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15 de jun. de 2014

MANTRA SRI KRISHNA

 



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Shi Krishna Sharam Namah

Mantra Krishna

Yam Brahmavarunainder Rudermaruka Satuanvanti Divyaa Satvaavedaai Sans Pad Karmopanishadaaegarayanati Yam Samga I
Dhyanavasthittagatain Mansa Pashayanti Yam Yogino Yasyanatam Na Vidu Surasurgana Devai Tasmai Nama II

Tavamaksharam Paramam Vaideetvayam Tavamasya Vishwasaya Param Nidhanam I
Tavamvayaya Shashvat Dharam Gopta, Sanatan Satayam Paursho Mato Mai






Namaste!

Norma Villares


11 de jun. de 2014

DEUSES HINDUS







Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia.
Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias.

Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.

A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significava extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.

Aqui estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avatares, seus companheiros e principais características:




Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.







Shiva,
O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo. 




Parvati (ou Mahadevi)
, esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.

Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve ás vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.




Durga,
que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.




Kali,é uma das mais importantes divindades da mitologia na Índia, era conhecida, entre outras características, pela sua sede de sangue. Kali, é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo.

Esta deusa apareceu pela primeira vez nos escritos indianos por volta do século VI em invocações pedindo sua ajuda nas guerras. Nesses primeiros textos foi descrita como tendo presas, usando uma guirlanda de cadáveres e morando no local de cremações.
Kali fez sua aparição mais famosa no Devi-mahatmya, onde se juntou à deusa Durga para lutar contra o espírito demoníaco Raktabija, que tinha a habilidade de se reproduzir com cada gota de sangue derramado; assim, ao lutar com ele, Durga se viu sobrepujada pelos clones de Raktabija.
Kali resgatou Durga ao vampirizar Raktabija e ao comer suas duplicatas. Kali foi vista por alguns como o aspecto irado de Durga.

Kali aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.

Sarasvati
é a deusa hindu da sabedoria, das artes e da música e a shákti, que significa ao mesmo tempo poder e esposa, de Brahma, o criador do mundo. Ela é representada como uma mulher muito bela, de pele branca como o leite, e tocando sitar [1] (um instrumento musical).
Ela é a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores e artistas em geral. Ela também protege aqueles que buscam conhecimento, os estudantes, os professores, e tudo relacionado à eloquência. Seus símbolos são um Cisne e um Lótus Branco.




Nandi,
o touro sagrado para o povo do Indostão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.



Kartiqueia (ou Scanda)
, substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade (Thelema), necessária para a Vitória.



Ganesh, filho de Shiva , com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.





Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.






Matsia,
o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia inteior, sexual, transmutada.







Kurma,
a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.



Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.






Narasima,
O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma, tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.


 



Vamana,
o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.


 


Parasurama,
foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei Kshatryia.
Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações.
Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21).
O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível



Rama,
O herói da epopéia literário-religiosa "O Ramaiana", foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.




Krishna,
o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do "Bhagavad Gita" . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.

 


Buda,
como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama ( personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.


Lakshmi,
mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.




Sita,
mulher de Rama que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.





Hanuman,
o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita "medir o mundo", medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.




Garuda,
a montada de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era ás vezes confundida com o deus do fogo, Ágni.

  


 Segue mais um texto sobre o Hinduismo. 
 Melhores abraços
Norma


Foi encontrado neste site indicado abaixo:
 http://www.kumpaniaromai.com.br/textos/deuseshindus.htm

9 de jun. de 2014

AVATAR

 
 O Hinduísmo - Os Avatares

  Cláudio Azevedo 


Avatar(Do sânscrito avatara que significa “decida”, de avatarati “ele desce” de ava “longe” + tarati “ele atravessa”). Encarnação do verbo; descida ou travessia do Cristo Universal do plano do Espírito para o plano da matéria. O avatar de uma era é o Cristo. Encarnação do filho de Deus, Vishnu, segunda pessoa da trindade.

 O avatar com seu complemento divino ou chama gêmea, Shakti, retrata e representa na consciência e nos quatro corpos inferiores o padrão arquetípico de Deus Pai para a evolução das almas em um ciclo de dois mil anos. Os principais avatares de uma era são em numero de dois. Os protótipos masculino e feminino que personificam e mostram, com seu exemplo, a senda da iniciação designado pelas hierarquias solares, responsáveis pelas ondas de vida que avançam para o centro do Cristo Cósmico, através da porta aberta, (instrutor e ensinamento) desta dispensação de dois mil anos. De acordo com o carma da humanidade o status "quo" evolutivo dos filhos de Deus (progresso da alma ou ausência dele em dispensações anteriores), e os requisitos do Logos, os Manus, podem designar inúmeros seres Cristicos, para que venham para o mundo como instrutores e precursores do caminho. Os seres Cristicos, demonstram em determinada época, a lei do logos, desacelerada por intermédio dos Manus e dos Avatares até que se manifeste na carne por meio de sua própria Palavra e Obra.


Avatar vem da palavra em sânscrito avatâra, sendo que ava significa ao longe, e târa como sendo ele cruza/percorre. No Hinduísmo um avatar está mais comumente relacionado às várias encarnações de Vishnu, o deus da infinita bondade, que de tempos em tempos vem ajudar a humanidade em momentos difíceis. Encarnado sob diferentes formas, de acordo com a necessidade do momento, num total de 10 encarnações, ele teria cumprido 9, incluindo a de Buddha. A última encarnação, vindoura, seria a de um messias com uma espada de fogo, montado em um cavalo branco, que viria para salvar os corretos e punir os perversos. Esse conceito de avatar tem se adaptado a várias culturas e se nos apresenta como a incorporação de um conceito arquetípico, ou seja, a idéia de uma deidade ou entidade superior, um Self, abarcado na imagem e forma adequadas à função que se espera dele.

Avatar vem do sânscrito "avatara" que significa literalmente "descida". Diz-se da "descida" de uma divindade a este mundo, em forma humana ou outra forma qualquer. No Budismo, por exemplo temos uma Escritura denominada "Lankavatara Sutra", que trata de uma "descida" ou manifestação do Buda em Lanka (Sri Lanka ou Ceilão) onde faz uma prédica.E esta é sua origem etmológica: Avatar provém do sânscrito avatara, conceito do Hinduismo, que significa descida de uma divindade do paíso (à Terra) e a conseqüente aparência terrena deste ser celestial (em poarticular refere-se às dez formas de representação de Vishnu).

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A palavra Avatar significa antiga lei, ou seja, aquele que vêm pela lei universal una e verdadeira.

Avatares são seres da hierarquia cósmica de um altíssimo grau de consciência bem acima do homem comum, são instrutores da humanidade e que em determinados momentos se manifestam para contribuir ao evoluir da consciência de uma mente restrita e com corpos sutís ainda em total desiquilíbrio podendo assim tal como uma arma com quem não sabe usá-la podendo causar a sua própria e total destruição, pois o homem ainda envolvido na sua maior densidade e vibrando intensamente dentro dele ainda a paixão a emoção o ego da individualidade passional, fere, mata, prejudica, difama tudo a sua bela vontade simplesmente pela vontade passional de conquista pelo prazer de estar acima de tudo e todos. Os avatares são diferenciados pelo seu nível de consciência sendo de 25 % a 100 %, mais nenhum é mais que outro porque cada um vêm complementar o serviço até onde o último deixou, como uma maravilhosa tônica Universal pela harmonia da lei. Neste seguimento os avatares são intitulados pela tônica a quem vêm realizar, por isso obtemos avatares ligados a trindade, ou seja : avatar de brahma, Vishnu e Shiva ou Pai, Mãe e Filho.
 Cada um com específicos trabalhos tudo para elevar a consciência da humanidade acima do anímismo passional e elevar a consciência universalista, fraterna e sábia.

Dentro de vários avatares podemos citar alguns como : Krishna, Rama, Jesus Cristo ou Yoshua ben Pandira, Moisés, Maomé, Buda, Lao tsé, Pitagoras, Hermes ou Imhotep
. 

Em assuntos futuros explanarei mais sobre os avatares .

Em todas as épocas, durante muitos ciclos mundiais, na maioria dos países, e hoje em todos, houve grandes momentos de tensão, que se caracterizaram por um sentimento de plena e esperançosa expectativa. Espera-se Alguém e Sua vinda é pressentida. No passado, foram sempre os instrutores religiosos da época, os que fomentaram e proclamaram esta expectativa, e o fizeram nos momentos de caos e dificuldades, ao se aproximar o fim de uma civilização ou cultura, e quando os recursos das antigas religiões pareciam ser inadequados para solucionar as dificuldades ou resolver os problemas dos homens. A vinda do Avatar, o advento dAquele que Vem ou, em termos atuais, o reaparecimento do Cristo, constituem a nota-chave da predominante expectativa. Quando os tempos estão maduros, quando a invocação das massas é suficientemente intensa e a fé daqueles que sabem é assaz veemente, então Ele sempre veio, e os tempos atuais não constituirão, por certo, uma exceção a esta antiga regra ou Lei universal. Durante décadas, o reaparecimento do Cristo, o Avatar, tem sido previsto pelos fiéis de ambos os hemisférios, não somente pelos cristãos, como também por aqueles que esperam por Maitreya e pelo Boddhisattva, assim como pelo Iman Mahdi e outros.

Quando os homens sentem que se esgotaram todos os seus recursos, que chegaram ao termo de todas as suas possibilidades inatas e que não podem resolver nem manejar os problemas nem controlar as condições que enfrentam, então costumam buscar um divino intermediário ou Mediador que defenda sua causa perante Deus e lhes traga a Salvação. Buscam, assim, um Salvador. Esta doutrina de Mediadores, Messias, Cristos e Avatares, avulta em toda parte como um dourado fio que atravessa todas as crenças e Escrituras mundiais, relacionando-as com alguma fonte de emanação, considerando-se, inclusive, a alma humana como um intermediário entre o homem e Deus. Milhões de seres humanos crêem que Cristo atuará como o divino Mediador entre a humanidade e a divindade.

Todo o sistema de revelação espiritual está baseado (como sempre o foi) nesta doutrina de interdependência, de vinculação planificada e conscientemente ordenada, bem assim de transmissão de energia, de um aspecto a outro da manifestação divina, desde o Deus que se acha no "Lugar secreto do Altíssimo" até o mais humilde ser humano que vive, luta e padece na terra. Em toda parte existe esta transmissão de energia. "Eu vim para que eles possam ter vida", disse o Cristo, e as Escrituras de todo o mundo falam, abundantemente, da intervenção de algum Ser, originário de uma fonte mais elevada que a estritamente humana. Sempre se encontra o mecanismo apropriado, através do qual a divindade pode chegar a comunicar-se com a humanidade, e a doutrina dos Avatares, ou Seres divinos que vêm, tem muito a ver com esta comunicação e com os Instrumentos de energia divina.

Avatar é aquele que possui a singular capacidade (além de uma tarefa auto-determinada e um destino predestinado) de transmitir energia ou poderes divinos. Isto constitui, logicamente, um profundo mistério que foi demonstrado, em forma peculiar, pelo Cristo, e está relacionado com a energia cósmica. Ele, pela primeira vez na história planetária, até onde temos conhecimento, transmitiu a energia divina do amor, diretamente ao nosso planeta e, em um sentido muito definido, à humanidade. Esses Avatares ou Mensageiros Divinos também estão sempre vinculados às idéias emitidas por alguma Ordem subjetiva espiritual, ou Hierarquia de Vidas espirituais, que se ocupam do crescente bem estar da humanidade. Tudo o que realmente sabemos é que, no transcurso das idades, grandes e divinos Representantes de Deus personificam o propósito divino e afetam, de tal maneira, o mundo inteiro, que Seus nomes e influência são conhecidos e sentidos milhares de anos depois que deixaram de caminhar entre os homens. Repetidas vezes têm vindo e mudado o mundo, deixando alguma religião mundial; também sabemos que a profecia e a fé prometeram sempre à humanidade Seu regresso, em momentos de necessidade. Estas informações se referem a fatos historicamente comprovados. Fora disto, conhecemos muito poucos detalhes.

A palavra sânscrita "Avatar" significa, literalmente, "descendo de muito longe". Ava (como prefixo de verbos e substantivos verbais) expressa a idéia de longe, longínquo, distância." Avataram (comparativo) significa mais distante. A raiz AV parece transmitir a idéia de proteção vinda do alto, e hoje se usa em palavras compostas que se referem à proteção de reis e soberanos. Com relação aos deuses, significa aceitação favorável, quando se oferece um sacrifício. Pode-se dizer que a raiz da palavra significa: "Descer, com a aprovação da fonte superior da qual provém, para benefício do lugar ao qual chega" (Dicionário Sânscrito de Monier Williams).

Entretanto, todos os Avatares ou Salvadores mundiais expressam dois incentivos básicos: a necessidade de Deus de fazer contato com a humanidade e relacionar-se com os homens, e a necessidade que tem a humanidade de entrar em contato com a divindade e ser ajudada e compreendida por ela. Sujeitos a estes incentivos, todos os verdadeiros Avatares são, portanto, intermediários divinos. Podem atuar desta maneira, porque já se emanciparam, inteiramente, de toda limitação e sentimento de egoísmo e separatividade; de vez que já não são, conforme os padrões humanos comuns, o centro dramático de Suas vidas, como o somos, em maioria. Quando atingem essa etapa de descentralização espiritual, podem converter-se em acontecimentos na vida de nosso planeta; todos os olhos podem dirigir suas vistas para Eles e todos os homens podem ser por Eles influenciados. Por isso, um Avatar ou um Cristo aparece por duas razões: uma, a Causa incógnita e inescrutável que O impele a fazê-lo, e a outra, a demanda ou invocação da própria humanidade. Um Avatar é, por conseguinte, um acontecimento espiritual, que ocorre para produzir grandes mudanças e restaurações, a fim de inaugurar uma nova civilização ou restabelecer "antigas demarcações" e aproximar o homem de Deus. Têm sido Eles descritos como "homens extraordinários, que aparecem de vez em quando, para mudar a face do mundo e inaugurar uma nova era, nos destinos da humanidade". Vêm em momentos de crise; frequentemente criam crises, a fim de pôr termo ao antigo e indesejável, preparando o caminho no sentido de que haja formas novas e mais apropriadas para a evolucionante vida de Deus Imanente na Natureza. Aparecem, unicamente, quando o mal predomina; ainda que seja somente por esta razão, podemos, na atualidade, esperar um Avatar. O cenário adequado para o reaparecimento do Cristo já está preparado.

Existem Avatares de muitas graduações e classes. Alguns são de grande importância planetária, porque expressam em Si Mesmos ciclos completos de futuros acontecimentos e emitem a tônica e o ensinamento que introduzirão uma nova era e uma nova civilização; personificam grandes verdades que as massas humanas devem tratar de conhecer, constituindo-se, destarte, no objetivo das mais proeminentes mentalidades da época, apesar de incompreendidas. Certos Avatares expressam também, em Si Mesmos, a totalidade da realização humana e da perfeição racial, chegando, assim, a ser os "homens ideais" de sua época. Outros, ainda maiores, têm permissão para ser guardiães de alguma qualidade ou princípio divino que requerem uma nova apresentação e expressão na Terra; e podem sê-lo porque lograram a perfeição ao alcançar a mais alta iniciação possível. Têm o dom de ser essas qualidades espirituais personificadas e, porque expressam, por inteiro, tal qualidade e princípio específicos, podem atuar como canais para transmitilos, desde o centro de toda a Vida espiritual. Esta é a base da doutrina dos Avatares ou Mensageiros divinos.

Assim sendo, o Cristo foi duas vezes Avatar, não somente porque deu a chave da nova era, há mais de dois mil anos, como também porque, em forma misteriosa e incompreensível, personificou em Si Mesmo o divino Princípio do Amor, sendo o primeiro que revelou aos homens a verdadeira natureza de Deus. A demanda invocativa da humanidade (o segundo dos incentivos que produzem uma Aparição divina), exerce um poderoso efeito, pois as almas dos homens, especialmente quando atuam em uníssono, possuem algo que é afim com a natureza divina do Avatar. Nós todos somos Deuses e filhos de um só Pai, como disse o último Avatar que veio: o Cristo. É este centro divino em cada coração humano que, ao entrar em atividade, pode evocar resposta desse elevado Lugar, de onde Aquele que vem espera Seu momento de aparecer. Unicamente a demanda unida da humanidade, ou sua “intenção maciça", pode, como se disse, precipitar a descida de um Avatar.

Em suma, a doutrina dos Avatares e a doutrina da continuidade da revelação seguem paralelas. Em todas as épocas e em cada grande crise humana, precisamente nas horas de necessidade, seja na criação de uma nova raça ou no despertar de uma humanidade preparada para receber uma nova e mais ampla visão, o Coração de Deus, impulsionado pela Lei de Compaixão, envia um Instrutor, um Salvador do Mundo, um Iluminador, um Avatar, um Intermediário Transmissor, um Cristo. Traz a mensagem que curará, que indicará o próximo passo que a raça humana deverá dar e que iluminará um obscuro problema mundial, bem como ministrará ao homem o conhecimento de um aspecto da divindade até agora não compreendido. A doutrina dos Avatares, Mensageiros divinos, divinas Aparições e Salvadores, está fundada sobre o fato da continuidade da revelação e da seqüência desta manifestação progressiva da Natureza divina. A todos Eles a história dá o seu testemunho inequívoco. A expectativa mundial em torno do reaparecimento do Cristo se baseia na realidade desta continuidade e desta seqüência de Mensageiros e Avatares, assim como na horrenda e espantosa necessidade da humanidade, nesta época. O reconhecimento inato destas realidades produziu o clamor invocador, constantemente elevado pela humanidade, em toda parte, em busca de alguma intervenção ou alívio divinos; o reconhecimento destes fatos também inspirou a determinação procedente do "centro de onde a vontade de Deus é conhecida", para que o Avatar venha novamente; o reconhecimento destas solicitações induz o Cristo a dar a conhecer a todos os Seus discípulos do mundo, que Ele reaparecerá quando tiverem realizado o trabalho preparatório necessário.

Os Avatares mais comumente conhecidos são: o Buda, no Oriente, e o Cristo, no Ocidente. Suas mensagens nos são familiares e os frutos de Suas vidas e palavras condicionaram o pensamento e a civilização, em ambos os hemisférios. Devido a serem Avatares humanos e divinos, representam aquilo que a humanidade pode compreender facilmente; porque são de natureza igual à nossa, "carne de nossa carne, espírito de nosso espírito", conhecemo-los e confiamos nEles, e Eles significam para nós alguma coisa mais que outras Aparições divinas. Milhões de seres também Os conhecem, confiam nEles e Os amam. O núcleo de energia espiritual que cada um dEles estabeleceu está além do nosso entendimento: estabelecer um núcleo de energia constante, espiritualmente positivo, é a incessante tarefa de um Avatar. Ele enfoca ou introduz uma verdade dinâmica, um potente pensamento-forma ou um vórtice de energia magnética no mundo cotidiano. Este ponto focal atua de maneira crescente como transmissor de energia espiritual; permite à humanidade expressar alguma ideia divina que, com o tempo, produz uma civilização, com sua conseqüente cultura, religião, política, governo e métodos educativos. Assim se faz a história. Afinal de contas, a história é o registro da reação cíclica da humanidade a alguma energia divina, que flui através de algum dirigente inspirado ou de um Avatar.

Na atualidade, um Avatar é, em geral, um Representante do segundo aspecto divino, o de Amor-Sabedoria, o Amor de Deus. Manifestar-se-á como o Salvador, o Construtor, o Preservador. A humanidade não está ainda suficientemente desenvolvida nem adequadamente orientada para a vida do Espírito, de modo a resistir, facilmente, ao impacto de um Avatar que expresse a dinâmica vontade de Deus. Para nós (e esta é nossa limitação), por enquanto, um Avatar é Aquele que preserva, desenvolve, constrói, protege, ampara e socorre os impulsos espirituais pelos quais os homens vivem; a necessidade do homem e a solicitação do homem, de preservação e ajuda, são aquilo que O traz à manifestação. A humanidade necessita de amor, de compreensão e de corretas relações humanas, como expressões de uma divindade realizada. Foi esta necessidade que trouxe o Cristo antes, como Avatar do Amor. O Cristo, Aquele grande Mensageiro humano divino, devido à Sua magna realização, no sentido da compreensão, transmitiu à humanidade um aspecto e uma potencialidade da natureza de Deus Mesmo, o princípio Amor, da Deidade. Luz, aspiração e reconhecimento de Deus Transcendente haviam sido a expressão vacilante da atitude humana para com Deus, antes do advento do Buda, o Avatar da Iluminação. Logo veio o Buda e demonstrou, em Sua própria vida, a realidade de Deus Imanente e Deus Transcendente, de Deus no universo e de Deus na humanidade. A individualidade da Deidade e do Eu, no coração do homem individual, chegou a ser uma realidade na consciência humana. Foi uma verdade relativamente nova para o homem.


Todavia, até que Cristo viesse e vivesse uma vida de amor e de serviço, e desse aos homens o novo mandamento, para se amarem uns aos outros, não se havia ressaltado Deus em Seu aspecto Amor, em nenhuma das Escrituras mundiais. Depois que Ele veio como o Avatar de Amor, então chegou a ser conhecido como Amor Supremo, Amor como meta e objetivo da criação, Amor como princípio fundamental das relações, e Amor atuando através de toda manifestação que desenvolva um Plano motivado pelo Amor. Cristo revelou e acentuou esta divina qualidade, modificando, assim, a vida, as metas e os valores humanos.

Ele ainda não veio novamente porque Seus seguidores não realizaram o trabalho necessário, em todos os países. Sua vinda depende, em grande parte, como veremos mais adiante, do estabelecimento de corretas relações humanas. Isto a Igreja impediu, no transcurso dos séculos, e não ajudou, devido ao seu empenho fanático de fazer "cristãos" a todos os povos, ao invés de seguidores do Cristo. Acentuou, ademais, a doutrina teológica e não o amor e a compreensão amorosa, como o Cristo exemplificou. A Igreja predicou a doutrina do iracundo Saulo de Tarso, e não a do bondoso carpinteiro da Galiléia. Por isso, Ele permanece esperando. Chegou, porém, a Sua hora, devido à necessidade de todos os povos e à demanda invocadora das massas, bem como ao conselho de Seus discípulos, que professam todos os credos e religiões do mundo.

Não nos é dado conhecer ainda a data e o momento de Seu reaparecimento. Sua vinda depende do apelo, tão amiúde silencioso, de todos os que aguardam com esperançosa intenção; depende, também, de que se estabeleçam melhores relações humanas e de determinado trabalho, que está sendo realizado, na atualidade, pelos Membros avançados do Reino de Deus, a Igreja invisível, a Hierarquia espiritual de nosso planeta; depende, ademais, da constância dos discípulos do Cristo e Seus colaboradores iniciados, que trabalham nos numerosos grupos religiosos, políticos e econômicos. A isto deve agregar-se o que aos cristãos apraz chamar "a inescrutável Vontade de Deus", esse propósito não conhecido do Senhor do Mundo, o Ancião dos Dias, tal como é chamado no Velho Testamento, o qual "conhece Seu próprio pensamento, irradia a qualidade mais elevada do amor e enfoca Sua vontade em Seu elevado lugar, no centro de onde a vontade de Deus é conhecida".


Quando o Cristo, o Avatar de Amor, reaparecer, então "Os filhos dos homens, que são agora os Filhos de Deus apartarão Seus rostos da Luz resplandecente e irradiarão essa Luz sobre os filhos dos homens, que ainda não sabem que são os Filhos de Deus". Então aparecerá Aquele que vem, Seus passos sendo acelerados através do vale das sombras pelo Todo-poderoso que se acha sobre o cume da montanha, exalando amor eterno, luz suprema e pacífica e silenciosa vontade.


"Então, responderão os filhos dos homens. Então, brilhará uma nova luz, no cansado e lúgubre vale da terra. Então, uma nova vida circulará por suas veias, e sua visão abarcará todos os caminhos do que possa vir."


"Assim, virá, novamente, a paz à terra, porém, uma paz desconhecida até agora. Então, a vontade para o bem florescerá como compreensão, e esta frutificará como boa vontade nos homens."
Eu Sou Djwal Kuhl


Sempre fui grande admiradora da Índia, e  gosto de postar textos sobre ensinamentos  das religiões  da Índia. 
Um grande abraço.
Norma




4 de jun. de 2014

O DECLÍNIO DAS PRÁTICAS RELIGIOSAS



Quando houver o declínio das práticas religiosas e não mais houver relações entre o homem e a divindade, predominando a injustiça e o desrespeito, nesse momento, eu vou me manifestar.

Krishna é encarnação do DeusVishnu, o aspecto preservador da trindade divina do hinduísmo: Brahma – Vishnu – Shiva.

 Em sânscrito, Krishna significa preto ou azul escuro, a cor das nuvens escuras. Krishna é a fonte de devoção, o amante, o atrativo, o tocador de flauta que atrai as Gopis – as condutoras de vacas da aldeia Vrindavana.

 Foi o guru divino espiritual de Arjuna (um dos irmãos Pandavas, filho do rei Pandu). No Bhagavad Gita – Canção Divina do Épico Mahabbharat, ensinou para Arjuna o gyana yoga (sabedoria), o karma yoga (ação), o bhakti yoga (devoção), o moksha (liberação), o dharma (dever), o kal (tempo) e o guna (qualidade). 

Textos encontrados no BBhagavad Gita – capítulo  IV – 7.
Paz Profunda! 

Norma Villares
 
 

21 de jan. de 2010

TRIMURTI - BRAHMA, VISHNU e SHIVA




Nos VEDAS o criador do Universo, Jagadisvara, é visto possuindo as formas masculina e feminina. Sendo a essência para a criação, o aspecto masculino e a matéria para a criação, o aspecto feminino. Assim Deus é criador, mantenedor e transformador (destruidor), ou seja, Brahma, Vishnu e Shiva respectivamente, e tem como base ou suporte, suas consortes: Sarasvati, Lakshmi e Parvati ou Durgã.





BRAHMA

É o criador do universo, é a inteligência criadora, representa a mente cósmica.
Brahma tem quatro cabeças e está sentado num cisne. Os Puranas dizem que ele criou Sarasvati (sua consorte, Deusa do conhecimento) e que ela corria de um lado para o outro e para cada lado que ela corria nascia uma cabeça, assim ele é representado com quatro cabeças significando os quatro vedas e todas as direções do conhecimento.
A tradição Védica usa alguns exemplos para explicar a criação. É dito que o “Criador é como a aranha tecendo a teia” . O Criador é a inteligencia e o material da criação. Ele retira de si mesmo o material da criação. Assim a criação é a manifestação do criador.
A base de Brahma é Sarasvati, o conhecimento. Assim Brahma está sentado num cisne. O cisne tem a capacidade de separar o leite da água, assim como, o conhecimento é a capacidade de separar o real do não real (absoluto de maya).
Em suas quatro mãos Brahma sustenta um lotus, os vedas, um vaso contendo amrita e abaya mudrã. O lotus representa o símbolo da pureza. Os vedas são as escrituras sagradas contendo todo o conhecimento da criação e o meio para o conhecimento. O amrita é o néctar da imortalidade e abaya mudrã abençoa com destemor.




VISHNU

É o poder de manutenção do universo.Sua natureza é lila ,ou a representação. Assume diferentes formas à sua vontade. Ele está em pé sobre um lotus de mil pétalas com uma concha, um disco, uma massa e um lotus nas mãos. Estes quatro instrumentos são essenciais para a diversão da vida.
A concha é o instrumento que devolve a união de todos os sons da criação, representa o som puro "Om", que traz a liberação para os seres humanos.
O disco ou chakra é o anel de luz que rodopia no dedo indicador de Vishnu. Ele é o símbolo do Dharma, o dever de fazer o que é certo e correto, também representa a roda do tempo.
A massa ou clava é um instrumento para atacar os desejos, fonte de todo o sofrimento e insegurança.
O lotus é mostrado para que não esqueçamos a nossa meta que é encontrar a nós mesmos. O lotus cresce no lodo e permanece luminoso, radiante, inafetado pelo ambiente, abre suas pétalas ao primeiro raio de sol e fecha-se com o último raio de sol.
A consorte de Vishnu é Lakshmi a Deusa de todas as riquezas da criação, incluindo as riquezas da mente e todas as virtudes. Com ela Vishnu mantém toda a criação.





SHIVA

É o poder de destruição ou transformação. A palavra destruição aqui pode ser mal interpretada. Devemos entender que somente será destruído aquilo que for possível de ser destruído. O Eu, ser absoluto é sempre existente, é Brahma, este não é destruído por nada. A destruição de Shiva é a destruição daquilo que é aparente e que encobre a realidade absoluta, é a destruição da nossa ignorância. Shiva é o Deus da disciplina, criador do yoga, assim ele vem mostrar de que forma podemos destruir a ignorância e atingir Moksha, a liberação do ciclo de nascimento e morte.
Shiva é representado meditando nas neves do monte Kailasa. A brancura da neve representa a mente sattvica ou purificada necessária para meditar; seus olhos estão entreabertos mostrando que sua mente está absorta no ser enquanto seu corpo se relaciona com o mundo; em seu pescoço ele carrega uma cobra enrrolada, esta representa o ego (é venenoso quando ataca) sob controle usado como adorno somente; em sua cabeça a lua como enfeite (lua = memória,ego); sua arma é o trishula ou tridente simbolizando não só a destruição do ego e seus três tipos de desejos: fisicos, emocionais e mentais, mas também a transcendência dos três mundos, dos três gunas (sattva, rajas e tamas) e dos três períodos de tempo (passado, presente e futuro). Pendurado no trishula está o tambor de Shiva ou Damaru que representa o som, o fenômeno da criação do qual fazem parte da manutenção e a destruição. No movimento do trishula, ou das gunas, o tambor toca e a criação ocorre. O cabelo comprido mostra seu poder, todos os tipos de energia concentrados na busca do conhecimento. Do topo de sua cabeça nasce o ganges (conhecimento, amrita); seu corpo está coberto de cinzas simbolizando a queima da ignorância, da ilusão e de todos os desejos; ele está sentado sobre uma pele de tigre, que morreu de morte natural, porque o sábio senta-se no corpo (não está identificado com ele) enquanto os mortais sentam-se no chão. O seu veículo é o Touro Nandi, simbolo da sexualidade, o controle de Shiva sobre o touro simboliza o domínio sobre a natureza física. O lingan é um outro símbolo de Shiva e representa a força criadora voltada para si mesmo, voltada para o auto conhecimento. Shiva tem junto de si o Kamandalu, ou pote para água, representando a renuncia, o ascetismo, o viver com o mínimo necessário; também leva consigo o Damaru ou tambor que representa o som, o fenômeno da criação do qual fazem parte a manutenção e a destruição. Shiva possui vários mãlas (colares e pulseiras) de rudrãkshas (representa o olhos de shiva) que servem para disciplinar a mente e preparar para a meditação.


Fonte:
1. -http://www.yogalotus.com.br/trimurti.htm

13 de out. de 2009

PURNA MANTRA





Ao ouvir esse mantra, fiquei em silêncio, refletindo sobre o poder da música que vibra n'alma e depois de ouví-la a energia do mantra impõe um silêncio interno e externo.

O ocidental tem horror do silêncio, uma neurose coletiva, a selfobia. Se o silêncio ameaça, ligamos o rádio, a TV, abrimos o jornal...

O vazio e o silêncio é um presente Cósmico, que traz na sacola a vacuidade. Parada para reflexão, concentração e meditação. Cura e transformação conspirando para saúde e plenitude.

Nesse tempo de silêncio lúcido, é preciso estar no vazio essencial para perceber os sons mágicos das esferas e vibrar com as canções da vida. Silêncio é pleno de vida, de inteligência, de espírito, da mais linda energia.

"Silenciosas são as trajetórias dos astros e dos átomos".

É o momento do verdadeiro encontro do "SI", entrada de um estado de sutil vibração na consciência do SI. Parada para retornar ao "SI", da rica fase curativa dos barulhos internos e externos.

O Universo conspira por nós.

A Arte de calar é importante e essencial para despertar as células sutis da alma, rastreando sentimentos e tocando-os profundamente para o abrir-se a pura energia do Cosmo.

Fundamental é inspirar, soltar, concentrar, meditar e ser feliz.

Agora feche os olhos, fique em silêncio e ouça o PURNA MANTRA. Esse mantra toca profundamente a alma.

Depois silencie.

Silêncio

Silêncio

Silêncio

24 de set. de 2009

NIRVANA


"Eu não sou a mente,
não sou a inteligência, não sou o ego, nem a atenção,

não sou as orelhas ou a língua,

não sou os sentidos do olfato ou da visão,
nem o éter, nem o ar, nem o fogo,
nem a água, nem a terra.
Eu sou Eterna Beatitude e Consciência Pura,
Eu sou, Eu Sou.

Eu não sou o prana,

nem os cinco elementos vitais,
nem os sete elementos do corpo,
nem os seus cinco invólucros,
nem as mãos, nem os pés, nem a boca,
nem os outros órgãos das ações.

Eu sou Eterna Beatitude e Consciência Pura
Eu Sou, Eu sou.

Não me pertencem a ganância nem as falsas ilusões,

nem o desgosto, nem o prazer,
nada do orgulho ou do ego,

do Dharma ou da Liberação,
nenhum desejo da mente,
nem o próprio objeto do desejo.
Eu sou Eterna Beatitude e Consciência Pura,
Eu Sou, Eu Sou.

Não sei nada do prazer e da dor,
da virtude e do vício,
dos mantras e dos lugares sacros,

dos Vedas e do sacrifício,
eu não sou aquele que come,

nem o alimento, nem o ato de comer,

Eu sou Eterna Beatitude e Consciência Pura,
Eu Sou, Eu Sou.

Para mim não existe morte ou temor,
nenhuma distinção de casta,
não tenho pai, nem mãe,
não tive nem mesmo um nascimento,

não existe amigo, nem companheiro,

nem discípulo, nem mestre,
Eu sou Eterna Beatitude e Consciência Pura,
Eu Sou, Eu Sou.

Eu não tenho forma, nem aparência

o Onipresente eu sou,
em todo lugar eu existo,
e ainda além dos sentidos,
não sou a salvação,
nem nada do que pode ser conhecido.
Eu sou Eterna Beatitude e Consciência Pura,
Eu Sou, Eu Sou." Shankaracharia


Para realizar do grande vôo da existência em direção à luz, é preciso realizá-lo através do desapego... Quando o SER se abre para as dimensões sublimes, do amor mais elevado, e da compaixão total, está liberto de todas as amarras que prende a este planeta.

Shankaracharia no seu poema NIRVANA ou a Realização do Ser, ensina com esta oração do desapego, do desprendimento, da desindentificação de tudo que não é essencial. Somente assim, um dia podermos voar em direções sutis e atemporais para conquistar as alegrias do espírito.

Nesta oração ele ensina o desapego ao sistema de castas, tão falada na última novela da Globo.

Votos de desapegos pra todos!

Paz Profunda!