessava a fronteira entre a Pérsia e a Grécia montado no lombo de um burro. Toda vez passava com dois cestos cheios de palha e voltava sem eles, arrastando-se a pé. Toda vez o guarda procurava por contrabando. Nunca o encontrou.
"O que é que você transporta, Nasrudin?"
"Sou contrabandista."Anos mais tarde, com uma aparência cada vez mais próspera, Nasrudin mudou-se para o Egito. Lá encontrou um daqueles guardas de fronteira.
"Diga-me, Mullá, agora que você está fora da jurisdição grega e persa, instalado por aqui nesta vida boa - o que é que você contrabandeava, que nunca conseguimos pegar?"
"Burros."
O TOLO QUE ERA SÁBIO
Todos os dias o Mullah Nasrudin ia esmolar na feira, e as pessoas adoravam vê-lo fazendo o papel de tolo, com o seguinte truque:
Mostravam duas moedas, uma valendo dez vezes mais que a outra. Nasrudin sempre escolhia a menor. A história correu pelo condado.
Dia após dia, grupos de homens e mulheres mostravam as duas moedas, e Nasrudin sempre ficava com a menor. Até que apareceu um senhor generoso, cansado de ver Nasrudin sendo ridicularizado daquela maneira. Chamando-o a um canto da praça, disse:
- Sempre que lhe oferecerem duas moedas, escolha a maior. Assim terá mais dinheiro e não será considerado idiota pelos outros.
Nasrudin lhe respondeu:
- O senhor parece ter razão, mas se eu escolher a moeda maior, as pessoas vão deixar de me oferecer dinheiro, para provar que sou mais idiota que elas. O senhor não sabe quanto dinheiro já ganhei, usando este truque.
E cheio de sabedoria acrescentou:
- Não há nada de errado em se passar por tolo, se na verdade o que você está fazendo é inteligente. Às vezes, é de muita sabedoria se passar por tolo e é muito melhor passar por tolo e ser inteligente do que ter inteligência e usar fazendo tolices.
"Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem!"
A PROCURA DA MULHER PERFEITA
Contos Sufi de Nasrudin
Nasrudin estava proseando com um conhecido , que lhe indagou:
- Mullah, responda-me, você nunca pensou em se casar?
... Ver mais - Sim, claro que já. Quando eu era jovem, determinei-me a achar o meu par perfeito. Cruzei o deserto, cheguei em Damasco, e conheci uma mulher belíssima e espiritualmente muito evoluída; mas as coisas triviais, do dia a dia, a atrapalhavam.
Mudei de rumo e lá estava eu, em Isfahan; ali pude conhecer uma mulher com dom para as coisas materiais, da vida caseira, e além disso se mostrou muito espiritualizada. Porém, carecia de beleza física. Pensei: o que fazer?
E resolvi ir ao Cairo. Lá cheguei e logo fui apresentado a uma linda jovem, que também era religiosa, boa cozinheira e conhecedora dos afazeres do lar. Ali estava a minha mulher ideal.
- Entretanto você não se casou com ela. Porquê?
- Ah, meu prezado amigo, ela também estava buscando o homem ideal.
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Caros amigos da blogsfera, eu gosto muito de Nasruddin, por isso posto histórias que encantam a alma e liberta o espírito. Dêem muitas risadas com este Mestre do Sufismo.
Referência bibliográfica:
1. RANGEL, Alexandre. As Parábolas e contos de Nasruddin. Editora Leitura Ltda., 1ª edição, Belo-Horizonte.MG.
2. NASRAL-DIN, Khajah. Historias De Nasrudin. Editora Dervish. 1ª edição, 1994.
3. Internet: http://en.wikipedia.org/wiki/Nasreddin
Quando está comigo, o amor não me deixa dormir. E quando não estás comigo, as lágrimas não me deixam dormir. Teu amor chegou ao meu coração e partiu feliz.
Depois retornou, vestiu a veste do amor.
Me colocou o gosto do amor. Mas, mais uma vez foi embora. Timidamente lhe pedi que ficasse comigo alguns dias. Então veio, sentou-se junto a mim e esqueceu de partir.
Em cada coração há uma janela para outros corações Eles não estão separados, como dois corpos Mas, assim como duas lâmpadas que não estão juntas, Sua luz se une num só feixe
Vem, Te direi em segredo Aonde leva esta dança.
Vê como as partículas do ar.
E os grãos de areia do deserto giram desnorteados.
Cada átomo Feliz ou miserável,
Gira apaixonado em torno do sol.
Jalaluddin Rumi
Rumi é o maior místico poeta de todas as tradições religiosas do Amor. Seus poemas elevam a alma na bem aventurança amorosa. Ele tem poemas fantásticos sobre o AMOR em todas as suas formas. O amor erótico, o amor do sentidos, o amor ao outro, o amor espiritual e o amor a Deus. A tradição mística diz que a dimensão mais profunda de nós mesmo é o que denominamos de DEUS. Ele foi contemporâneo de Francisco de Assis, e um não sabia da existência do outro.
Fonte: 1. http://www.sertaodoperi.com.br/poesiasufi/poesia/rumi_colet.htm. 2. Boff Leonardo. Tempo de Transcendência. Editora Sextante, 2000. São Paulo.
A sensibilidade e a sabedoria de Kalil Gibran,é uma luz que faísca em cada pensamento desta mente clarificada pela lucidez espiritual. Forte como um rasgo de criatividade que ensina com o lúdico na arte de viver. Cada mensagem caleidoscópica mostra o belo a ser realizado no cotidiano, sempre rico em profundidade, simplicidade e de uma beleza ímpar. A sensibilidade e espiritualidade deGibran ainda toca o coração da humanidade, deixando umalembrança do inefável e do indizível. Ao escrever este post, fiquei muito sensível e senti grande admiração por este senciente que tocou meu coração suavemente, espero que toquem seus corações com estes pensamentos:
·Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados.
·Um livro e como uma janela. Quem não o lê, é como alguém que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem.
·Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas quando parte, nunca vai só nem nos deixa a sós. Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada.
·No amor , fiquem juntos , mas não tão juntos, pois os pilares do templo ficam bastantes afastadose o carvalho e o cipreste não crescem um na sombrado outro
·Dizeis: darei só aos que precisam. Mas os vossos pomares não dizem assim; dão para continuar a viver, pois reter é perecer.
·Pode contar seus segredos ao vento, mas depois, não vá culpá-lo por contar tudo às árvores
·O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio.
·Todo o trabalho é vazio a não ser que haja amor.
·Trabalho é amor tornado visível.
·A música é a linguagem dos espíritos.
·Cada vez mais desesperadamente o homem procura dilatar o tempo que já não tem.
·Uma voz não pode transportar a língua e os lábios que lhe deram asas. Deve elevar-se sozinha no éter.
·O desgosto é o obscurecimento do espírito e não o seu castigo.
·A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes.
·Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.
·As flores desabrocham para continuar a viver, pois reter é perecer.
·A sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar.
·O importante para uma pessoa não são os seus sucessos mas sim quanto os deseja.
·O prisioneiro que tem a porta do seu cárcere aberta e não se liberta, é um covarde.
·A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes.
·Anda, parar é covardia e olhar para a cidade do passado é ignorância.
·...Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor.Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha.Pois para a abelha a flor é uma fonte de vida. E para a flor a abelha é mensageira de amor.E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e um êxtase.
·A simplicidade é o último degrau da sabedoria.
·O desejo é a metade da vida; a indiferença a metade da morte!
·Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas quando parte, nunca vai só nem nos deixa a sós. Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada.
·Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria.
·Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.
·Quem não sabe aceitar as pequenas falhas das mulheres não aproveitará suas grandes virtudes.
·A música é a linguagem dos espíritos.
·E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
·Tartarugas conhecem as estradas melhor do que os coelhos.
·Quando você levantar o braço para bater em seu filho, ainda com o braço no ar, pense se não seria mais educativo se você descesse esse braço de forma a acariciá-lo, em vez de machucá-lo.
·Dizeis: darei só aos que precisam. Mas os vossos pomares não dizem assim; dão para continuar a viver, pois reter é perecer.
·Numa só semente de trigo há mais vida do que num montão de feno.
Ao usufruir deste manancial de sabedoria, deixe que o toque de seu coração vibre no coração do outro.