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10 de jan. de 2019

RIG VEDA



                      

Encontrei no wikipédia informações sobre este livro sagrado tão bonito e tão antigo,  o Rig Veda ou Rigveda (em sânscrito: ऋग्वेद,  transl. ṛgveda, de ṛc, 'louvor', 'brilho', e veda, 'conhecimento'), também chamado Livro dos Hinos,  é uma antiga coleção indiana de hinos em sânscrito védico o Primeiro VEDA e, o mais importante veda, pois todos os outros derivaram dele. Rig Veda é o Veda mais antigo e, ao mesmo tempo, o documento mais antigo da literatura hindu, composto de hinos, rituais  e oferendas às divindades. Possui 1.028 hinos, sendo que a maioria se refere a oferendas de sacrifícios, algumas sem relação com o culto. Independentemente do valor interno, o Primeiro Veda é valiosíssimo pela antiguidade.


Passagens geográficas e etnológicas no Rigveda são uma evidência de que a obra foi escrita em Punjabe (Sapta Sindhu), por volta de 1 700–1 100 a.C., durante o período védico,  o que o torna um dos mais antigos textos escritos em qualquer das línguas indo-europeias  e um dos  textos religiosos  mais antigos do mundo. 

Eu estava lendo este livro quando me deparei com este texto sobre religião, segue um pouco desta sabedoria milenar: 




              R E L I G I Ã O
“Não existia nada: nem o claro céu,

Nem ao alto a imensa abóbada celeste,
O que tudo encerrava, tudo abrigava,
E tudo encobria, que era? Era das águas
O abismo insondável? Não existia a morte,
Mas nada havia imortal. E separação
Também não existia entre a noite e o dia.
Só o UNO respirava em Si mesmo e sem ar;
Não existia nada, senão Ele. E ali
Reinavam as trevas, tudo se escondia
Na escuridão profunda: oceano sem luz,
O germe, que dormitava em seu casulo,
Desperta ao influxo do ardente calor
E faz então brotar a Natureza uma.”


(RIG VEDA)


E, assim eu fiquei  lendo outros textos embevecida, com a riqueza deste livro sagrado. Vou postar sempre as pérolas para que cada um posso usufruir desta belezura. 

Namaste! 
Que todos os seres sencientes possam beneficar-se! 
Norma Lúcia Villares


2 de mai. de 2014

QUEM É O BUDA?




A minha vida sempre é perfumada pela sabedoria de grandes amores espirituais,  e este Mestre vietnamita  Thich Nhat Hanh, é uma das minhas pedras mais preciosas. Segue um lindo texto deste Mestre Zen que escreve tão bem sobre muitos temas, mas em especial sobre a Meditação, vejamos: 
 

Alguns anos atrás, eu visitei uma vila na Índia chamada Uruvela. Dois mil e seiscentos anos atrás, um homem chamado Sidarta morou perto dessa vila. Sidarta é o homem que depois ficou conhecido como o Buda.

A vila de Uruvela ainda é muito parecida com aquela época. Não há edifícios, supermercados e auto-estradas. É muito agradável. As crianças também não mudaram. Quando Sidarta morou aqui, algumas crianças dessa vila se tornaram seus amigos e levavam para ele comida e presentes simples.

Há um rio que corre perto da vila. É onde Sidarta costumava tomar banho. Uma grama chamada “kusa” ainda cresce nas margens do rio. É o mesmo tipo de grama que uma das crianças deu a Sidarta para usar como almofada para sentar. Eu andei ao longo do rio e cortei um pouco dessa grama e trouxe para casa comigo.

No outro lado do rio há uma floresta. Foi lá que Sidarta sentou em meditação embaixo de uma árvore chamada “árvore Bodhi”. Foi embaixo dessa árvore que ele se tornou o Buda.

Um Buda é qualquer um que é desperto – que é consciente de tudo que acontece dentro e em volta dele e que entende e ama profundamente. Sidarta se tornou um ser totalmente desperto – um Buda. Ele é o Buda que aceitamos como nosso professor. Ele disse que cada um de nós tem uma semente de despertar dentro de nós e que todos nós somos futuros Budas.

Um estudante meu quando era muito jovem lutava com a questão: quem é o Buda? O nome do estudante era Hu e esta é a sua história.

Quando Hu tinha 6 ou 7 anos, ele perguntou a seu pai e mãe se ele podia se tornar um monge. Hu adorava ir ao templo budista. Ele costumava ir lá com seus pais nos dias de lua nova e de lua cheia para oferecer flores, bananas, mangas e todo tipo de frutas exóticas para a Buda.

No templo, Hu era sempre tratado com gentileza. Quando as pessoas vinham ao templo, pareciam mais relaxados e amistosos. Hu também estava consciente que o monge chefe gostava dele. Ele dava banana e manga a Hu cada vez que ele vinha. Era por isso que Hu amava ir ao templo.

Um dia ele disse, “Mamãe, quero me tornar um monge e morar no templo.” Eu acho que ele queria se tornar um monge porque ele gostava de comer bananas. Não o culpo. No Vietnã, há muitos tipos de bananas que são tão boas...

Mesmo sendo jovem, seu pai e mãe decidiram deixá-lo ir ao templo como noviço. O monge chefe deu a Hu um minúsculo robe marrom para vestir. No seu novo e bonito robe, ele parecia um monge bebê.

Quando se tornou um monge, Hu acreditava que o Buda amava bananas, mangas e tangerinas porque sempre que as pessoas vinham ao templo eles traziam bananas, mangas, tangerinas e outras frutas, e as colocavam na frente do Buda. Na pequena cabeça de Hu aquilo só podia significar que o Buda gostava muito daquelas frutas.

Uma noite, ele esperou no templo até que todos os visitantes tivessem ido para casa. Ele parou quieto fora da entrada da sala do Buda. Ele verificou para ter certeza que ninguém mais estava por perto. Então ele espiou a sala do Buda. A estátua do Buda era tão grande como uma pessoa real. Na cabeça jovem de Hu, a estátua era o Buda.

Hu imaginava que o Buda sentava muito parado durante todo o dia, e quando a sala estava vazia, ele alcançava uma banana. Hu esperou e observou, esperando ver o Buda pegar uma das bananas empilhadas a sua frente. Esperou por muito tempo, mas não viu o Buda pegar a banana. Ele estava frustrado. Não podia entender porque o Buda não comia nenhuma das bananas que as pessoas levavam a ele.

Ele não ousava perguntar ao monge chefe, porque estava com medo que o monge pensasse que ele era bobo. Na verdade, constantemente nos sentimos assim. Não ousamos fazer perguntas por que temos medo de sermos chamados de bobos. O mesmo era verdade para Hu. E porque não ousava perguntar, ele estava confuso. Acho que eu teria buscado alguém para perguntar. Mas Hu não perguntou a ninguém.

Quando ficou mais velho, um dia lhe ocorreu que a estátua do Buda não era o Buda. Que conquista! Esta realização o fez muito feliz. Mas então uma nova questão surgiu. “Se o Buda não está aqui, então aonde ele está? Se o Buda não está no templo, onde está o Buda?” Cada dia ele via pessoas virem ao templo e reverenciar a estátua do Buda. Mas onde estava o Buda?

No Vietnã, pessoas que praticam a tradição do budismo Terra Pura acreditam que os Budas ficam na Terra Pura, na direção do Oeste. Um dia, Hu ouviu alguém dizer que a Terra Pura era a casa dos Budas. Isto fez Hu acreditar que o Buda estava na Terra Pura, o que o deixou muito triste. Porque, ele quis saber, o Buda escolheu viver tão longe das pessoas? Portanto isto criou outra pergunta em sua mente.

Eu conheci Hu quanto ele tinha 14 anos, e ainda estava querendo saber sobre isso. Eu expliquei a ele que o Buda não está longe da gente. Eu disse a ele que o Buda está dentro de cada um de nós. Ser um Buda é ser consciente do que está dentro de nós e a nossa volta em cada momento. Buda é o amor e o entendimento que cada um carrega no seu coração. Isto fez Hu feliz.

Quando Hu cresceu, ele se tornou diretor da Escola de Serviço Social do Vietnã. Ele treinou monges e monjas, homens e mulheres jovens, a ajudar a construir vilas que foram bombardeadas durante a guerra do Vietnã.

Em qualquer lugar que você veja amor e entendimento, há o Buda. Todos podem ser Buda. Não imagine que o Buda é uma estátua ou alguém com um halo elegante sobre sua cabeça ou usa robe amarelo. Um Buda é uma pessoa que está consciente sobre o que está acontecendo dentro de si e a sua volta e tem muito entendimento e compaixão. Seja o Buda homem ou mulher, jovem ou não, ele é sempre agradável e refrescante.

A Pedra Preciosa

No budismo, há uma imagem do mundo que é maravilhosa. A imagem mostra um mundo cheio de jóias radiantes e brilhantes. Este mundo é chamado o Dharmakaya. O Dharmakaya não é separado do mundo que vemos todos os dias. Quando olhamos de perto, descobriremos que nosso mundo diário é cheio de tesouros maravilhosos. Muito tempo atrás, o Buda contou uma história para nos lembrar que esses tesouros maravilhosos estão sempre lá para nós, apenas se formos capazes de vê-los.

Uma vez havia um homem rico que tinha um filho preguiçoso. O jovem não sabia como fazer nada a não ser gastar o dinheiro do pai. Como era o filho de um homem rico, nunca aprendeu a negociar e não sabia fazer nada para viver.

O pai estava preocupado que se ele morresse, seu filho poderia vender tudo da casa e ficar pobre. Embora ele tentasse bastante mudar seu filho, no final o pai percebeu que isso não aconteceria durante sua vida.

Assim, o pai amava muito seu filho e não podia parar de se preocupar com ele. Então uma noite depois de muito pensar, teve uma idéia. Na manhã seguinte, foi ao seu alfaiate e pediu que ele fizesse um casaco quente. Quando o casaco estava pronto, o velho o levou para casa e o vestiu todo dia até que parecesse usado.

Um dia, ele chamou seu filho e disse: “Meu filho, quando eu morrer, você herdará tudo que eu tenho. Espero que você tome conta da minha herança bem. Se, contudo, você decidir vender todos os meus bens, eu apenas peço uma coisa.” Pegando o casaco, ele disse: “Eu peço que você fique com esse casaco e o vista o tempo todo. Isto será suficiente para me fazer feliz.”

O filho olhou para o casaco usado de seu pai. Isto ele poderia fazer facilmente.

“Não se preocupe, pai. Eu prometo que não o venderei.”

Logo depois disso seu pai morreu e o jovem herdou toda a sua herança. E exatamente como seu pai tinha previsto, o filho vendeu todos os seus pertences. Ele manteve sua promessa, contudo, e não vendeu o casaco.

Não demorou muito para que o filho gastasse todo o dinheiro recebido da venda dos bens do pai. E como seu pai temia, ele logo se tornou muito pobre. Um por um, seus amigos o abandonaram. E como ele não sabia como ganhar seu sustento sozinho, ele logo não tinha onde morar.

Sem casa ou amigos, o filho começou a vagar de lugar em lugar. Em muitas noites ele tinha que dormir ao relento sob uma árvore e sem jantar. Mas ele ainda tinha o casaco de seu pai que o mantinha aquecido.

Muitos anos se passaram e o filho vagava de um lugar para outro sem teto sobre sua cabeça. Então um dia enquanto ele estava deitado no chão, sentiu algo duro sob seu corpo. Primeiramente ele pensou que era uma pedra do chão. Mas quando ele olhou não havia pedra.

Determinado a descobrir o que o objeto duro era, ele verificou dentro dos bolsos do casaco que estava vestindo, mas não havia nada. Ele ficou mais curioso e procurou no casaco inteiro. De repente ele sentiu algo dentro do forro do casaco surrado. Ele cortou o forro e para sua surpresa caiu uma pedra. Seu pai colocou uma pedra preciosa no forro do casaco!

Depois de muitos anos pensando que era pobre, ele logo percebeu que estava rico. Mas agora ele aprendeu a lição. Ele não iria esbanjar sua herança desta vez. Ele comprou uma casa e iniciou um negócio. Ele começou a ganhar seu sustento. Ele estava super feliz! Grato por ter tido uma segunda chance, ele estava feliz por partilhar sua riqueza com os outros.

Depois de contar sua história, o Buda disse que todos somos como o filho. Também herdamos grande riqueza, mas como o filho, nós não sabemos e nos comportamos como se fôssemos pobres. Temos um tesouro de iluminação, de entendimento, de amor e de alegria dentro de nós. Se soubermos como redescobri-los e permitir que eles se manifestem, ficaríamos extremamente felizes. Há muitas chances para nós sermos felizes. Mas permanecemos pensando que somos apenas um filho sem nada.

Portanto é hora de voltar a receber sua herança. Estando plenamente atento pode ajudá-lo a pedir por ela. Com plena atenção você verá que tem muitas pedras preciosas no forro de seu casaco. Você precisa apenas olhar para cima de forma a ver o céu azul. Você precisa apenas inspirar e expirar que ver que o dia hoje é belo e vale a pena viver. Você precisa apenas inspirar e expirar para ver que aqueles que você ama estão ainda vivos em torno de você, e você pode ser muito, muito feliz.

Este é um poema que eu escrevi depois de ler a história do Buda sobre o homem rico e seu filho:

Pedras preciosas estão em todos os lugares no cosmos
E dentro de cada um de nós.
Eu quero oferecer um punhado para você, meu querido amigo
Sim, esta manhã, eu quero te oferecer um punhado,
Um punhado de diamantes que brilham da manhã até a noite
Cada minuto de sua vida diária é um diamante que contém céu e terra, brilho do sol e rio.
Nós apenas precisamos respirar gentilmente para o milagre ser revelado:
Pássaros cantando, flores desabrochando.
Aqui está o céu azul, aqui está a nuvem branca flutuando, seu olhar amável, seu sorriso bonito.
Todos estes estão contidos em uma jóia.
Você que é a pessoa mais rica na Terra e se comporta como um filho desamparado,
Por favor, volte para sua herança.
Vamos nos oferecer felicidade e aprender a
Habitar no momento presente.
Vamos acalentar a vida com nossos dois braços
E deixar ir nosso esquecimento e desespero.



(Do livro A Pebble for your pocket – para crianças de 6 a 12 anos – Thich Nhat Hanh)
(Traduzido por Leonardo Dobbin)

Eu li, gostei e encontrei este texto neste lindo espaço http://sangavirtual.blogspot.com

Sublimes abraços
Norma Lúcia Villares
 

11 de mai. de 2011

SEJA COMO A FLOR DE LÓTUS


A flor de lótus simboliza elevação e expansão espiritual dos seres humanos, está relacionada à criação do universo. Para os Chineses, está relacionada ao passado, ao presente e ao futuro, simbolizados, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.

Há quem acredita que nas práticas meditativas, muitos monges e budistas imaginam flores de lótus surgindo debaixo de seus pés enquanto andam. Desta forma, estariam espalhando o amor e a compaixão de Buda simbolizados pela flor.

"As pétalas da Flor de Lótus abrem-se para o sol como a nossa alma se abre para a energia Divina. O lótus fecha-se ao anoitecer e submerge na água, para ao amanhecer emergir e florescer novamente, como que prestando homenagem ao sol nascente. Esta flor converteu-se no símbolo natural do sol, da criação e do renascimento. É um mito, uma realidade, um conhecimento sagrado."



“A flor-de-lótus simboliza a pureza, a beleza, pois se originou nos pântanos, lugares tipicamente sombrios. Esta flor nos ensina que não importa a que casta pertencemos. Por mais obscuro que seja o ambiente que nos cerca, sempre podemos brilhar”. (Associação Internacional Buddha’s Light do Brasil).


No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro

De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão,
procurando completar-se.

Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

(Rabindranath Tagore)



A beleza da minha alma

A Flor de lótus acordou

Se efêmera e ilusória

Nada sei... Tudo sei...

O Fugaz rápido se foi...

E do fascínio restou a pureza

Que a Divina Essência

Me presenteou.

(Norma Villares)


Autêntica Flor-de-Lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia. No Brasil, sua parente mais próxima é a vitória-regia, também pertencente a família das ninfáceas. Nativa do sudeste da Ásia, principalmene na Índia, Japão e Filipinas onde são veneradas.

"A flor de Lótus é símbolo da espiritualidade e da pureza. A semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas. O botão da flor tem a forma de um coração."

Além disso, dizem que as sementes podem durar milhares de anos e continuar perfeitas para a germinação. É um símbolo forte da força vital que poderia resistir à condições extremamente adversas. A flor de lótus representa, assim, longa vida à saúde, à honra e à boa sorte.


Independente de sua simbologia, esta flor é um mistério até para a ciência. A semente de Lótus pode, ficar até mais de 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade pra germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então irá mostrar suas imaculadas e luminosas pétalas.

Outro mistério para a ciência é o fato de suas pétalas, serem autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras.


É também a única planta que regula seu calor interno (por volta de 35º), a mesma temperatura do corpo humano. O botão da flor tem a forma de um coração, e quando morrem, suas pétalas não caem, apenas secam.


Foi esta profundidade, delicadeza e sabedoria que fizeram os fundadores da moderna Índia consagrar o Lótus, na Constituição, como a Flor Nacional.


Seja como uma flor de lótus, viva no mundo dos homens com o mundo de Deus dentro de si mesmo!

Paz Profunda


Fonte:
1. http://www.flickr.com/photos/mais_dois/233733051/(Fotos tiradas no Parque do bairro Ueno, em Tóquio.)
2. http://villagedespruniers.net/index.lasso?locate=photo&categorie_photo
3. http:/ www,flordelotus.eu/