17 de mar. de 2010

CONCLUSÃO DE CURSO - POMADA DE VOVÔ PEDRO

Pomada Vovô Pedro é tema de conclusão de curso do aluno Aldeir Felix Honorato do curso de Farmácia e Bioquímica apresentada na Universidade Federal de Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais.




O jovem Aldeir Felix Honorato (foto), aluno do curso de Farmácia e Bioquímica, apresentou no dia 7 de julho último, na Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), sua tese de conclusão de curso, a qual versou sobre a conhecida Pomada Vovô Pedro.


Maria da Penha Amaral, tarefeira do Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora e professora da Faculdade de Farmácia e Bioquímica, foi a orientadora do formando. A banca examinadora foi formada por três professores de formação espírita: Maria da Penha, com doutorado em Farmácia, Alexander Almeida, professor de Psiquiatria, e Ricardo Baesso de Oliveira, médico, professor de Farmacologia e Clínica Médica.

Gentilmente, Maria da Penha Amaral (foto) concedeu-nos a seguinte entrevista:


Qual a origem da Pomada Vovô Pedro?


– No ano de 1973, durante o lançamento do livro “Além do Ódio”, de autoria do Espírito Sinhozinho Cardoso, psicografado pelo médium João Nunes Maia, na Colônia Santa Isabel, em Betim, próximo de Belo Horizonte, o médium João Nunes Maia, percebeu a presença do Espírito de Franz Anton Mesmer, nome adotado quando encarnado, que foi médico no século XVIII. A “entidade” assim se comunicou com o médium mentalmente:

- Papel e lápis, meu filho. Vou lhe ditar a fórmula de uma pomada que deverá curar e aliviar a muitos.

Surpreso, mas acostumado ao intercâmbio espiritual, João Nunes Maia apanha um pedaço de papel que embrulhava volumes do livro “Além do Ódio” e um lápis e anota a fórmula do abençoado unguento.

- Que nome darei para a pomada? – pensa o médium.

- Pomada Vovô Pedro – esclarece o Espírito, que não deixa de notar a surpresa de Nunes Maia pela simplicidade do nome da pomada, e completa:

- É preferível que as coisas simples tenham nomes simples.

E faz uma importante observação sobre a gratuidade do unguento:

- O preço desse medicamento deverá ser, apenas, um Deus Lhe Pague.

Uma das instituições em que a pomada é fabricada

Uma das fases de fabricação da pomada

Qual a sua fórmula?


– De acordo com a Sociedade Espírita Maria Nunes (SEMAN), a fórmula é um produto medicinal considerando as propriedades terapêuticas de plantas e produtos naturais, como própolis, erva-de-bicho, ipê-roxo e o condurango, não apresentando efeitos colaterais.

Quais as suas indicações clínicas?

– A forma farmacêutica pomada é indicada para uso tópico, devendo ser aplicada sobre lesões da pele. Os efeitos emolientes, cicatrizantes, anti-inflamatórios e antissépticos que seus componentes possuem, aliviam e curam enfermidades de pele do tipo ulcerações e feridas, queimaduras e, também, hemorroidas.

Qual a conclusão do trabalho do Aldeir?

– Mediante a aplicação de um questionário aos usuários concluiu-se que:

1. Todos os usuários relataram obter melhora com o uso da Pomada Vovô Pedro. Ninguém relatou sentir reação adversa ao seu uso.

2. Dentre as pessoas que fizeram uso interno (7), contrariando a indicação no rótulo, todas observaram melhora nos sintomas.

3. Um usuário relatou que “é preciso acreditar” para que a Pomada funcione.

4. Outro usuário relatou que a “A pomada não deixa inflamar. O machucado seca rapidinho”.

Grupo de espíritas que participam do trabalho

Através deste estudo observou-se que a Pomada é aplicada para diversos fins, alguns conflitando com o indicativo no rótulo. Os usuários não necessariamente aplicam a Pomada conforme recomendado no rótulo (aplicar em movimentos verticais).

Por tratar-se apenas de um estudo básico sobre a composição da Pomada “Vovô Pedro” ainda há um campo aberto para estudos sobre este produto, que poderá ser explorado também pelos pesquisadores de medicina e espiritualidade, área da ciência que tem sido desenvolvida nas duas últimas décadas e que faz parte do curso de Pós-graduação – Doutorado - em Saúde Brasileira na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Você viu preconceito ou má vontade de outros professores a respeito do assunto?

– Não. Não houve nenhum questionamento sobre o tema quando o projeto foi apresentado. Tivemos a colaboração de outro professor, permitindo que as análises microbiológicas do lote em estudo fossem efetuadas no laboratório que está sob sua direção. Infelizmente não foi possível desenvolver as pesquisas físico-químicas, ou seja, identificar os princípios ativos presentes em cada planta medicinal, que faz parte da composição, por falta de equipamento.

Eu recebi por email e achei muito interessante estas informações e trouxe pra vocês, espero que gostem.

Paz profunda!

16 de mar. de 2010

O EGO É UM RATO MORTO



Ramakrishna contava uma bonita história.

Um pássaro estava voando com um rato morto no bico, e vinte ou trinta pássaros o perseguiam. Ele estava muito preocupado: Não estou fazendo nada contra eles, apenas carregando esse rato morto. Estão todos atrás de mim.

Eles o atacaram e, no conflito, em meio à luta, o pássaro abriu o bico e o rato caiu. Imediatamente todos voaram em direção ao rato e esqueceram do pássaro.

Ele então se sentou numa árvore e refletiu. Os outros pássaros não estavam contra ele, apenas faziam a mesma viagem - todos queriam o rato.

Se as pessoas o magoarem, abra a boca. Você deve estar carregando um rato morto! Solte-o! E depois sente-se - se puder, sente-se numa árvore, ou sob uma árvore, e reflita. De repente, verá que os outros se esqueceram de você. Não o estão mais perseguindo. Nunca estiveram. O ego é um rato morto.

(Osho, em "A Música Mais Antiga do Universo)






Amigos, quando leio Osho fico a meditar. Ele é um desafio de aprender eterno. Esse aprendizado que ensina a se despojar de ensinamentos arcaicos perdidos na mala da desesperança. Ele chama, solte tudo e vem mergulhar de coração nessas reflexões. Eu fiz as meditações do Osho, e nunca vi igual, principalmente para nós ocidentais. São excelentes.
Paz Profunda!


Fonte: Imagem por Infrogmation

14 de mar. de 2010

O PESO DA ALMA



Essa postagem estava esquecida, hoje fui dar uma olhada e encontrei ela querendo ser publicada no blog, assim estou postando pra vocês essa reportagem que li na revista Isto É, com o tema:

"11 perguntas que os cientistas ainda não conseguem responder" e uma delas, se referia à "alma". Ou peso atribuído à "alma".

img4.jpg

Em 1907, o médico americano Duncan MacDougall dedicou-se a comprovar a existência da alma. Com base em experimentos, ele chegou a afirmar que a alma não apenas existe como também tem peso específico. Sua teoria diz que todo ser humano, não importa o tamanho ou a idade, perde exatamente 21 gramas no momento exato da morte. Para MacDougall, seria esse, portanto, o peso da alma dado que virou até mesmo título de filme.

Mas grande parte da comunidade científica internacional não aceita como verdadeiras essas conclusões. Controvérsias à parte, há quem acredite e até tenha histórias para contar a respeito da alma. É o caso da educadora Lucy Lutfi, 74 anos, que passou por duas Experiências de Quase Morte (EQM) quando o paciente é dado como clinicamente morto e volta à vida. Num desses episódios, em 1972, ela foi atingida por uma grande onda no mar do Guarujá, em São Paulo. Lucy conta que assistiu à cena desconectada do próprio corpo: “Eu me via sendo lançada contra as rochas. Senti que deslizava por um túnel e raciocinava sobre os acontecimentos com clareza.”

Socorrida na praia, voltou a viver. Para Marcelo Silva, coordenador do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, Lucy teve a sua alma projetada para fora do corpo. “Algumas pessoas chamam de ‘alma’. Outras, de ‘consciência’. Mas acreditamos que seja a mesma coisa”, diz ele. Independentemente da nomenclatura, trata-se de algo ainda inexplicável e que gera embates. Para o neurologista Gilberto Fernando Xavier, a “alma nada mais é do que os bilhões de neurônios do cérebro alimentados pela formação cultural e toda sorte de informação que um indivíduo recebe durante a vida”.

Silva contesta: “Não temos uma definição precisa do que vem a ser a alma. Mas, pelas pesquisas realizadas, entendemos que ela não é o cérebro nem um tipo de energia conhecida pela física, o que torna sua busca um desafio ainda maior para a ciência.”(N° Edição: 2090 | 27.Nov - 19:00)



Espero que sirva para vocês, de alguma maneira é um questionamento, e levanta polêmicas interessantes. Eu acredito na reencarnação, minha opinião é que ciência inicia seus passos para fazer uma ponte com temas espiritualistas, mas ainda tem muitos caminhos a serem trilhados.
Mas é bom ler, para saber o que pensa esses cientistas.

Paz Profunda!


http://istoevip.terra.com.br/reportagens/18149_11+PERGUNTAS+QUE+OS+CIENTISTAS+AINDA+NAO+CONSEGUEM+RESPONDER

13 de mar. de 2010

ANGELO RONCALLI VESTIDO DE PAPA JOÃO XXIII


                                                                        (Papa João XXIII)

Eu tenho uma atração gratuíta pelo
Papa João XXIII,   e sempre penso nele como Angelo Roncalli, uma alma repleta de benevolência pois tinha uma "piedade sincera" e uma simplicidade evangélica fora do comum. Foi um lutador e realizou grandes mudanças na Igreja Católica, e ficou conhecido como o "Papa da Bondade ou "Papa Bom",
Me lembro que lí sua história e me encantei pela sua forma de dialogar, pelo qual ficou muito conhecido, foi o primeiro a falar em Concílio Ecumênico.

Mas tem um fato que me deixou feliz ao ler sua biografia, naquela época o Papa era proíbido sair de seus aposentos, mas ele fugia, saía às escondidas à noite, se vestia com uma roupa normal e ia visitar os pobres... Um homem forte!

Tem uma passagem muito interessante de sua estada na França, e que ela recordava muito bom humor, que quando uma muher com vestes muito reduzidas entrou na sala em que ele se encontrava numa recepção, as pessoas não olharam para ela, mas sim para ele, a ver se ele olhava para a recém-chegada.

O Papa João XXIII realizou no mundo obras espirituais como um verdadeiro Cordeiro de Deus. Minha grande admiração por essa Papa de bondade sem igual, apesar de ter sido Papa nunca perdeu a simplicidade e bondade do coração puro de Angelo Roncalli, e isso humaniza sua alma.

Paz Profunda!

10 de mar. de 2010

ANIMAIS ESCUTAM OS SINAIS DA TERRA MÃE


Esse é o nosso planeta terra que os gregos chamavam-no de Gaia, o planeta vivo. E a vida nesse planeta Gaia vibra, pulsa, verbera e reverbera. E os seus sinais só são ouvidos por àqueles que tem ouvidos de ouvir. Na atualidade somente os seres vivos que não se desentenderam com a grande teia da vida ouve os sutis clamores da mãe terra.


Adelia Ester Maame Zimeo comentou noutra postagem uma excelente reflexão, vejamos: "...a terra está sempre nos falando e devemos ficar em silêncio para escutá-la"... Assim o é no dia-a-dia de nossas vidas: silenciar para ouvir o nosso coração e dos demais. A sabedoria indígena é fabulosa, pois advem do contato estreito com a Natureza, que o homem branco perdeu consideravelmente.

É verdade Adélia, o planeta terra é vivo e emite seus sinais
, mas o ser humano deixou ao longo dos tempos de ter contacto com a natureza, e assim isso foi deixando de compreender os seus mistérios e belezas. O Homem sempre foi um eterno perguntador, e prescrutador da natureza e nela encontrava muitas respostas, como ainda pode fazê-lo... Mas, deixou de seguir esse caminho e, nossos ouvidos não ouvem mais...

Na tragédia com o furacão denominado Katrina de Nova Orleans (EUA) o homem estava com seus ouvidos fechados e não escutaram o gritos da mãe terra, mas os animais escutaram e sairam de mansinho e sem alvoroço de toda região que ia ser afetada. Os cientistas ficaram intrigados com o número de morte dos animais, e refletiram sobre a teoria dessa escuta. Alguns disseram que os animais nada escutaram, outros refutaram dizendo que os animais sabia com antecedência da tragédia iminente: - como se explica um número pequeno de mortes de animais? As provas eram evidentes e fartas, mas o homem branco não quer ouvir, não quer saber tampouco entender.


Agora no Japão há presságios de um terremoto iminente. Pois dezenas de peixes gigantes raros foram apanhados nas redes dos pescadores ou aparecerem junto à costa, o que tradicionalmente prenúncia um terremoto. O aparecimento inexplicável desse peixe que é conhecido tradicionalmente como o "Mensageiro de Deus - Palácio do Mar".




Esse peixe gigante pode crescer até 5 metros de comprimento e é encontrado normalmente em profundidades de 1.000 metros e, muito raramente, a 200 metros da superfície. Longo e fino com uma barbatana dorsal o comprimento do seu corpo se assemelha a uma serpente. E nas últimas semanas, 10 espécimes foram encontrados em redes de pesca na província de Ishikawa, próximo de Kyoto, Shimane e Nagasaki, todos no norte da costa.

A sabedoria tradicional japonesa, informa que a subida dos peixes à superfície e praia são é presságio de terremoto iminente - e há teorias científicas que peixes do fundo do mar podem muito bem ser suscetíveis a movimentos de falhas sísmicas e agir de forma incaracterística antes de um terremoto - mas os especialistas estão colocando mais fé em sua alta tecnologia de monitoramento constante das placas tectônicas sob a superfície.

"Nos tempos antigos, os japoneses acreditavam que peixes alertavam sobre terremotos, principalmente o "oarfish" (o peixe que se vê na foto), disse Hiroshi Tajihi, vice-diretor do Centro de terremotos Kobe Centre, ao Daily Telegraph. "Mas são apenas velhas superstições e não existe nenhuma relação científica entre estes avistamentos e um terremoto", disse ele.

Bem, se esses peixes estão escutando ou não, sei que o Japão está se preparando, pois é um país propenso a terremotos, e os movimentos tectônicos em torno do "Pacific Rim of Fire" (anel de vulcões que circunda o Oceano Pacífico) é um local altamente propício tais tragédias.

Como cara pálida, o que sei é que os nossos ouvidos não ouvem mais...
E os animais e os índios estão atentos e tem uma escuta fabulosa.


Leia mais: http://ciclofinal.blogspot.com/2010/03/pressagio-de-um-terremoto-no-japao.html#ixzz0hEIqWuPq

7 de mar. de 2010

O SILÊNCIO DOS ÍNDIOS



"Nós os índios conhecemos o silêncio. Não temos medo dele. Na verdade para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram essa sabedoria. "Observa, escuta e logo atua" nos diziam. Esta é a maneira correta de viver.

Observa
os animais, para ver como cuidam de seus filhotes. Observa os anciões, para ver como se comportam... Observa o homem branco para ver o que querem.

Sempre observa primeiro com o coração e a mente quietos e então aprenderás.

Quando
tiveres observado o suficiente então poderás atuar. Com os brancos é o contrário. Vocês aprendem falando. Dão prêmios às crianças que falam mais na escola. Em suas festas todos tratam de falar. No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos e todos falam cinco dez cem vezes.

E
chamam isso de "resolver um problema".

Talvez o silêncio seja duro demais a vocês porque mostra um lado que não quereis ver.

Quando estão numa habitação e há silêncio ficam nervosos. Precisam preencher o espaço com sons. Então falam compulsivamente mesmo antes de saber o que vão dizer.

Vocês gostam de discutir. Nem sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem.

Para
nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido inclusive. Se começas a falar eu não vou te interromper. Te escutarei. Talvez deixe de escutar
se não gostar do que estás dizendo. Mas não vou te interromper.

Quando
terminares tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo a menos que seja importante. Do contrário simplesmente ficarei calado e me afastarei. Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.

Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês. Deveríamos pensar nas palavras como se fossem sementes. Deveriam plantá-las e permiti-las crescer em silêncio. Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.

Existem muitas vozes além das nossas. Muitas vozes. Só vamos escutá-las em silêncio.

"Não
sofremos de falta de comunicação mas ao contrário sofremos com todas as forças que nos obrigam a nos exprimir quando não temos grande coisa a dizer".

(Sabedoria indígena)


Nós, caras pálidas deixamos de silenciar... E acostumamos com a zoada tão presente em nossa vida que o silêncio incomoda tanto.

Eu estava fazendo uma trilha, e cada um encontrou no meio do mato seu cajado para trilhar pelo caminhos... E o guia, pediu-nos para silenciar e ensinou-nos como andar e tocar na terra com o cajado, sem zoar porque podia pertubar o vale e a montanha. Ninguém do grupo tinha pensado nisso.
Fica uma reflexão para cada um de vocês.
Como está vivendo sua vida com o silêncio?
Porque não ouvimos mais os sussurros na natureza?
Porque?
Pense nisso!


O PODER DO MÉDIUNS

A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

A edição da Revista ISTOÉ nº. 2030 trás uma reportagem sobre Médiuns e Mediunidade muito interessante e que quero partilhar com vocês.

"Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom. (por Suzane Frutuoso fotos Murillo Constantino).

O espiritismo é seguido por 30 milhões de pessoas no mundo. O Brasil é a maior nação espírita do planeta. São 20 milhões de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina. A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba (MG), ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o espiritismo. Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater os ensinamentos da religião por meio de livros, programas de tevê e rádio. Os romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo, são presença constante nas listas de mais vendidos.

Embora não haja estatísticas de quantos entre os praticantes são médiuns, o que se observa é uma quantidade maior de pessoas que afirmam possuir o dom. O interesse pela religião codificada por Kardec é confirmado pelo recorde de público do filme Bezerra de Menezes o diário de um espírito, do cineasta Glauber Filho: 250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas, em 29 de agosto. Um número alto para uma produção nacional. O longa, com o ator Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título, conta a história do cearense que ficou conhecido como “médico dos pobres”, se tornou ícone da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar ao bem e à caridade.


















PSICOGRAFIA
Instrumento por meio dos livros

A psicóloga Marilusa Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo pela sua vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade, publicou 61 livros. Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira. A dedicação à psicografia levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu, sigla para renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na doutrina. Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser instrumento deles na pintura mediúnica. “Os vários tipos surgiram desde a infância”, conta Marilusa, que nasceu numa família espírita. “O controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito. Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa.”

Os espíritas dizem que todas as pessoas têm algum grau de mediunidade. Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas eletromagnéticas que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas especiais, segundo os praticantes, a ponto de se transformarem em canais de comunicação com os mortos, é uma missão designada antes mesmo de nascerem, determinada por ações em vidas anteriores e que tem na caridade o objetivo final. “É uma tarefa em favor da evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo”, diz Julia Nesu, diretora do departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo objetos que se mexiam são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto nas Américas, mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno. Algumas linhas de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais.


São cinco os meios de expressão da mediunidade. A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida. Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos. Estaria sob o controle deles o que as mãos transcrevem. A vidência permite enxergar os mortos que não conseguiram se desvencilhar da Terra ao não aceitarem a morte ou que aparecem para enviar recados a entes queridos. Na psicofonia, o sensitivo é capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. A psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento de artistas desencarnados (termo usado pela doutrina para designar mortos). A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas cirurgias espirituais. Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo de dom.




VIDÊNCIA
Ver e auxiliar aqueles que estão em outro plano
Aos cinco anos, o chefe de faturamento hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos, pegava no sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites. Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes. Aos 19 anos, os espíritos já se materializavam para ele.“Nunca tive medo. Sempre me pareceu natural.” A mãe, que trabalhava na Federação Espírita, o encaminhou para as aulas em que aprenderia a lidar com o dom. Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica. Essa é uma parte da sua missão. A outra é orientar os espíritos que lhe pedem auxílio para entender o que aconteceu com eles. A oração é o remédio. “Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para nossa própria evolução.”


A reportagem de ISTOÉ presenciou uma manifestação mediúnica em Indaiatuba, interior de São Paulo. O tom de voz baixo e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos, sugeriam que ela carrega certa timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho. Cerca de duas horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem. Diante de uma tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta, a mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro. O tempo gasto em cada um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas. “Nunca fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da escola”, diz, minutos antes da apresentação. A discreta Solange dá lugar a uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos, com ar desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos e já mortos , como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral. Seria uma interpretação digna de uma atriz? Talvez. O que difere o momento de uma encenação é subjetivo e dá margem a dezenas de explicações convincentes ou não. Talvez seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite. Enquanto entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um absolutamente desconhecidas dela. O mentor que a guia é o médico holandês Ernst, que viveu no século XVII. A sensitiva garante que era ele, não ela, quem estava presente na pintura dos quadros.


Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade, que pode causar medo quando começa a se manifestar. “Ainda hoje não gosto quando vejo o possível desencarne de alguém. Nestas horas, preferia não saber”, conta a psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, que psicografa. O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos, chegou a se afastar da doutrina. “Aos 13 anos não entendia por que presenciava aquilo.” Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação mediúnica. O curso leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos Espíritos a obra que deu base ao entendimento da doutrina e no Livro dos Médiuns que explica quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os cuidados a serem tomados. Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como vaidade, orgulho e egoísmo. O Espiritismo prega que as imperfeições da personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. “O pensamento é tudo. Aqueles que pensam positivo atrairão o que é semelhante. O mesmo acontece com o pensamento negativo e os vícios. Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos alcoólatras”, afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio, 49 anos, de São Paulo, que tem o dom da vidência.


PSICOFONIA
Falar o que os espíritos querem dizer
A intuição do servidor público Geraldo Campetti, 42 anos, de Brasília,começou na infância. Ele tinha percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta. Era como se absorvesse sentimentos que não eram seus. Apenas identificava que existia algo além do que seus olhos enxergavam. Até que as sensações começaram a tomar forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda. De espíritos, inconformados com a morte. Aos 29 anos, não se assustou. De família espírita, conhecia a mediunidade. “Mas sabia que precisava estudar para manter o equilíbrio”, diz. Hoje diretor da Federação Espírita Brasileira, afirma ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos. Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa com quem ele conversa. “Isso é espontâneo, não da minha vontade.”



Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida pelo menos para quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente e registrado desde a criação do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se comunicando com uma sensitiva?


Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em “carne e osso”. A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira. “Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço.” O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo. “É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal”, afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido.




CURA
Cirurgias sem dor nem sangue

O primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo, 37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou. Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar para a missão que lhe fora reservada. Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo, informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante. Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos. Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo havia cometido numa vida passada. A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais. Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional. “É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos.”


Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. “Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal”, afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. “Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos.” Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódicoThe Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.


A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.


A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente.





PSICOPICTOGRAFIA
Milhares de quadros pintados

Criada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido. Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica. “Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostrálos”, conta Solange, que diz nunca ter estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade.


O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade. “Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?” Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca ou consegue a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis."



Fonte: Revista ISTOÉ nº. 2030 de 1/10/2008.


4 de mar. de 2010

EXPERIÊNCIA FASCINANTE x ATERRORIZANTE



"As portas da percepção são os sentidos,

quando se os transcende, tudo o que resta é o infinito"

(William Blake - 1757-1827)



Não existe fórmulas mágicas para construir a capacidade de ficar presente e de sentir a LUZ CONSCIENTE. É preciso mudar o paradigma, o modo de pensar, e iniciar a viver a experiência do 'aqui e agora' consciente que essa luz que tudo alumia também alumia a nossa alma.


Ela não está fora, ela está dentro em cada um de nós.


No inicio do caminho do auto-conhecimento, o buscador sincero tentará por todos os meios de práticas externas, buscando fora dele mesmo, e as encontrará... sim as encontrará. Mas amadurece e percebe num belo dia a grande descoberta, de que é necessário retornar ao caminho de uma intimidade pessoal. Acorda para a vida e nesse estágio de interioridade o caminheiro estará sozinho nesta trilha do auto-conhecimento, levando solitariamente os seus pés as vias de auto-centramento e da meditação.


E os direcionamentos que norteiam os procedimentos de crescimento e desenvolvimento individual esta na célebre frase inscrita no portal do templo de Delfos, na antiga Grécia:


“Conhece a ti mesmo”.


E o anacoreta perguntará: Quem sou EU?


Eis a pergunta chave que deve ser respondida na entrada do Grande Portal do auto-conhecimento.


E falando nesse processo, lembramos que é preciso trilhar nos campos da limitações enquanto ser humano.


Eva Broch Pierrakos ensina:

“Cada um de vocês... tem de aceitar as suas limitações como ser humano antes que possa perceber que possui uma fonte ilimitada de poder à sua disposição... [e] antes que possa experimentar aquela perfeição absoluta que por fim descobrirá o que é o seu destino”.


Nesse momento compreendemos que é preciso navegar pelos mares bravios e sombrios da mente nunca dantes navegado. Nesse vasto campo das limitações iniciamos ao entendimento e aceitação da sombra. Vivenciamos uma fase aterrorizante, a alma caminha no lodo do lodo, mas precisa passar para o outro lado... Encontraremos toda sorte de dificuldades, espinhos, dores físicas, emocionais e espirituais.


Segundo Paulo Urban, é preciso atravessar as águas oceânicas da Mitologia Pessoal, cumpre elevar a consciência às experiências mais transformadoras, àquelas que a alma, em seu caminho de autoconhecimento, necessita verdadeiramente experimentar.


Sim, é preciso atravessar os grandes mares da mitologia pessoal, para encontrar a essência vital é atravessar a ponte que liga a sombra da luz.


Roberto Crema como pedagogo da alma discorre sobre a sombra:


"Somos prisioneiros de tudo que negamos na realidade. Tudo que rejeitamos em nós, transmuta-se em obsessão, aderindo ao tecido subcutâneo de nossa identidade; torna-se grilhões e tocaia, constitui-se da sombra."


Esta é fase de detectar: A sombra da sombra que assombra a gente.


E o pior que nesta etapa não conseguirá partilhar com ninguém a não ser com os grandes mestres da ancestralidade espiritual e histórica. E com eles que manterá diálogos íntimos, verterá lágrimas de sangue sob seus ombros. Essa é uma experiência aterrorizante, com episódios lancinantes e assombrosos.


Segundo São João da Cruz esta é a "Noite Escura Da Alma", a qual ele viveu, sorveu e bebeu até a última gota desta água salgada do oceano da vida. Ele foi primeiro místico a relatar acerca desta fase aterrorizante.


O Iniciado desenvolverá uma força hercúlea para construir estados meditativos de conexão, é a solidão Cósmica que se fará presente nessa iniciação. A verdade é que trata-se de um caminho extremamente solitário.




“O homem é seu livro de estudo. Ele precisa apenas ir virando as páginas deste livro e descobrir o autor.” Jean Yves Leloup descreve com sabedoria...


Viver construindo a lapidação lúcida, ousar desenvolver um espaço onde o novo ser humano possa ser desvelado e cultivado em sua extensão, altitude e profundidade, de uma forma acolhedora e inclusiva em todas suas dimensões.


Abrindo novas picadas para aplicar os princípios da mística; meditar, calar, ouvir, nada julgar e assimilar.


E só depois paulatinamente elevar a consciência para experiências vívidas transformadoras, onde a inteligência hermenêutica possibilite a tarefa fundamental de interpretar as nossas experiências, dando-lhe sentido e orientação. Instalar o discernimento para instigá-la à evolução consciencial.


O peregrino precisa saber e ter certeza de que realmente quer buscar o desvelamento da luz verdadeira. E no caminho de peregrinação interior, não devemos confundir luz com sombra clara. Existem sombras inebriantes que só selam nosso destino e antecipam o encontro com nosso karma.

O homem sábio é aquele que procura DEUS;

O mais bem sucedido é aquele que encontrou DEUS.

Paramahansa Yogananda

.

Essa jornada interior é árdua, requer disciplina, mas pouco a pouco vai aflorando esse estado de união compassiva com a própria essência e então vislumbra... Inicia um deslumbramento da força e da luz desta trilha sendeira. O aprendiz segue em direção à consciência de luz, na fase de nadar no rio da existência desenvolvendo a ecologia do ser.


A própria ressurreição do novo estado, surgirá como um processo natural e inevitavelmente concretiza a experiência com o numinoso. Essa experiência transmundana é única e extremamente prazerosa, e que inexiste palavras para traduzir a experiência com o inefável. Com a união com o Divino transforma o ser humano num buscador sincero dessa verdade.

A alma que experiência ou vislumbra esses estados superiores, mesmo por um lapso nunca mais volta atrás ou retorna ao caminho mundano. Os diálogos com os seres de luz será com doçura e paciência, sempre manterá conversas na montanha existencial...


Essa é uma experiência fascinante.


O fascínio pelo caminho regenera e fortifica a alma, sem as chaves corretas o sentido original se perde. E com sintonia amorosa e compassiva com o Absoluto, evocação do Ser, já que nos tornamos o que invocamos.


Compreendemos este caminho vivencial que o ser humano recapitula todos os elementos e reinos do Universo. Com a consciência de que tudo é mutável, tona-se possível completar as faltas e reparar distorções, ascendendo e descendendo ao mesmo tempo, para o alto e profundo desta viagem evolutiva.


É reveladora e tocante esta passagem na escuta essencial do “VIR A SER”. Envolve todo mistério de nossa inteireza, no observatório da vida individual.


E o poeta Gonzaguinha nos ensina:


Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar... A beleza de ser um eterno aprendiz...



Eis o supremo desafio da existência humana.

Ser eterno aprendiz.

Paz Profunda!



Fonte:
1. Severino Roque E. I Ching. Uma abordagem Psicologica e Espiritual. Editora Ícone, São Paulo, 1994;
2. Dhammapada Caminho da Lei. Atthaka O livro das Oitavas. Doutrina Budista Ortodoxa em versos. Tradução: Dr. George da Silva. Editora Pensamento, São Paulo, 1978;
3. Pierrakos Eva Broch.O Caminho da Auto Transformação.(The Pathwork of Sel-Transformation). Editora Cultrix, tradutores: Euclides L Calloni, Cleusa M. Wosograu. 10ª Edição, São Paulo 1978.
4. Crema Roberto. Saúde e plenitude. Um caminho para o Ser. Editora Summus, 3ª edição, São Paulo-SP, 1995.