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10 de jan. de 2019

FOTOGRAFIAS FANTASMAGÓRICAS

Eu encontrei esta matéria no site MEGA CURIOSO e foi publicada originalmente no dia  28/06/2013.

Confira supostas fotos em que espíritos aparecem!

William Hope foi um dos primeiros fotógrafos no mundo a se especializar em tirar retratos com aparições de espíritos. O ex-joalheiro foi um dos pioneiros do ramo no início do século 20 e ainda conseguiu ser reconhecido por sua maestria em captar os seres de ectoplasma em câmeras convencionais.

O que o senhor Hope fazia era fotografar pessoas encarnadas (vivinhas da Silva) e, na imagem resultante, mostrava os modelos ao lado de espíritos, fantasmas e qualquer outra denominação para as aparições. Várias das entidades que apareciam nas fotos eram identificadas como sendo parentes falecidos das pessoas retratadas, o que acabou dando ao fotógrafo uma larga fama em um curto período de tempo.

Com isso, um grupo formado por seis pessoas se propôs a “produzir” mais fotografias nas quais houvesse imagens de pessoas que não estivessem fisicamente presentes no momento do retrato. Os fotógrafos espirituais ficaram conhecidos como “Crewe Circle”, e William Hope, logicamente, era tido como o líder da reunião. O trabalho dos integrantes do círculo deu tanto resultado que os primeiros negativos das obras produzidas foram todos destruídos, para evitar que alguma dessas pessoas (ou pior, todas elas) fosse acusada de algum tipo de “bruxaria” pelas autoridades clericais.

Vale mencionar que o trabalho de William Hope sempre foi extremamente questionado por muitos investigadores, que nunca conseguiram chegar a um veredito. Assim, as famosas fotos em que humanos de carne e osso se misturavam com entidades espirituais acabavam se tornando objeto de descrença de muitos, ao mesmo tempo que eram adoradas por outros.

Fotógrafo espiritual ou charlatão?

Sendo falsas, ou não, o que importa é que as histórias fomentadas pelos retratos acabaram tomando proporções muito significativas e geram excelentes discussões. Vale a pena conferir as imagens acima e abaixo para depois deixar sua opinião nos comentários. Será que William Hope tinha mesmo o peculiar dom de tirar fotografias de seres espirituais?






Fonte da imagem: Reprodução/Flickr
Nesta imagem, podemos ver duas faces que não deveriam ter aparecido. Ao centro da família de quatro pessoas, é possível ver uma misteriosa neblina da qual surgem os dois seres intrusos. Que medo!


Fonte da imagem: Reprodução/Flickr

Esta foto, além da misteriosa aparição, traz mais uma característica intrigante. No verso da fotografia há duas perguntas escritas, com letras similares àquelas de mensagens psicografadas. Ao que parece, tais questões seriam atribuídas ao espírito da moça retratada na imagem. O que será que ela queria saber?




 


Fonte da imagem: Reprodução/Flickr
A imagem acima retrata uma espécie de padre da época, com a aparição de uma figura masculina em um plano superior. De acordo com o relato feito pelo site Environmental Graffiti, a ideia inicial era fazer com que a filha do religioso, que havia nascido morta, aparecesse na imagem. No entanto, foi o suposto pai do homem que deu as caras.



 


Fonte da imagem: Reprodução/Flickr
Esta imagem é realmente muito assustadora. Nela, podemos identificar um grupo em meio a uma reunião de cunho espiritual, em 1920. As anotações no álbum de fotos da época afirmam que a mesa estaria levitando no momento da foto.



 

Fonte da imagem: Reprodução/Flickr
Talvez a mais fantasmagórica de todas as fotos aqui listadas, esta imagem mostra um casal ao lado de um corpo sendo velado. Como não poderia ser mais propício, uma face de alguém que não estava fisicamente presente aparece no centro da fotografia... Seria o próprio falecido que ainda estava por ali?



 

Fonte da imagem: Reprodução/Flickr
Nesta imagem, a Senhora Bentley, uma das presidentes da União Espiritualista Britânica, é retratada com a aparição de sua irmã mais nova na parte inferior da imagem.
 


Fonte da imagem: Reprodução/Flickr
Nesta imagem, a entidade espiritual era daquelas que gostava mesmo de aparecer. A criatura feminina, que veste um véu branco, pulou na frente de todos os membros da família de três pessoas, tornando-se o centro das atenções.
Será que as entidades espirituais sabem que a foto está sendo tirada e por essa razão sempre olham para a câmera? Questionamentos à parte, se alguém aí é fã de games, vale a pena dar uma relembrada nos jogos da famosa franquia Fatal Frame.
Para quem não a conhece, trata-se de título no qual a protagonista entra em uma mansão forrada de fantasmas e de espíritos maldosos, com apenas uma máquina fotográfica para usar em sua defesa. Cada vez que uma das entidades lhe ameaça, é preciso prendê-la dentro de uma foto. Você teria coragem de encarar uma aventura fantasmagórica dessas?


Eu encontrei esta matéria no site MEGA CURIOSO e foi publicada originalmente no dia  28/06/2013.
Segue o endereço do site: 

 https://www.megacurioso.com.br/sobrenatural/37043-fotografia-fantasmagorica-confira-supostas-fotos-em-que-espiritos-aparecem.htm




18 de dez. de 2017

Honrai as verdades com a prática.


O conhecimento gera compromisso. Se você não quer se comprometer com a vida, com a natureza, a humanidade e, com a sua própria vida não queira conhecimento, não queira conhecer.
 
É como imaginar que você sabe nadar e passa por uma piscina com uma pessoa se afogando, se você sabe nadar você tem obrigação de ajudar aquela pessoa, mas se você não sabe, siga o seu caminho, melhor do que ter dois a beira da morte. Se você quer o conhecimento queira o compromisso, pois só existe esse sentido. E você, realmente, só conhecerá as coisas quando você se comprometer com elas e vivê-las."

Conhecimento sem Compromisso é Vaidade!

Eis um ensinamento de Helena Petrovna Blavatsky que considerou essencial para as trilhas dos caminheiros da luz. Qualquer praticante espiritual precisa reflexionar sobre isto.
“Honrai a Verdade com a Prática”

(retirado de um vídeo da Nova Acrópole, da Profa. Lúcia Helena Galvão)


Lindo! 

Bom dia caminheiros evolutivos!

11 de set. de 2014

A Luz no Caminho


Os Paradoxos da Sabedoria Suprema
Carlos Cardoso Aveline
  
É no mínimo misterioso o texto do pequeno livro “Luz no Caminho”, o clássico da filosofia esotérica oriental que foi publicado pela primeira vez no Ocidente durante o século 19.  
A obra tem poucas páginas e só pode ser compreendida com o uso da intuição, porque aponta para uma sabedoria que está além das palavras.
Seu texto, parcialmente ditado a Mabel Collins por um instrutor de filosofia esotérica, foi publicado em Londres em 1885, mas é anterior  a aquele momento. A estrutura central da obra é usada há muitos séculos pelas escolas esotéricas  orientais. Sua  divulgação na Europa foi parte do esforço teosófico por aproximar as tradições espirituais do oriente e do ocidente, preparando e antecipando o trabalho espiritual dos séculos 20 e 21. 
O ensinamento também foi em boa parte distorcido pela própria Mabel Collins, conforme o alerta feito por Helena Blavatsky. Os erros da obra estão assinalados pela primeira vez desde 1885 na edição luso-brasileira de 2014. Esta é a primeira edição, em qualquer idioma, a fazer isso.

As Palavras e o Silêncio

Todo bom livro das tradições místicas parece colocar-nos diante de algumas perguntas básicas:
1) Qual é a importância das palavras na evolução espiritual? 
2) Até que ponto elas são indispensáveis?  
3) Será que o homem surgiu com a linguagem verbal e estará sempre preso a ela?
Para a teosofia, a humanidade surgiu há longas eras em níveis de consciência superiores aos que conhecemos. A vida e o planeta eram quase imateriais, do ponto de vista do ser humano de hoje. Na época, a comunhão entre as almas era tão imediata que não havia necessidade de  linguagem verbal. Bastava a percepção direta. A linguagem falada apareceu mais tarde, inicialmente através de monossílabos que visavam dar apoio à  comunicação intuitiva.
Pouco a pouco, à medida que nossa mente se tornava afiada e que perdíamos a percepção espiritual das coisas, surgiu uma linguagem mais complexa. Ganhávamos a lógica dos detalhes em troca da intuição perdida. Hoje temos uma  linguagem dependente das palavras, e ela  frequentemente se divorcia do mundo espiritual, negando e ocultando a verdade interior.
A sabedoria oriental ensina que um dia  nós voltaremos a aquele  estado inicial de comunhão interior que tornava as palavras desnecessárias. Mesmo na atualidade há momentos em que alcançamos o nível intuitivo de consciência, enxergando as coisas com o coração e não só através do cérebro. O pequeno livro “Luz no Caminho” é um instrumento para o despertar desta  percepção.

O Mistério dos Paradoxos

Filosoficamente, um paradoxo é uma afirmação que parece dizer duas coisas diferentes ao mesmo tempo, e requer um salto de consciência para ser compreendida por completo, porque não vê um lado só da verdade.  “Luz no Caminho” [1] tem um estilo paradoxal, e fala mais à alma que à consciência física. Contém palavras, mas está livre delas. Leva o leitor a um plano da realidade em que a compreensão está  além da linguagem verbal e transcende as suas limitações. A obra fala aos dois hemisférios do cérebro humano, o lógico e o intuitivo. Dá conselhos aparentemente contraditórios, mas isto se deve ao fato de que a natureza do ser humano é, realmente, dual.
Vejamos as duas primeiras regras não-numeradas do livro:
“Antes que os olhos possam ver, eles devem ser incapazes de lágrimas. Antes que o ouvido possa ouvir, ele deve ter perdido sua sensibilidade.” (p. 19)
As lágrimas significam as lamentações pessoais e a piedade de si mesmo. O aprendiz que é  incapaz desta emoção pode  ver a realidade com clareza imparcial.  A sensibilidade egocêntrica com que  normalmente percebemos a vida deve ser abandonada. Só depois disso pode surgir a percepção superior, impessoal.
O texto prossegue:
“Antes que a voz possa falar na presença dos Mestres, ela deve haver perdido o poder de ferir. Antes que a alma possa erguer-se na presença dos Mestres, os seus pés devem ser lavados com o sangue do coração.” (p.19)
A ideia de Mestres simboliza o mundo divino dentro de nós. O estudante deve avançar no caminho através do sacrifício da sua natureza pessoal. O sangramento das nossas paixões e sofrimentos pessoais (coração) deve purificar os pés, que são a nossa base e o nosso contato com a Terra e o mundo material. Assim  nossa vida será coerente e  poderemos perceber a presença do mundo divino. Porém, o estudante não necessita buscar  sofrimento. O próprio ato de viver é perigoso, e o sofrimento vem naturalmente para todo ser vivo. O que o estudante do caminho espiritual faz é apenas colocar seus sofrimentos pessoais dentro do contexto maior da busca da verdade, reconhecendo que toda vida é uma grande lição, e aceitando tudo com a humildade do aprendiz. Então a purificação ocorre.  E a  pureza surge com força quando desistimos unilateralmente  de agredir outros seres, seja física, emocional ou mentalmente. Temos o direito de proteger-nos, dentro dos limites da ética, mas passamos a ser basicamente inofensivos.
A tradição mística diz que as almas humanas saíram um dia do mundo divino e deverão voltar a ele,mais tarde, enriquecidas  pelas experiências que acumularam no mundo externo.   
“Luz no Caminho” é  uma ferramenta de trabalho para os que decidem acelerar conscientemente a volta para a  casa divina. Em poucas palavras, sempre paradoxais, as regras de “Luz no Caminho” recomendam aos discípulos:
“Mata a ambição. Mata o desejo de viver. Mata o desejo de conforto. Trabalha como aqueles que são ambiciosos. Respeita a vida como aqueles que a desejam. Deves ser feliz como aqueles que vivem em função da felicidade.” (pp. 19-20)
A ambição pessoal cega o estudante. Já o medo do desconhecido pode transformá-lo em um medroso incapaz de abrir caminhos, aceitar riscos  ou assumir responsabilidades.  O desejo de conforto o leva a uma preguiça paralisante.

Desenvolvendo o Poder do Altruísmo

O aprendiz deve  estar decidido a buscar o impossível. Cabe a ele esforçar-se com a intensidade de um egoísta, enquanto abandona a busca de comodidade e abre mão do que é seu. 
Afirma-se que em geral os egoístas têm vontade forte e buscam com todas as forças materializar suas ilusões, enquanto os seres espirituais parecem não ter motivação alguma e ficam  parados, como se não tivessem nada para fazer ou como se não tivessem vontade de fazer coisa alguma. Talvez seja por isso que o mundo enfrenta tantos desafios. Os cidadãos altruístas devem ser ativos, para que o mundo melhore com rapidez. 
Como podem eles obter uma motivação para as coisas espirituais?
O que move uma pessoa são seus desejos e emoções.  Diga-me o que você deseja, e eu lhe direi quem você é. Quando purificamos nossas intenções, alcançamos a felicidade interior. Mas cabe examinar quem está disposto a trocar seus desejos egoístas por outros, melhores e mais puros.  “Luz no Caminho” aconselha:
“Deseja apenas aquilo que está dentro de ti. Deseja apenas aquilo que está além de ti.” (p. 22)
A sabedoria está dentro de nós,  e também além de nós. Nossas personalidades são apenas noções superficiais de um “eu” separado. Quando olhamos profundamente para nós próprios vemos que não somos “alguém”. Apenas somos. Ser “alguém” na vida  é fazer o papel de  um personagem construído socialmente. Em compensação, o  zen-budismo costuma perguntar a seus aprendizes, para que meditem:
“Qual era teu nome, e qual era teu rosto, duzentos anos antes de nasceres?”  
Se olharmos para a essência dentro de nós, esqueceremos nosso pequeno mundo pessoal. Ao olharmos para fora deste pequeno mundo psicológico,  também esqueceremos o “eu” que tem o hábito de ver a si mesmo como o único centro do universo. Mas é preciso desejar o que está além de nós próprios.
O texto de “Luz no Caminho” prossegue:
“Deseja apenas aquilo que é inalcançável. Porque dentro de ti está a luz do mundo - a única luz que pode iluminar o Caminho. Se fores incapaz de percebê-la dentro de ti, será inútil procurar fora. Ela está além de ti; porque quando a tocares terás perdido a ti mesmo. Ela é inalcançável, porque sempre recua. Tu entrarás na luz, mas nunca tocarás a chama.” (pp. 22-23)
A sabedoria está “além de nós” porque só podemos alcançá-la deixando de lado o pequeno eu pessoal e ativando o hemisfério cerebral direito, sede da intuição superior. Como ensinou São Francisco de Assis, é morrendo que se nasce para a vida eterna. É deixando de existir  para o hemisfério cerebral esquerdo, lógico, linear e quase sempre prisioneiro do egocentrismo, que nascemos para a consciência do hemisfério cerebral direito, que é intuitiva, criativa, capaz de perceber simultaneamente cada  instante e a eternidade inteira. Entraremos na luz, mas nunca tocaremos a Chama, porque ela é de uma dimensão  superior à humana.
“Mata todo sentido de separação”, diz um dos preceitos. E o instrutor que ditou a parte central da obra explica em seguida:
“Não penses que podes permanecer afastado do homem maldoso ou do tolo. Eles são tu mesmo, embora em uma proporção menor que o teu amigo ou teu mestre. Mas se deixares que cresça em ti a ideia de separação em relação a qualquer coisa ou pessoa má, ao fazer isso criarás um Carma que te amarrará a aquela coisa ou pessoa até que a tua alma reconheça que não pode ficar isolada.” (p. 21)
Aqui, mais um paradoxo. Ficamos presos a tudo aquilo que rejeitamos. Só podemos libertar-nos de algo mau quando deixamos de temê-lo. A energia do  rancor nos prende àquilo de que queremos afastar-nos. A rejeição é uma forma de apego.
O texto também ensina que todas as pessoas e situações que enfrentamos são sempre espelhos de nós próprios, mesmo que secundários e distorcidos:
“Lembra que o pecado e a vergonha do mundo são o teu pecado e a tua vergonha; porque tu és parte do mundo; o teu Carma está inevitavelmente ligado ao grande Carma.” (p. 21)
O carma individual é parte do carma coletivo. Assim, o caminho espiritual só pode ser trilhado em solidariedade com os outros seres. Isto não significa que não devemos ser ambiciosos. O livro ensina:
“Deseja o poder ardentemente. Deseja fervorosamente a paz. Deseja posses, acima de tudo. Mas estas posses devem pertencer apenas à alma pura. Devem ser propriedade, portanto, de todas as almas puras (…). Deves ansiar pelas posses que podem ser obtidas por uma alma pura, de modo que possas acumular riquezas para aquele espírito unificado da vida que é o teu único verdadeiro eu. A paz que deves desejar é aquela paz sagrada que nada pode perturbar, e na qual a alma cresce como cresce a flor sagrada nas lagoas de águas imóveis. E o poder que o discípulo deve desejar é o poder que o fará parecer nada aos olhos dos homens.” (p. 23)
O poder que nos faz parecer nada aos olhos dos outros é a força da alma.  
A paz interior não é alterada pela maré perpétua das emoções que sobem e descem, seguindo alegrias e tristezas de curto prazo. O caminho espiritual é uma trilha estreita que se abre entre duas expectativas igualmente ilusórias: a esperança do prazer, de um lado, e o medo da dor, de outro. Estes  dois extremos geram dependência emocional e sofrimento psicológico.
Um dos preceitos mais inspiradores do livro recomenda: 
“Aprende a olhar inteligentemente os corações dos homens. Desde um ponto de vista absolutamente impessoal, pois caso contrário a tua visão estará distorcida.” (p. 34)
                                                                                                  
O indivíduo desatento olha os outros mas não os vê. Apenas projeta seus próprios conteúdos mentais e emocionais sobre eles, porque está preocupado exclusivamente com os seus interesses pessoais. Olhar inteligentemente as pessoas significa muitas coisas. Uma delas é  respeitar o outro pelo que ele é, e não pelo que podemos ganhar dele.
Segue o texto:
“A inteligência é imparcial: ninguém é teu inimigo; ninguém é teu amigo. Todos são teus instrutores. O teu inimigo se torna um mistério que deve ser resolvido, mesmo que para isso sejam necessárias longas eras; porque o ser humano deve ser compreendido.” (p. 35)
Este preceito é recomendado em diferentes tradições.
O pensador clássico Plutarco escreveu um pequeno tratado intitulado “Como Tirar Proveito dos Seus Inimigos”. No século 20,  Carlos Castaneda escreveu sobre  a técnica do “pequeno tirano”, em que o aprendiz espiritual aproveita a existência de um inimigo (o “pequeno tirano”) para observar em si mesmo os processos do medo, do ódio, do orgulho ferido, da autoimportância, infantilidade, etc.  Os amigos quase sempre nos acostumam mal, os inimigos frequentemente nos ensinam.

O Segredo da Vitória

“Luz no Caminho” oferece uma chave-mestra para vencer os momentos difíceis, que são inevitáveis na caminhada espiritual.
São João da Cruz falou da “noite escura da alma”. O Jesus do Novo Testamento fala das tentações. No Velho Testamento, a história de Jó mostra como o bom  discípulo é entregue às forças negativas para que seja testado amplamente por elas. A tradição oriental ensina que as decisões altruístas do aprendiz são colocadas em cheque e questionadas até que ele tenha um alto grau de pureza, coerência, perseverança e bom senso.
Para cada pessoa, a todo momento,  os testes e as  “provações” serão diferentes. Nenhum estudante está livre deles.  Como, porém, podemos obter uma chave que nos permita vencê-los? “Luz no Caminho” fala do perigo e dá um conselho decisivo:  
“Quando tiveres encontrado o começo do caminho, a estrela da tua alma mostrará sua luz; e por esta luz perceberás como é grande a escuridão em que ela brilha. A mente, o coração e o cérebro permanecem escuros até que a primeira grande batalha tenha sido vencida. Não fiques assustado nem aterrorizado por esta visão; mantém os teus olhos fixos na pequena luz e ela crescerá.” (p. 26)
Na medida em que mantemos o pensamento concentrado no bem e nas coisas boas, o lado saudável da vida cresce e cada sofrimento se mostra como uma oportunidade de crescimento. Por isso o homem sábio usa seu indispensável espírito crítico para construir o que é bom. Assim ele fica livre para ajudar na construção de uma nova era de paz e solidariedade. Um  processo que ocorre sempre de dentro para fora, fluindo do nosso coração para o mundo ao redor.
NOTA:
[1] “Luz no Caminho”, de M.C., edição luso-brasileira com tradução, notas e prólogo de Carlos Cardoso Aveline, The Aquarian Theosophist, Portugal, 2014, 85 pp.
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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.
 
Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.
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10 de jul. de 2014

51 SINTOMAS DO DESPERTAR ESPIRITUAL





1. Mudança no padrão de sono
Perturbações durante o sono, pés quentes, acordar duas ou três vezes durante a noite. Sentir-se cansado e com sono depois de acordar. Adormecer e acordar durante o dia. O Padrão de 3 Sonos, que acontece frequentemente a muitas pessoas caracteriza-se por: dormir cerca de 2-3 horas, acordar, voltar a adormecer mais 2-3 horas, acordar de novo, voltar a adormecer mais 2-3 horas. Outras pessoas viram alterar-se as suas necessidades de sono, passando a dormir menos. Ultimamente, algumas pessoas sentem enormes ondas energéticas percorrendo o seu corpo a partir da coroa. Estas ondas podem afetar o sono.

Conselho: Habitue-se. Pacifique-se com essa energia, e não se preocupe se não dormir o suficiente (preocupação que, por vezes, pode causar mais insônia). Será capaz de suportar bem o dia se pensar que tem a quantidade certa do que necessita. Também pode pedir ao seu Eu Superior que, de vez em quando, lhe dê um intervalo para poder ter um sono reparador. Se, durante a noite, não conseguir adormecer, aproveite esse tempo para meditar, ler poesia, escrever o seu diário ou olhar para a Lua. O seu corpo ajustar-se-á ao novo padrão.

2. Atividade do chakra coronário (alto da cabeça)
Sensações de tilintar, comichão, formigueiro e arrepios no couro cabeludo e/ou na coluna. Sensação de vibração energética no topo da cabeça, como se a energia jorrasse em chuveiro. Poderá sentir pressão na coroa, como se alguém estivesse a pressionar um dedo contra o centro da cabeça. Como referido no ponto 1, vivemos enormes carregamentos de energia através do chakra coronal. Podemos sentir uma pressão mais generalizada, como se a cabeça estivesse dentro dum aparelho muito suave.

Conselho: Não se assuste. Trata-se da abertura do chakra as coroa. Tais sensações dizem-lhe que você está aberto a receber a energia divina.

3. Repentinas ondas de emoção
Choro convulsivo. Inesperadamente, sente-se zangado, deprimido, triste ou muito infeliz à mínima provocação. Emoções à solta. Muitas vezes a pressão ou as emoções congestionadas são sentidas no chakra do coração (no centro do peito), o que não deve ser confundido com o coração, localizado à esquerda do chakra do coração.

Conselho: Aceite os seus sentimentos como surgem, abençoe-os e deixe-os partir. Sinta a conteúdo emocional da energia no chakra do coração. Expande-a para todos os seus campos e respire profundamente, desde o umbigo até à parte superior do peito. Sinta a emoção e deixe-a evaporar-se. Não dirija as emoções para ninguém. Você está a limpar o passado. Se necessitar de ajuda, diga em voz alta que pretende largar todo esse velho material e peça ajuda ao seu Eu Superior. Também pode pedir aos Anjos da Graça (energia branco cristal) que o ajudem a soltar estas emoções, fácil e suavemente. Agradeça por o seu corpo estar a soltar-se destas emoções, não as retendo dentro de si, o que poderia provocar danos. Uma das nossas fontes sugere que a depressão está ligada às relações de «deixar andar», de relações pessoais, profissionais, etc. que já não servem nem a nós, nem às nossas frequências.

4. Clarificação de carma
Velhos conteúdos parecem estar a ressurgir, como descrito acima, surgindo na sua vida as pessoas envolvidas nesses episódios. Casos de encerramento de processo. Ou talvez você precise trabalhar o seu amor-próprio, abundância, criatividade, apegos, etc. Começarão a aparecer os recursos ou as pessoas de que necessita para auxiliar este trabalho.

Conselho: O mesmo do que para Ponto 3. E ainda: não se envolva demasiado na análise destas situações, pois isso fará com que volte para eles, uma e outra vez, cada vez a níveis mais profundos. Peça ajuda de um terapeuta, se necessitar, e avance. Não tente evitar nem «passar ao lado» destas «memórias». Abrace o que aparecer e agradeça por isso contribuir para o seu desenvolvimento. Agradeça ao seu Eu Superior por lhe dar a oportunidade de se livrar destes «resíduos». Lembre-se, você não quer que eles continuem no seu ADN.
  


Eu encontrei apenas os quatro primeiros sintomas,  no endereço indicado abaixo, neste site tem um link do e-book,   do  Paulo Coelho, e  lá em ele coloca todos os outros sintomas.

Página Desenvolvida por: pedrocoelhoBR@gmail.com

http://www.luzdegaia.org/downloads/livros01.htm

30 de mai. de 2010

ESSÊNCIA DO "CALAR"


Há muito momentos em nossa vida que possuimos a força e já temos certeza da escolha do caminho. Pode parecer aos olhos de muitos que estamos querendo muito mais do que somos capazes de conseguir.

Mas uma voz interna diz: - Vá em frente!

Despreze a opinião dos que, nem de longe, compreendem o que você está buscando e galgará mais um degrau que pode levar você à conquistas maiores.

Assim é o caminho espiritual, aquele que possui a força é visto como louco aos olhos dos que não o entendem. Ao usar a força para ajudar o mundo é preciso nunca ser visto.

Esta é a essência do CALAR dos verdadeiros ocultistas.
E a essência de tornar-se INVISÍVEL do xamanismo

E assim, os anacoretas se retiram da vida mundana, para simplesmente calar, todavia este calar não é não uma fuga, como muitos assim a interpretam.

Acredito que vocês conhecem os quatros verbos dos ensinamentos ocultistas, segundo Eliphas Levi, estes verbos são: SABER, OUSAR, QUERER e CALAR.

A grande experiência de transcendência mostra que estes quatros verbos podem ser conjugados solitariamente, mas pode ser unidos promovendo outra transmutação para alma, descortinando um mundo novo no caminho evolutivo.

Saber calar. Querer calar. Ousar calar.

Desta forma o "SABER CALAR", detém a sabedoria de silenciar, exatamente na hora certa em que deve-se emudecer. A palavra certa na hora errada é um tiro na culatra. A palavra certa na hora certa, muda toda a história. Assim sendo percebemos numa clareza palmar, que precisamos estar atentos para as oportunidades de "SABER CALAR", ter sensibilidade para falar na hora exata e de calar quando necessário.

Então, não basta apenas "CALAR", tem que "QUERER CALAR", esta energia o detém o poder de sua vontade, tem o domínio de seu livre arbítrio. Este querer manso, da vontade, do coração e da fala. Quando o "sim" é "sim" a vida se torna mais leve, suave e bela Quando o "não" é sim, é um potencial candidato a ter um colapso do miocárdio.

E por último "OUSAR CALAR" este é caminho solitário do ocultista, ele sabe a hora de ousar calar, sair do mundo para refazer sua alma, para planejar novos trajetórias ocultas e para adentrar ao mundo do desconhecido. Lembrando o outro princípio dos ocultistas que dizia: O Bem é silencioso, o Mal por si só é falastrão.
Ousar calar, é o ativo silêncio dos ocultistas, para transformar conhecimento em sabedoria, é preciso ousar calar. Nestes momentos é necessário calar para angariar lucidez e sentatez na instalaçao do bem. O mal tem muitos ouvidos e pode obstruir o canal do bem. Por isso, inúmeros mestres estiveram silenciosos por certo período, nada explanava sobre seus projetos porque eles ousavam calar, para realizar.

No xamanismo, com muita sabedoria eles ensinam ser invisível, que por analogia pode comparar com "ousar calar", torna-se uma pessoa comum, não chamar atenção para si mesmo. Caminhar com muita cautela, muito cuidado, como se estivesse pisando em pele de ovo, sem o direito de rompê-la. Na vida de muitos ocultistas, pode ser considerado a utilização do 'ousar calar' como um esconderijo, noutras vezes os mestres podem ser apenas discretos.

Este é o caminho essencial do "calar", e que muitas vezes pode parecer ao mundo, que aquele que sabe calar, é um bobo, é um fraco. Mas, é um momento essencial para a grande abertura rumo ao desconhecido mediante a visão transmundana.

Bem , creio que todos amigos blogueiros, que visitam este blog, tem conhecimentos suficientes para compreender esta conjugação do verbo "calar " como faziam os ocultistas.
Fica uma pergunta, como está seu lado ocultista?

Paz Profunda!
Felicidades.