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20 de jan. de 2017

AMOR PLATÔNICO








O amor platônico deve o seu nome a Platão (350 a.C.), filósofo grego da Antiguidade. No ideal de Platão, ele seria um amor essencialmente puro, que não se fundamenta em um interesse, mas na virtude, e é desprovido de paixões, que segundo ele são cegas, materiais, efêmeras e falsas. O termo “platônico” foi utilizado em sua obra “O Banquete” no século IV a.C. onde o filósofo discorre sobre as diferentes maneiras de entender e praticar o amor.

Hoje o significado mais comum da palavra não tem relação com a definição de Platão. O amor platônico é conhecido como um amor impossível ou um amor não correspondido. Ele é entendido como um amor à distância, que não tem aproximação e nem toque, e é perfeito, sem defeitos, repleto de fantasias e idealizações.



Muitas pessoas começam um amor platônico, involuntariamente, devido a sua personalidade. É comum que esse tipo de amor apareça na adolescência ou com jovens adultos, principalmente com pessoas mais tímidas, introvertidas, com baixa autoestima, que vivem mais isoladas e que sentem dificuldade em aproximar-se de quem amam. O amor platônico, baseado no impossível, costuma colocar o ser amado em uma posição inatingível. Na origem deste comportamento estão a insegurança, imaturidade e inibição emocional.


O amor platônico também pode ocorrer pelo medo de sofrer. Como ele dificilmente se realizará, é bem mais fácil para algumas pessoas lidar com ele do que com os possíveis desapontamentos e tristezas inerentes à uma relação real.


A relação do amor idealizado não é, necessariamente, ruim, desde que se saiba racionalmente que o que se julga ter não existe, afinal a pessoa idealizada, na maioria das vezes, desconhece dos sentimentos que a pessoa nutre por ela. Quando a idealização de um amor se torna um problema e traz sofrimento, a melhor alternativa é procurar a psicoterapia.
Veja abaixo alguns sintomas de amor platônico:


  • Os pensamentos de tornam obsessivos e tudo o que vê lembra a pessoa.
  • Sempre há um quê de impossível na relação, a pessoa é de outra escola, mora em outra cidade, vocês só se viram um vez ou ela é famosa.
  • Se conhece a pessoa não tem coragem de se aproximar de e tem medo de descobrir que ela não é nada daquilo que cultiva em seu pensamento.
  • Sem conseguir uma aproximação, é normal que desencane rapidamente desse amor e ele simplesmente passe com a mesma velocidade e sem explicações como quando chegou

Frases de Amor Platônico


"Amor platônico é uma história de amor, onde o protagonista ama sozinho; E o vilão é a pessoa que você mais ama".
Luis Junior
"Dono de um amor sublime
Mas culpado por querê-la
Como quem a olha na vitrine
Mas jamais poderá tê-la".
(Amor Platonico – Legião Urbana)


"O amor platônico é um castigo que a mente deve sofrer pela inocência do coração".
Leonard Cebin
“Amor platônico é como um vulcão inativo".
Andre Pevot


“Um amor platônico muitas vezes significa que uma pessoa está desperdiçando a chance de amar, e a outra a chance de ser amada.”
Diego Marchi

"Amor platônico é aquele que nos causa insônias insuportáveis ou sonos demorados".
Menina_Nina
"O amor pode até ser platônico, mas a dor será sempre real". Idenir Ramos
"Não existe amor mais perfeito do que o platônico recíproco".
Tati Bernardi


"O amor platónico é uma chave falsa ou uma gazua para poder penetrar na casa alheia sem ser visto".
Paolo Mantegazza
"Paixão é uma obsessão positiva. Obsessão é uma paixão negativa."
Paul Carvel




 Estou postando sobre este assunto para ajudar um amigo, numa palestra que ele vai realizar.
  _/♡\__ Agradecida pela presença em nosso blog. E que todos os seres possam beneficiar.
Saúde e longevidade para todos seres sencientes!   

Saudações numinosas!
 Ɲαɱαsɫê Ʒɔ̐
Norma Lúcia Villares
Artigo encontrado neste site:
 http://www.amor.com.br/tipos-de-amor.html

UM POUCO SOBRE O AMOR






Os tipos mais conhecidos de amor humano são Ágape, afinidade de ideais espirituais, Eros, atração física e desejo e Philos, afinidade mental e cultural. Todos Esses três tipos de amor devem ser desenvolvidos, pois são fundamentais na vida de qualquer indivíduo. Um ser humano evoluído, iluminado pela consciência e sabedoria tem os três os amores em equilíbrio e desfrutam de forma saudável os prazeres das inter-relações. O exagero em algum desses amores pode causar sofrimento e desequilíbrio.

Na Via Draconiana esses tipos de amor são representados por arquétipos. Saiba um poucos mais sobre esses três tipos de amor:

Amor Ágape

É uma das diferentes palavras do vocabulário grego que significa amor. O termo já foi utilizado de várias maneiras diferentes por diversas fontes contemporâneas, inclusive em versículos bíblicos. O amor ágape está muito ligado ao amor divino, incondicional e com sacrifício. Embora muitas pessoas não saibam, ele também pode ser praticado por humanos, mas em grau inferior devido a imperfeição e limitação humana. Ele é o amor afetivo, isento de conotações sexuais, segundas intenções, malícias e interesses pessoais.
Ágape é o amor do afeto e da satisfação, pois na fraternidade o amor se satisfaz por ser compartilhado e ter resposta. A satisfação de Ágape também diz respeito ao prazer por boa comidas e bebidas partilhados entre pessoas fraternas, formando assim um ambiente harmonioso. Na mitologia grega, Prometheus, que veio dos céus e tem o amor titânico pela terra, é um maiores exemplos da manifestação de Ágape.
Platão e outros filósofos gregos da antiguidade faziam o uso da palavras para denotar o amor a integrantes de uma família, de um grupo com afinidades, ou um afeto para uma atividade particular em grupo. Em textos gregos antigos como o poema “A Odisseia” de Homero, o amor Ágape é notado nas ações de seus personagens e nas relações entre marido, esposa, filhos e empregados, onde percebe-se respeito e admiração, além da satisfação e do prazer em compartilhar refeições entre pessoas fraternas que se respeitam.
“Ágape” também já foi nome de um livro publicado por padre Marcelo Rossi em 2010 pela Editora Globo. No livro Ágape, o padre retoma o sentido da palavra como sinônimo de o amor de Deus pelos seus filhos e o amor humano inspirado por esse amor divino. Na obra, o autor reinterpreta trechos do Evangelho de São João à luz do amor divino nos dias de hoje.

Amor Philos

Amor Philos é o amor fraternal, que envolve lealdade, igualdade e mútuo benefício, além de dedicação ao objeto amado. A dedicação desse amor pode chegar a ser mental, que está entre o espiritual e emocional. É o caso do amor pela sabedoria, que pode ser um meio de crescimento mental, intelectual e cultural. Esse tipo de amor se manifesta pela inquietude interior que impulsiona o ser humano a buscar uma sabedoria que o torará maior, mais nobre e digno de ser amado. Além disso, se manifesta como prazer pelo conhecimentos e cultura.
Esse amor também se refere ao amor de amizade, que não monopoliza, não escraviza e não cria dependentes, quando se ama o outro da forma que ele é. Para o filósofo grego Epicuro, a amizade é o máximo que a sabedoria da felicidade pode proporcionar na vida.

Amor Eros

O amor Eros representa o amor sexual, carnal, repleto de paixões inebriantes, a pura atração física, que manifesta o instinto de união e reprodução. Eros representa o amor pela beleza e a perigosa obsessão pelo amado e o prazer que ele traz. É o amor fundamental para a natureza, pois é a força primitiva da procriação e preservação da espécie. Eros é o tipo de amor mais perigoso dos três, pois se não vivido de forma equilibrada com Ágape e Philos pode trazer muita dor.
Na Bíblia Sagrada este é amor erótico é um presente que Deus concedeu ao ser humano e pode ser vivido de forma sadia quando o homem integra, unifica corpo e alma.
Para um amor bonito, romântico e sensual, Eros deve unir-se com Ágape, formando assim um amor de reciprocidade e desejo mútuo um pelo outro.


 Estou postando sobre este assunto para ajudar um amigo, numa palestra que ele vai realizar.

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17 de jan. de 2017

O QUE É O AMOR?



 O que é o amor, essa palavra que tão fundo ressoa na mente e no coração humanos e tão intimamente se associa às maiores aspirações, sonhos, gratificações, medos e frustrações da humanidade em todos os tempos? Uma possível etimologia é o indo-europeu “amma”, que designa a expressão da criança que chama pela mãe. Daí pode ter vindo o latino “amare”, que significa “dar carícias de mãe”. Daqui haver quem defenda que “amar” se relaciona com “mamar” ou “amamentar”.

 As múltiplas modalidades do amor desenvolvem-se porventura entre estas duas possibilidades extremas: o dom incondicional de si para o bem do outro, como uma mãe que oferece o seio ao recém-nascido sem esperar nada em troca, e o apego e sucção voraz da criança no seio materno, pois disso depende a sua sobrevivência. Entre estas duas experiências, e combinando-as de modo complexo, se estendem os múltiplos níveis da escala que Jean-Yves Leloup vê como o “arco-íris” do modo humano de viver a experiência amorosa. Consoante as suas designações na língua grega, teríamos assim, da forma mais condicionada à mais livre: 

1) Porneia, o amor como apetite devorador;
2) Pothos, o amor como necessidade e carência possessiva;
3) Mania, pathé, o amor como paixão e sedução igualmente possessiva;
4) Eros, o amor vivido como interesse erótico;
5) Philia, o amor amizade, nos seus vários níveis;
6) Storgé, o amor ternura;
7) Harmonia, o amor harmonioso e bondoso, primeiro nível do amor desinteressado;
8) Eunoia, o amor como dedicação e compaixão;
9) Charis, o amor como gratidão e celebração, sem porquê nem para quê;
10) Agapé, o amor gratuito e incondicional, na tradição cristã idêntico a Deus [1], que não seria tanto um ser que ama, mas o próprio Amor.

 Ao longo dos vários níveis desta escala sobe e desce a vivência humana do amor, quase sempre sem se fixar exclusivamente num deles de modo exclusivo de todos os outros, o que faz do amor um sentimento tão complexo e impenetrável aos olhos do próprio sujeito que ama. Cremos, com Jean-Yves Leloup, que o amor mais puro, livre e incondicional está igualmente presente em todos os níveis desta escala, assegurando a unidade de todas as formas de o viver, desde a mera potencialidade na base até à sua plena actualização no topo, sendo próprio da comum condição humana transitar de uma para outra destas várias modalidades de amar, conjugando-as por vezes em simultâneo a respeito dos mesmos objectos, seres e pessoas.

 Na verdade, o que queremos dizer quando dizemos: “Amo-te”, essa declaração paradoxalmente tão tremenda e vulgar? “Estou aqui, completamente disponível para o teu bem, sem esperar retribuição ou reconhecimento”, ou “Quero prender-te e devorar-te, física, emocional ou mentalmente, como mero objecto que satisfaça a minha carência e substituto do seio ou chucha perdidos?”. Ou “Amo-te” quer dizer um complexo e confuso misto de tudo isso?


 Ocorre citar aqui Agostinho da Silva: “[…] Sobretudo no amor se deve ter cuidado; gostar dos outros e lhes querer bem tem sido o motivo de muita opressão e de muita morte dos espíritos. […] Não tens, essencialmente, de amar nos outros senão a liberdade, a deles e a tua; têm, pelo amor, de deixar de ser escravos, como temos nós, pelo amor, de deixar de ser donos do escravo”.

Cabe na verdade perguntarmos e sobretudo perguntar-nos: Amor ou apEgo? Experiência de ser fonte que superabunda e sacia quem dela beber sem nada exigir em troca ou sensação de fome e sede indigente e ávida de satisfação, consolo e gratificação, que faz do outro um mero objecto de consumo? Da resposta e dos níveis de mistura e confusão entre um e outro depende boa parte do sofrimento humano em todos os tempos e lugares, como por experiência bem sabemos. Não é verdade?

Este texto foi escrito por Paulo A E Borges  no blog "É A HORA", segue o link abaixo.Agradecida!

http://pauloaeborges.blogspot.com.br/2013/06/o-que-e-o-amor.html


[1] Cf. Catherine Bensaid e Jean-Yves Leloup, O Essencial no Amor. As diferentes faces da experiência amorosa, Petrópolis, Vozes, 2006, pp.126-128.


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Norma Lúcia Villares


20 de jun. de 2014

DIFÍCIL SER TRANSPARENTE?




 Rosana Braga


Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente? Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso. É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente... 

Ser transparente é desnudar a alma,é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar...

Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre,a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...

Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas à simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo! Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção... E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos.

Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado. Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar, doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!


Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar,agredir, acusar,criticar e julgar do que simplesmente dizer: "você está me machucando... pode parar, por favor?". Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor... Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo,não desejar parecer tão invencível. 

Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto, que consigamos docemente viver, sentir, amar... E que você seja não só razão, mas também coração, não só um escudo, mas também sentimento. 

Seja transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar.