DEUS TE ABENÇOE

Postado por Norma Villares


Esta rogativa "Deus te abençoe" carrega dentro dela uma energia milenar de muitas bênçãos apregoadas. Assim, quando alguém te diz: “que Deus te abençoe” está entrando numa energia coletiva da força grandiosa das inúmeras bênçãos Divinas ditas por milhares de pessoas. Esta bênção não está só desejando o melhor para você, mas também atuando a seu favor.

Assim, quando você bendizemos a alguém, também estamos atraindo a proteção Divina para nós mesmos.

Este efeito de abençoar é multiplicador, numa ordem geométrica... No sentido que a bênção é ofertada por Deus a toda criação.

A benção invoca o apoio permanente de Deus para o bem estar da pessoa, fala de agradecimento, confere prosperidade e felicidade em toda pessoa que a recebe da nossa parte.

A benção começa com as relações de pais e filhos.

Os filhos que recebem a benção da parte dos seus pais, tem um bom começo espiritual e emocional na vida.

Recebem um firme propósito de amor e aceitação.

Este princípio também se aplica na íntima relação de casais.

As amizades se aprofundam e se fortalecem, trazendo companheirismo, saúde e esperança a todos que nunca receberam sequer uma palavra abençoada.

Ao abençoar alguém estamos outorgando, consentindo a Vida àquele que a recebe, e por conseqüência, também à nós que a damos.

Por isso, hoje eu peço que Deus te abençoe, porque ao bendizê-lo de todo coração, estou bendizendo a mim mesmo.

Distribua bênçãos por onde que vá, não só em palavras, mas, em ações.

Elas retornarão a ti quando menos esperares.

Geralmente a pessoa que vive na presença de Deus, amando-O e obedecendo-O, tem o privilégio da sua divina benção sempre!

Abraços e que Deus te abençoe!


A DIVINA ARTE DAS MANDALAS DE AREIA

Postado por Norma Villares


A arte mística do Budismo Tibetano tem na prática de construir uma mandala uma das mais belas cerimônias. Mandala significa círculo em sânscrito, sendo designada por um diagrama simbólico de uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade meditacional, representando todas as qualidades iluminadas. A palavra tibetana para mandala é kyilkhor (tib. dkyil khor), centro-círculo. Cada mandala é associada a uma certa divindade; porém, essas divindades não são "deuses" ou "deusas", mas buddhas (tib. sangs rgyas/ sangye), seres iluminados que demonstram sua compaixão, sabedoria e habilidade para liberar todos os seres do sofrimento e levá-los ao despertar. Eles iniciam com um projeto.


Durante as práticas de sadhanas, é comum a oferenda de mandalas aos buddhas. O ritual dá vida a um dos mais contundentes e difíceis elementos da prática budista, que é impermanência. Uma cerimônia ritualística da criação de uma mandala mostra exatamente esta impermanência.



As mandalas estão presentes em todos os lugares: na íris dos olhos, nas conchas do mar, nas sementes do kiwi. E o caminho circular das mandalas pedem reflexões sobre o ilusório e o permanente.


As mandalas são muitas vezes constituídas por uma série de círculos concêntricos, cercados por um quadrado que, por sua vez, é cercado por outro círculo. As mandalas são construídas de a
reia colorida, onde cada cor tem uma significação espiritual.




As técnicas de construção de mandalas fazem parte do aprendizado dos monges tibetanos, incluindo a memorização dos textos que especificam os nomes, proporções e posições das linhas principais que definam a estrutura básica das mandalas. Esses textos não descrevem cada linha ou detalhe, mas servem como guias para complementar a ajuda dos monges mais experientes.




A base central segue proporções de 8 x 8, semelhante à arquitetura dos templos indianos tradicionais e dos altares védicos. O ponto cardeal norte é representado à direita, o sul à esquerda, o leste abaixo e o oeste acima. O centro da mandala representa a essência, a natureza búddhica, a própria iluminação. E os monges terminam a mandala fazendo último círculo, onde encerram a cerimônia de sua construção.


Os monges fazendo uma Mandala Tibetana. O mérito deste ato de generosidade é dedicado à iluminação de todos os seres.





Geralmente, essas mandalas são construídas no início de uma cerimônia de iniciação (sânsc. abhisheka, tib. dbang bskur/ wangkur), na qual um mestre (sânsc. guru, tib. bla ma/ lama) qualificado autoriza seus alunos a praticar um tantra. Os tantras (tib. rgyud/ gyü) são escrituras esotéricas que descrevem diversos tipos de yogas (tib. rnal 'byor/ nenjor) — meditações, visualizações, recitação de mantras — para alcançar a iluminação. Por exemplo, em uma iniciação de Kalachakra, o mestre autoriza seus alunos a praticas as yogas das escrituras do Kalachakra Tantra; aqueles que atingem a verdadeira realização dessas práticas alcançam o estado iluminado do buddha Kalachakra.




O Dalai Lama diz que as divindades da mandala (areia) criam uma atmosfera de favorabilidade a paz, reduzindo a tensão e a violência. É um modo de plantar uma semente, e esta semente terá seu efeito kármico.Não é necessário estar presente à cerimônia de Kalachakra para receber as bênçãos. Os monges fazendo o centro da Mandala





A cerimônia de fechamento é muito colorida. Muitas foram acompanhadas por multidões de pessoas, e em alguns casos, por milhares. No Tibet, a tradição diz para desmontar a mandala quando sua finalidade tenha sido cumprida, e este é o destino de 99% de pinturas de areia. Alguns monastérios, entretanto, sempre mantém uma mandala em exposição permanente considerando que a cura e a purificação do mundo foram pedidas a finalidade da pintura de areia não foi cumprida ainda.




 A beleza artística de construir uma mandala de areia, rica de muitos significados. E a maioria das mandalas da areia são destruídas tradicionalmente depois de sua conclusão. Isto é feito como uma metáfora à impermanência da vida. A areia é varrida de cima da plataforma e colocada em uma urna; para cumprir a função de cura, metade da areia é distribuída ao público da cerimônia de fechamento, e o restante é carregado a um ponto de água próximo, onde é deitada fora, pode ser no mar, no rio, riacho ou lago. As águas carregam então a bênção de cura ao oceano e dele se espalha no mundo inteiro para a cura planetária. E os mestres proferem as palavras de cura: espalhamos estas areias para curar a humanidade. A grande lição: foco na ação, e desapego ao fruto dela.




A dissolução da mandala serve também como exemplo da impermanência. Limpando a mesa (thangkas) para a preparação do ambiente na confecção de uma mandala. A areia é jogada em um rio próximo, para que as bênçãos se espalhe pelo mundo à fora.




A areia utilizada na Mandala também é exemplo da humildade e impermanência. O que pode ser interpretado da seguinte forma: para uma pessoa não-iluminada, a areia possui a natureza da roda de samsara.





Uma Mandala de areia, feita por monges tibetanos, podem durar uma ou várias horas de existência. Esta é uma forma utilizada pelos monges para demonstrar a impermanência de tudo que existe. Assim, vemos várias mandala finalizadas tão lindamente e daqui a pouco desfeita.



Cada mandala é feita com amor, cuidado, plena atenção, respeito e exigem muito esforço dos aprendizes. No Tibete os monges ensinam conhecimentos milenares ao fazer uma mandala acerca da transitoriedade das coisas da vida.





Os lamas começam então a exibição extraindo um esboço da mandala na plataforma de madeira, que exige o restante do dia. Nos seguintes dias é feita a colocação das areias coloridas, que é efetuada derramando a areia dos funis tradicionais do metal chamado chak-pur. Cada monge prende um chak-pur em uma mão, que possui uma haste de metal em sua superfície raspada; a vibração faz com que as areias fluam como o líquido..





Na última parte da cerimônia, o mestre agradece às 722 divindades com preces e pede para que retornem a suas terras puras. Com um centro vajra, ele corta a mandala, e a areia é amontoada no centro da plataforma. Na cerimônia final, a areia é colocada em um vaso e transportada até um rio próximo, onde é despejada para espalhar as bênçãos a todos os seres.
Apesar de estarem em um mundo imperfeito, os alunos passam a cultivar as qualidades perfeitas dos três segredos — ou seja, as qualidades do corpo iluminado, da fala iluminada e da mente iluminada. Ao purificar os três segredos, pode-se encontrar a verdadeira paz interior, a verdadeira sabedoria, o verdadeiro êxtase. E, ao encontrar a paz interior, pode-se encontrar também a paz exterior.
A mandala desaparece da visão, mas permanece para sempre na memória daqueles que entraram em seu reino iluminado.
Paz e bem para o planeta!
Boa noite luzes da noite!





Fonte:
1. http://mandalamystica.com.br/index.php/mandalas-de-areia-a-arte-de-criar-um-universo/
2. http://www.dharmanet.com.br/mandala/mandalas.htm
3. -http://www.dharmanet.com.br/mandala/inic.htm
4.- http://www.salves.com.br/mandala.htm

ÚLTIMO DISCURSO DE ZILDA ARNS

Postado por Norma Villares


“Agradeço o honroso convite que me foi feito. Quero manifestar minha grande alegria por estar aqui com todos vocês em Porto Príncipe, Haiti, para participar da assembléia de religiosos. Como irmã de dois franciscanos e de três irmãs da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, estou muito feliz entre todos vocês. Dou graças a Deus por este momento.

Na realidade, todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da paz nas famílias e nas nações.

A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social. A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância" (Jo 10.10).

Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa igreja, ser como ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos.

Hoje vou compartilhar com vocês uma verdadeira história de amor e inspiração divina, um sonho que se fez realidade. Como ocorreu com os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), "Jesus caminhava todo o tempo com eles. Ele foi reconhecido a partir do pão, símbolo da vida." Em outra passagem, quando o barco no mar da Galiléia estava prestes a afundar sob violentas ondas, ali estava Jesus com eles, para acalmar a tormenta. (Mc 4, 35-41).

Com alegria vou contar o que "eu vi e o que tenho testemunhado" há mais de 26 anos desde a fundação da Pastoral da Criança, em setembro de 1983. Aquilo que era uma semente, que começou na cidade de Florestópolis, Estado do Paraná, no Brasil, se converteu no Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presente em 42 mil comunidades pobres e nas 7.000 paróquias de todas as dioceses da Brasil.

Por força da solidariedade fraterna, uma rede de 260 mil voluntários, dos quais 141 mil são líderes que vivem em comunidades pobres, 92% são mulheres, e participam permanentemente da construção de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno, a serviço da vida e da esperança. Cada voluntário dedica em média 24 horas ao mês a essa missão transformadora de educar as mães e famílias pobres, compartilhar o pão da fraternidade e gerar conhecimentos para a transformação social.

O objetivo da Pastoral da Criança é reduzir as causas da desnutrição e a mortalidade infantil, promover o desenvolvimento integral das crianças, desde sua concepção até seis anos de idade. A primeira infância é uma etapa decisiva para a saúde, a educação, a consolidação dos valores culturais, o cultivo da fé e da cidadania com profundas repercussões por toda a vida.

Sou a 12ª de 13 irmãos. Um deles é Dom Paulo Evaristo, o cardeal Arns, arcebispo emérito de São Paulo, conhecido por sua luta em favor dos direitos humanos, principalmente durante os 20 anos da ditadura militar do Brasil. Em maio de 1982, ao voltar de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Dom Paulo me chamou pelo telefone à noite. Naquela reunião, James Grant, então diretor executivo da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), falou com insistência sobre o soro oral. Considerado o maior avanço da medicina no século passado, esse soro era capaz de salvar da morte milhões de crianças que poderiam morrer por desidratação devido a diarréia James Grant conseguiu convencer d. Paulo a motivar a Igreja Católica a ensinar as mães a preparar e administrar o soro oral.

Viúva fazia cinco anos, eu estava, naquela noite histórica, reunida com os cinco filhos, entre nove e 19 anos, quando recebi a chamada telefônica do meu irmão Dom Paulo. Ele me contou o que havia passado e me pediu para refletir. Como tornar realidade a proposta da igreja de ajudar a reduzir a morte das crianças? Eu me senti feliz diante desse novo desafio. Era o que mais desejava: educar as mães e famílias para que soubessem cuidar melhor de seus filhos!

Tive a seguridade de seguir a metodologia de Jesus: organizar as pessoas em pequenas comunidades; identificar líderes, famílias com grávidas e crianças menores de seis anos. Os líderes que se dispusessem a trabalhar voluntariamente nessa missão de salvar vidas, seriam capacitados, no espírito da fé e da vida, e preparados técnica e cientificamente, em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania.

Seriam acompanhados em seu trabalho para que não desanimassem. Teriam a missão de compartilhar com as famílias a solidariedade fraterna, o amor, os conhecimentos sobre os cuidados com as grávidas e as crianças, para que estes sejam saudáveis e felizes. Assim como Jesus ordenou que considerassem se todos estavam saciados, tínhamos que implantar um sistema de informações, com alguns indicadores de fácil compressão, inclusive para líderes analfabetos ou de baixa escolaridade. E vi muitos gestos de sabedoria e amor apreendidos com o povo.

Senti que ali estava a metodologia comunitária, pois podia se desenvolver em grande escala pelas dioceses, paróquias e comunidades. Não somente para salvar vidas de crianças mas também para construir um mundo mais justo e fraterno. Seria a missão do "Bom Pastor", que estão atentos a todas as ovelhas, mas dando prioridade àquelas que mais necessitam.

Naquela maravilhosa noite, desenhei no papel uma comunidade pobre, onde identifique famílias com grávidas e filhos menores de seis anos e lideres comunitários, tanto católicos como de outras confissões e culturas, para levar adiante ações de maneira ecumênica. Isto é o que precisa ser feito aqui no Haiti: fazer um mapa das comunidades pobres, identificar as crianças menores de seis anos e suas famílias e lideres comunitários que desejam trabalhar voluntariamente.

Desde a primeira experiência, a Pastoral da Criança cultivou a metodologia de Jesus, que é aplicada em grande escala. A educação e a comunicação individual se fazem através da Visita Domiciliar Mensal nas famílias com grávidas e filhos. Os líderes acompanham as famílias vizinhas nas comunidades mais pobres, nas áreas urbanas e rurais, nas aldeias indígenas e nos quilombos, e nas áreas ribeirinhas do Amazonas.

Atravessam rios e mares, sobem e descem montes de encostas íngremes, caminham léguas, para ouvir os clamores das mães e famílias, para educar e fortalecer a paz, a fé e os conhecimentos. Trocam idéias sobre saúde e educação das crianças e das grávidas; ensinam e aprendem. Com muita confiança, fortalecem o tecido social das comunidade, o que leva à inclusão social.

Motivados pela Campanha Mundial patrocinadas pela ONU, em 1999, com o tema "Uma vida sem violência é um direito nosso", a Pastoral da Criança incorporou uma ação permanente de prevenção da violência com o lema "A paz começa em casa". Utilizou como uma das estratégias de comunicação a distribuição de 6 milhões de folhetos com "dez mandamentos para alcançar a paz na família".

A desnutrição foi controlada. De mais de 50% de desnutridos no começo, hoje está em 3,1%. A mortalidade infantil foi drasticamente reduzida e hoje está em 13 mortos por mil nascidos vivos nas comunidades com Pastoral da Criança. O índice nacional é 23,3, mas se sabe que as mortes em comunidades pobres, onde estão a Pastoral da Criança, é maior que é na média geral. Em 1982, a mortalidade infantil no Brasil foi 82,8 mil nascidos vivos. Esses resultados têm servido de base para conquistar entidades, como o Ministério da Saúde, Unicef, Banco HSBC, e outras empresas. Elas nos apoiam nas capacitações e em todas as atividades básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. O custo criança/mês é de menos de US$ 1.

Outro material impresso de grande impacto social é o folheto com os dez mandamentos para a paz na Família, 12 milhões de folhetos foram distribuídos nos últimos anos. Além desses materiais impressos, se envia para as comunidades da Pastoral da Criança material para o trabalho de pesagem das crianças, objetos como balanças e também colheres de medir para a reidratarão oral e sacos de brinquedos para as crianças brincarem no dia da celebração da vida.

Outra área em que a Pastoral da Criança produz materiais é de som e a produção de filmes educativos. O show ao vivo da Rádio da Vida, produzido e gravado no estúdio da Pastoral da Criança, chega a milhões de ouvintes em todo o Brasil. Com os temas de saúde, de educação na primeira infância e a transformação social, o programa de rádio "Viva a Vida" se transmite semanalmente 3.740 vezes. A Pastoral da Criança também produz filmes educativos para melhorar e dar conhecimento de seu trabalho nas bases.

Em dezembro de 2009, completei 50 anos como médica e, antes de 2002, confesso que nunca tinha ouvido falar em qualquer programa da Unicef ou da Organização Mundial de Saúde, ou de outra agência da ONU, que estimulasse a espiritualidade como um componente do desenvolvimento pessoal. Como um dos membros da delegação do Brasil na Assembléia das Nações Unidas em 2002, que reuniu 186 países, em favor da infância, tive a satisfação de ouvir a definição final sobre o desenvolvimento da criança, que inclui o seu "desenvolvimento físico, social, mental, espiritual e cognitivo".

Estou convencida de que a solução da maioria dos problemas sociais está relacionada com a redução urgente das desigualdades sociais, com a eliminação da corrupção, a promoção da justiça social, o acesso à saúde e à educação de qualidade, ajuda mútua financeira e técnica entre as nações, para a preservação e restauração do meio ambiente. Para não sucumbir, exige-se uma solidariedade entre as nações. É a solidariedade e a fraternidade aquilo de que o mundo precisa mais para sobreviver e encontrar o caminho da paz.

Os resultados do trabalho voluntário, com a mística do amor a Deus e ao próximo, em linha com nossa mãe Terra, que a todos deve alimentar, nossos irmãos, os frutos e as flores, nossos rios, lagos, mares, florestas e animais.

Como pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho nas árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.

Muito Obrigada!
Que Deus esteja convosco!”


Zilda Arns Neumann – Nasceu em Forquilhinha, em 25 de agosto de 1934 e faleceu em Porto Príncipe, em 12 de janeiro de 2010, por ocasião do grande terremoto ocorrido neste dia. Foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira. Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança[1] e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.


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Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Zilda_Arns.



ALTRUISMO x EGOISMO

Postado por Norma Villares


A Terra é um planeta de provas e expiações, seus habitantes são em grande maioria Espíritos imperfeitos, cujos caracteres principais são: “Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são conseqüentes.” É claro que “nem todos são essencialmente maus.” É bem verdade que “em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade.” Há aqueles que ficam em cima do muro porque “não fazem o bem nem o mal; mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade.” O restante ao contrário “se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo.”

Entre os imperfeitos os que mais se destacam são os Espíritos pseudo sábios, porque “dispõem de conhecimentos bastante amplos”, alguns deles pensam que são donos da verdade, porque “crêem saber mais do que realmente sabem.”

O egoísmo avassalador presente em todos povos do planeta, excitou a curiosidade de muitos cientistas, entre eles, Charles Darwin (1809-1882) que na obra A Origem do homem, publicada em 1871, tentou explicar a evolução da moralidade humana. A conclusão que chegou Darwin foi a de que o comportamento moral, não trazia nenhuma vantagem para o indivíduo, que pelo contrário, lucraria mais desobedecendo as regras impostas para agir com sua vontade própria. Analisando a tribo chegou a conclusão que “o espírito de patriotismo, fidelidade, obediência, coragem e solidariedade” são valores que iriam contribuir para coesão e organização, trazendo maiores chances para vitória na disputa por recursos naturais ou territórios com as tribos menos virtuosas. Daí concluiu que a seleção natural atua sobre os indivíduos, mas também sobre grupos adversários.

Até a metade do século XX, os cientistas não sabiam ainda o suficiente sobre o assunto, aliás, seus métodos deixavam muito a desejar. Mesmo Darwin não foi muito longe, pois, suas pesquisas não foram embasadas na Genética. Os estudos de Gregor Johann Mendel (1822-1884) não foram considerados pelos cientistas da época. Seus trabalhos permaneceram ignorados até o início do séc. XX.

Em 1953, os cientistas Francis Crick e James Watson anunciam a estrutura do DNA, a ciência chega a sua fase adulta e a partir da década de 60, o gene antes desconhecido, passa a ser o super star na luta pela sobrevivência. O indivíduo e o grupo são esquecidos, porque a seleção natural agora tem sua dinâmica embasada no gene. As vedetes desse corrente são os biólogos George C. Williams, da Universidade Estadual de Nova York e William Hamilton, desencarnado em 2000, considerado um dos maiores teóricos da evolução.

A obra O Gene Egoísta, do biólogo inglês Richard Dawkins, publicada em 1976, foi a súmula perfeita que a nova biologia estava propondo. A conclusão que chegou o autor era que éramos apenas “máquinas de sobrevivência”, isto é autômatos a serviço dos genes ou máquinas biológicas. Isto valia para todos seres vivos, da bactéria ao mais renomado cientista.

O biólogo Edward O. Wilson, aquele que disse que somos programados geneticamente para pensar em Deus, acha que a evolução do altruísmo é a preocupação central da sociobiologia (“Corrente de pensamento de origem anglo-saxônica que afirma serem os comportamentos sociais tanto animais como humanos baseados em princípios genéticos, e, portanto, transmissíveis.”) Em tempo, a Sociobiologia foi fundada por ele mesmo. Seus embasamentos estão nas obras Sociobiologia, a nova síntese, 1975; Da natureza humana, 1978. Essas obras serviram de motivo para polêmicas, porque foram utilizadas para fundamentos de teorias racistas.

O biólogo Michael Ghiselin afirmou em 1974, com humor negro e daninho: “Arranhe um altruísta, e você verá um egoísta sangrar.” A situação chegou a tal ponto que o filósofo norte-americano da Universidade de Princeton, resolveu opinar tentando neutralizar o negativismo dos defensores do egoísmo. Dizia ele que o sangue doado aos bancos de sangue, servia igualmente para doadores e não-doadores, e concluiu que isso era uma prova de que os doadores não esperavam por algum benefício futuramente. O biólogo Richard Alexander, as Universidade de Michigan, replicou que costumamos olhar para os doadores com respeito e admiração, mostrando que a recompensa chega na forma do reconhecimento social.

Mas, será isso mesmo? E como explicar o comportamento altruísta de Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e tantos outros que parecem estarem programados com o gene do altruísmo? É, pois é! Essa teoria do gene egoísta não explica tudo, apenas um lado da questão, a preocupação dos cientistas aqui citados é apenas com a matéria, para eles o Espírito não passa de imaginação de religiosos ignorantes. É uma pena eles não conhecerem o Espiritismo, porque então saberiam que os genes apenas refletem a realidade de cada um. A ciência ainda não tem a verdade absoluta, apenas parte dela. Se Sócrates dizia que nada sabia! Somos muito gratos a Ciência que através de vários cientistas trazem suas contribuições científicas, mas não podemos aceitar seus erros.

E para encerrar vale a pena lembrar que os Espíritos pseudo-sábios “tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa de reflexo dos preconceitos e idéias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais polpudos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se.” É bom lembrar que muitos deles estão reencarnados! (Bernardino da Silva Moreira)


PODEMOS DIMINUIR O EGOÍSMO: Ajudando o Haiti, depositando uma quantia para soerguer este país. CLIQUE NA FIGURA.







Bibliografia:
* O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, tradução de Guillon Ribeiro, 76ª edição, FEB. Escala espírita, págs. 89 e 91.
* Super Interessante, Edição 190, julho 2003, págs. 79, 80, 81, 82 e 83.
* As Grandes Conquistas da Humanidade, Klick editora, 2003, pág. 90
* Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural, 1998, Vol. 22, pág. 5437.

ENTREVISTA COM JEAN YVES LELOUP

Postado por Norma Villares


Jean-Yves Leloup é um dos pensadores importantes do mundo contemporâneo. Nascido em 1950, na França, ele é um cidadão do mundo. Filósofo, terapeuta transpessoal, teólogo, ele é padre da igreja ortodoxa na França, e traduziu e interpretou textos bíblicos. Seu pensamento é poético, universalista, multidimensional. Conferencista reconhecido internacionalmente, ele vem regularmente ao Brasil proferir seminários organizados pela Universidade da Paz.

Para Marie de Solemne, uma estudiosa da sua obra, “a considerável força da palavra de Jean-Yves Leloup é que ela é sistematicamente informada, ao mesmo tempo, por uma reflexão filosófica, psicanalítica e espiritual”. Os livros de Jean-Yves estão publicados em vários idiomas e fazem sucesso no Brasil. Entre os seus últimos lançamentos estão “Amar ... Apesar de Tudo” e “A Arte da Atenção”, ambos da Editora Verus. A entrevista a seguir foi concedida na sede da Unipaz, em Brasília.


Pergunta – Você é sacerdote da igreja ortodoxa...

Jean-Yves Leloup - A ortodoxia é a tradição das origens do cristianismo. Inicialmente, o cristianismo era uma comunhão de igrejas. Havia a igreja de Jerusalém, a de Antióquia, a de Éfeso, a de Roma. Foi só no século 12 que a igreja de Roma se separou. As diferentes igrejas ortodoxas preservaram a tradição de comunhão e permaneceram unidas apesar das diferenças.


Pergunta - Você acredita em Astrologia?

Jean-Yves Leloup – O homem é uma parte do universo e depende dos astros. Isso faz parte da sua unidade com o cosmo. Gosto das palavras de Santo Tomás de Aquino, que diz que os homens dependem dos astros, mas são maiores do que eles. Não somos completamente determinados pelos astros. O homem é uma mistura de natureza e de aventura. Creio na Astrologia, mas não no determinismo.

Pergunta Quando você diz que aceita postulados da Astrologia, essa é uma opinião pessoal ou é um consenso em sua igreja?

Jean-Yves Leloup – Na igreja ortodoxa há diferentes teólogos, com pontos de vista diversos. A linha de pensamento em que estou engajado respeita a Astrologia. A consciência da relação do homem com o universo, a consciência da sua liberdade e a consciência daquilo que o ser humano faz em relação ao universo – essas são questões muito tradicionais.


Pergunta – No seu livro A Arte da Atenção, você define o oceano como “um deserto em movimento”. O deserto parece ser um dos seus temas constantes. Se para você o deserto é uma metáfora, ele simboliza o quê?


Jean-Yves Leloup – Simboliza o silêncio – o silêncio de onde vem a palavra e para onde a palavra volta. O deserto é também uma metáfora da vacuidade – a vacuidade de onde vem o mundo e para onde esse mundo volta. Quando estamos no deserto, nesse espaço de silêncio, nós nos aproximamos dessa vacuidade essencial e não somos distraídos pelas formas. Entramos em contato com o que não tem forma — a origem de todas as formas.


Pergunta – Você acredita em reencarnação?

Jean-Yves Leloup – A reencarnação é uma explicação possível. Ela é importante para dar-nos um sentido de responsabilidade e para colocar-nos em contato com as conseqüências dos nossos atos. A idéia de reencarnação está ligada à idéia de justiça e à lei do Carma. O Evangelho diz que o que você planta, você colhe. Nesse sentido, a idéia da reencarnação pode ser útil. Mas os grandes sábios da Índia dizem que a reencarnação é uma crença popular e uma forma de interpretar o que está além do espaço e do tempo. Crer na reencarnação é acreditar na continuidade do espaço-tempo. Por isso, há uma diferença entre reencarnação e ressurreição. O objetivo humano é sair do ciclo da reencarnação e atingir um estado de ressurreição que está além da necessidade de reencarnar e constitui uma libertação. Quando perguntaram ao indiano Ramana Maharshi para onde ele iria depois da sua morte, ele respondeu: “irei para onde sempre estive”. Ele não fala de reencarnação, nem do encadeamento de causas e efeitos. Ele destaca que há dentro de nós algo que está livre da roda de causas e efeitos, livre do samsara. É esse estado de despertar que devemos descobrir.


Pergunta – O que é Deus? É uma entidade antropomórfica que toma decisões como se fosse um ser humano, com seu hemisfério cerebral esquerdo, que gosta ou não gosta, que se apega ou rejeita algo? Ou Deus é apenas uma Lei Universal?


Jean-Yves Leloup – Cada um tem sua religião conforme o seu nível de consciência. Nossa imagem de Deus é feita de acordo com o que a nossa consciência pode conter. É por isso que existem imagens de Deus muito infantis – Deus como uma grande mãe ou um grande pai, como uma fonte de segurança. Meister Eckhart escreveu que, para alguns, Deus é como uma vaca leiteira, algo que tem que suprir as nossas necessidades. Para outros, Deus é aquilo que coloca em ordem a sociedade humana e o universo, é a lei natural. Para outros, ainda, Deus é apenas uma palavra, e tudo o que podemos pensar de Deus não é Deus, mas apenas a nossa representação dele. Assim, também, o que conhecemos da matéria não é a matéria, mas apenas o que os nossos instrumentos de compreensão nos permitem perceber. Por isso, quando usamos a palavra Deus, é bom saber do que estamos falando. Ao longo da nossa vida pessoal, nossa imagem de Deus pode mudar. Aquilo que a gente aprendeu no catecismo, em outro momento ganha outro significado. O que aprendemos sobre Química no primeiro grau não é o que aprendemos na universidade. Às vezes, no entanto, ficamos fixados nas imagens da escola de primeiro grau. O mais importante, claro, é a nossa experiência. O que quero dizer quando falo de Deus? Que experiências estão por trás dessa palavra? Para mim, essa é uma experiência de serenidade, de silêncio, de amor, e de luz.


Pergunta – Em seus livros, você aborda “a memória do corpo”.


Jean-Yves Leloup – O corpo é a nossa memória mais arcaica. Tudo aquilo que uma criança viveu fica guardado na forma de impressões em seu corpo. Quando tocamos um corpo, tocamos toda essa memória. Assim, você não pode tocar determinadas pessoas em determinadas áreas, porque ali há registros de memórias antigas. Karl Graf Dürkheim dizia que quando fazemos massagem em alguém, não estamos tocando um corpo, estamos tocando uma pessoa. O corpo é animado, pleno de memórias.


Pergunta – Como você vê a relação entre o individual e o social? Penso que ficamos capengas se nos engajamos na transformação social sem fazer uma autotransformação, mas também ficamos incompletos se tentamos uma autotransformação sem levar em conta a sociedade ao nosso redor.


Jean-Yves Leloup – É importante observar as duas coisas. Isso me faz lembrar do que me disse um rabino em Jerusalém: que nunca haverá paz, em Jerusalém, enquanto o ser humano não fizer a paz dentro de si mesmo. E fazer a paz em Jerusalém significa fazer a paz nos diferentes bairros. O bairro judeu, o bairro árabe, o bairro cristão, etc. Nós também temos que construir essa paz nos nossos diferentes bairros, o bairro do coração, o bairro da mente, o bairro do corpo. Se fizermos paz em nosso próprio interior, poderemos fazer a paz no mundo. Há uma interpenetração do individual e do social. Quando eu me preocupo com a sociedade, eu me transformo. Cuidar do outro me revela a mim mesmo. Quando conheço o outro, conheço a mim mesmo. O Evangelho de São Tomé diz que o Reino está no interior e no exterior. Se o Reino estivesse somente no interior, poderíamos abandonar o mundo e viver apenas em meditação. Se o Reino estivesse só no exterior, não teríamos que meditar, e poderíamos ocupar-nos o tempo todo da sociedade. Mas o que Jesus fala é que o Reino está dentro e fora, e eu acho que esse é o segredo do amor. Porque o amor é aquilo que o ser humano tem de mais interior e, ao mesmo tempo, ele tem conseqüências no mundo exterior.


Pergunta – Qual é o impacto que a busca espiritual dos indivíduos tem, ou que deveria ter, sobre as estruturas sociais? A nossa cultura espiritual, hoje, não deveria incluir uma preocupação explícita com mudanças sociais?


Jean-Yves Leloup – Não há oposição entre o que é interior e o que é exterior. Cada um deve seguir aquilo que o espírito lhe inspira. Para alguns, é através da ação que se ama. Para outros, é através da meditação ou da oração. A ação e a contemplação são como os dois olhos em um mesmo olhar. Às vezes o amor nos convida à interiorização. Em outros momentos o amor nos leva a agir, a produzir. A única condição necessária é que façamos todas as coisas a partir do melhor de nós mesmos. Não se deve comparar a ação de Madre Teresa com a ação de um eremita dentro de sua gruta. Cada um age da sua maneira pelo bem-estar da humanidade.


Pergunta – Como você vê, hoje, a marcha da evolução humana?

Jean-Yves Leloup – Vejo a humanidade em uma situação de apocalipse, entendendo a palavra apocalipse como revelação. Há algo desmoronando, e há também algo que está nascendo. Nós escutamos o barulho do carvalho que cai, mas não escutamos o barulho da floresta que brota. Ouvimos o ruído das torres desmoronando, mas não escutamos a consciência que desperta. No mundo de hoje há muitas coisas que desmoronam, e em geral falamos das coisas que fazem ruído, mas não falamos das sementes de consciência e de luz que estão germinando.


Pergunta – Qual o significado do ascetismo no caminho espiritual?

Jean-Yves Leloup – O ascetismo é um caminho para prazeres mais sutis.


Pergunta – O que separa uma religião da outra?

Jean-Yves Leloup – Creio que é a ignorância, junto com a vaidade e o desejo de poder. Quando você conhece o outro, você o respeita. Se não há desejo de poder, há lugar para todos. Em um canteiro de flores há lugar para as flores azuis, para as brancas, e cada uma delas cresce em direção à luz.


Pergunta – O que as religiões têm a ensinar umas às outras?

Jean-Yves Leloup – Cada uma pode ensinar às outras a sua diferença, o que a distingue. Não podemos fazer um buquê, se todas as flores tiverem a mesma cor. Se todas as pessoas pensam igual, então elas não pensam mais. O pensamento dos outros estimula o nosso pensamento. A maneira como os outros consideram o absoluto me permite relativizar minha própria maneira de considerar o absoluto. Isso me impede de construir um dogma e me leva a um conhecimento mais profundo.


Pergunta – Como você vê o Brasil?

Jean-Yves Leloup – Tenho a impressão de que o Brasil não tem uma coisa ou outra, ele tem todas as coisas. E há a riqueza da natureza, a riqueza das culturas mescladas. Mas sinto que no mundo político há alguma coisa artificial. Sinto que há uma esquizofrenia. O Brasil tem uma coisa muito forte, espontânea, próxima do paraíso, talvez, mas há também algo que impede o surgimento desse paraíso.


Pergunta – Existe uma relação entre a atenção e o desapego...

Jean-Yves Leloup – Se estivermos realmente atentos, estaremos dentro de um instante. Só podemos estar atentos instante a instante. Mas se estivermos atentos a esse instante estaremos desapegados em relação ao instante anterior. A atenção é a arte de viver no momento presente, e para isso é preciso estar livre do passado e do futuro. A arte da atenção é a arte de estar no presente. O presente está ligado ao passado e ao futuro, mas ao mesmo tempo ele está desapegado em relação a eles. Isso me faz pensar em umas palavras de Buda que têm relação com uma das perguntas feitas há pouco. “Se você quiser conhecer sua vida anterior”, disse o Buda, “esteja atento para o que você é e faz hoje”. Aquilo que você é hoje é o resultado do que você foi. Se você quiser conhecer a sua vida futura, esteja atento para o que você é e faz hoje. Porque o que você é hoje constitui a origem do que virá mais tarde. Há também as palavras de Cristo, “não olhe para trás e não se preocupe com o futuro, mas faça bem aquilo que você tem de fazer no momento presente”.

Entrevista com Jean-Yves Leloup - O Barulho da Floresta que Brota

Fonte:
Revista Planeta (Brasil)

O SALMO 100

Postado por Norma Villares


Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém..


O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo.

Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.

Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.

Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s... Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila.

Certamente ele ainda estava na pizzaria.
Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local.
A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.
As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada..
Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma.
Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários.
Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda.

Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército. Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo.
Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele.

Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.

O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava.
Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado.

Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais.. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.

Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.

Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência.
Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets.
Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.

Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito 'Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila '

Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.

Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101.º andar do World Trade Center Twin Towers.

(Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)

Salmo 100 : 4 : 'Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.' Salmos 100:4

É de arrepiar este Salmo 100! (Para os que não crêem, é uma excelente história)

Paz Profunda!




TRIMURTI - BRAHMA, VISHNU e SHIVA

Postado por Norma Villares




Nos VEDAS o criador do Universo, Jagadisvara, é visto possuindo as formas masculina e feminina. Sendo a essência para a criação, o aspecto masculino e a matéria para a criação, o aspecto feminino. Assim Deus é criador, mantenedor e transformador (destruidor), ou seja, Brahma, Vishnu e Shiva respectivamente, e tem como base ou suporte, suas consortes: Sarasvati, Lakshmi e Parvati ou Durgã.





BRAHMA

É o criador do universo, é a inteligência criadora, representa a mente cósmica.
Brahma tem quatro cabeças e está sentado num cisne. Os Puranas dizem que ele criou Sarasvati (sua consorte, Deusa do conhecimento) e que ela corria de um lado para o outro e para cada lado que ela corria nascia uma cabeça, assim ele é representado com quatro cabeças significando os quatro vedas e todas as direções do conhecimento.
A tradição Védica usa alguns exemplos para explicar a criação. É dito que o “Criador é como a aranha tecendo a teia” . O Criador é a inteligencia e o material da criação. Ele retira de si mesmo o material da criação. Assim a criação é a manifestação do criador.
A base de Brahma é Sarasvati, o conhecimento. Assim Brahma está sentado num cisne. O cisne tem a capacidade de separar o leite da água, assim como, o conhecimento é a capacidade de separar o real do não real (absoluto de maya).
Em suas quatro mãos Brahma sustenta um lotus, os vedas, um vaso contendo amrita e abaya mudrã. O lotus representa o símbolo da pureza. Os vedas são as escrituras sagradas contendo todo o conhecimento da criação e o meio para o conhecimento. O amrita é o néctar da imortalidade e abaya mudrã abençoa com destemor.




VISHNU

É o poder de manutenção do universo.Sua natureza é lila ,ou a representação. Assume diferentes formas à sua vontade. Ele está em pé sobre um lotus de mil pétalas com uma concha, um disco, uma massa e um lotus nas mãos. Estes quatro instrumentos são essenciais para a diversão da vida.
A concha é o instrumento que devolve a união de todos os sons da criação, representa o som puro "Om", que traz a liberação para os seres humanos.
O disco ou chakra é o anel de luz que rodopia no dedo indicador de Vishnu. Ele é o símbolo do Dharma, o dever de fazer o que é certo e correto, também representa a roda do tempo.
A massa ou clava é um instrumento para atacar os desejos, fonte de todo o sofrimento e insegurança.
O lotus é mostrado para que não esqueçamos a nossa meta que é encontrar a nós mesmos. O lotus cresce no lodo e permanece luminoso, radiante, inafetado pelo ambiente, abre suas pétalas ao primeiro raio de sol e fecha-se com o último raio de sol.
A consorte de Vishnu é Lakshmi a Deusa de todas as riquezas da criação, incluindo as riquezas da mente e todas as virtudes. Com ela Vishnu mantém toda a criação.





SHIVA

É o poder de destruição ou transformação. A palavra destruição aqui pode ser mal interpretada. Devemos entender que somente será destruído aquilo que for possível de ser destruído. O Eu, ser absoluto é sempre existente, é Brahma, este não é destruído por nada. A destruição de Shiva é a destruição daquilo que é aparente e que encobre a realidade absoluta, é a destruição da nossa ignorância. Shiva é o Deus da disciplina, criador do yoga, assim ele vem mostrar de que forma podemos destruir a ignorância e atingir Moksha, a liberação do ciclo de nascimento e morte.
Shiva é representado meditando nas neves do monte Kailasa. A brancura da neve representa a mente sattvica ou purificada necessária para meditar; seus olhos estão entreabertos mostrando que sua mente está absorta no ser enquanto seu corpo se relaciona com o mundo; em seu pescoço ele carrega uma cobra enrrolada, esta representa o ego (é venenoso quando ataca) sob controle usado como adorno somente; em sua cabeça a lua como enfeite (lua = memória,ego); sua arma é o trishula ou tridente simbolizando não só a destruição do ego e seus três tipos de desejos: fisicos, emocionais e mentais, mas também a transcendência dos três mundos, dos três gunas (sattva, rajas e tamas) e dos três períodos de tempo (passado, presente e futuro). Pendurado no trishula está o tambor de Shiva ou Damaru que representa o som, o fenômeno da criação do qual fazem parte da manutenção e a destruição. No movimento do trishula, ou das gunas, o tambor toca e a criação ocorre. O cabelo comprido mostra seu poder, todos os tipos de energia concentrados na busca do conhecimento. Do topo de sua cabeça nasce o ganges (conhecimento, amrita); seu corpo está coberto de cinzas simbolizando a queima da ignorância, da ilusão e de todos os desejos; ele está sentado sobre uma pele de tigre, que morreu de morte natural, porque o sábio senta-se no corpo (não está identificado com ele) enquanto os mortais sentam-se no chão. O seu veículo é o Touro Nandi, simbolo da sexualidade, o controle de Shiva sobre o touro simboliza o domínio sobre a natureza física. O lingan é um outro símbolo de Shiva e representa a força criadora voltada para si mesmo, voltada para o auto conhecimento. Shiva tem junto de si o Kamandalu, ou pote para água, representando a renuncia, o ascetismo, o viver com o mínimo necessário; também leva consigo o Damaru ou tambor que representa o som, o fenômeno da criação do qual fazem parte a manutenção e a destruição. Shiva possui vários mãlas (colares e pulseiras) de rudrãkshas (representa o olhos de shiva) que servem para disciplinar a mente e preparar para a meditação.


Fonte:
1. -http://www.yogalotus.com.br/trimurti.htm

OS PRINCÍPIOS TOLTECAS

Postado por Norma Villares


No zig e zag da vida, eu estava procurando idéias para escrever um texto pra vocês, e li estes princípios toltecas que me encantaram, traduzem a filosofia de vida ética ancestral de excelência para uma convivência harmônica.

E desde os tempos remotos encontramos em toda história textos que tocam o nosso coração e fazem pensar e repensar a vida. Na verdade estes ensinamentos estão à disposição para que cada um de nós descortine seu eu verdadeiro e viva consoante o despertar consciencial. Muitos ainda encontram-se sem despertar desta apatia consciencial. A inanição de conhecimentos, a inapetência usual não consegue despertar tais consciências para a luz da sabedoria.

Todavia, é preciso que cada ser humano descortine os véus de sua ilusão pessoal e caminhe em direção a esta filosofia e ética profunda. Este resumo infere-se sobre a Magia Divina e traduz num código de ética que toca sutilmente o coração de sencientes.


Seja impecável com a sua palavra

“Fale com integridade. Diga somente o que você realmente quer dizer. Evite usar a palavra para falar contra você ou fazer fofocas de outras pessoas. Use o poder da sua palavra no sentido da verdade e do amor.

Isto me lembra muito da parábola sobre o sentido da necessidade das coisas, em Sócrates. Somente podemos falar algo que é verdadeiramente útil e que não prejudique nenhum de nossos pares. A Fraternidade Universal agradece (e por favor, quando digo Fraternidade Universal remeto ao sentido global e não ao de uma seita ou organização, mas em um sentimento latente no coração de cada ser humano). Busque o sentido da Verdade…

Acredito que a mensagem principal seja esta, mas o que será a Verdade? Acredito que qualquer palavra limitaria o conceito desta nobre idéia.


Não leve as coisas para o lado pessoal

Nada que as outras pessoas fazem é por causa de você. O que os outros dizem ou faze-me uma projeção da realidade deles, de seus próprios sonhos. Quando você fica imune às opiniões e ações dos outros, você não será vítima de sofrimento desnecessário.

Caramba, mas isso sim é conselho neste mundo de pessoas perdidas e com a mania de perseguição. Alguém teria este estranho hábito? Eu já sofri muito deste mal e ainda sofro, porém cada dia é um passo para o crescimento. Quando dizemos que o mundo está contra nós estamos assumindo a posição mais egocêntrica em nossas vidas, pois achamos que somos o centro do universo e que tudo gira em torno dos nossos problemas e anseios. O mundo já é complicado demais para que se preocupem somente contigo, portanto deixe de “frescuras” e viva a sua vida.


Não faça pressuposições

Tenha a coragem de fazer perguntas e de expressar o que realmente você quer. Comunique-se com os outros o mais claramente possível, para evitar mal-entendidos, tristezas e dramas. Somente com esse princípio você poderá transformar completamente a sua vida.

Não vou nem comentar…


Sempre faça o seu melhor

O seu melhor muda de um momento para outro; será diferente quando você estiver bem de saúde e quando não. Em qualquer momento, faça simplesmente o seu melhor, e assim você evitará auto-julgamento, auto-abuso e arrependimentos.

O arrependimento é bálsamo eficiente e eficaz, isso é importante ser discutido, pois em todas as nossas relações sempre observamos outrem a reclamar de seus mal passos dados em relação a pessoa A ou B. Para que isto seja evitado, uma coisa é simples: busque ser a melhor pessoa que puder e não menos e nem mais. Assim, evitará problemas como os do tipo: – fulano nunca me amou e etc. Siga sempre a intuição humana que diz: – se você fez o melhor que pode então siga em frente e não viva coisas que já estão mortas para a vida em si.”


******************************************************


Os toltecas foram um povo pré-colombianomesoamericano dominou grande parte do México Central entre o século X e o século XII. A antiga capital tolteca revela pistas sobre as crenças e comportamento de seus habitantes. Com o aparecimento dos chichimecas, povo bárbaro que deu origem posteriormente ao Império Asteca, provocou a queda do Império Tolteca. Eles invadiram Tula, no século XII, dominando-a por completo, e mais tarde deu origem ao Império Asteca e muito influenciou a cultura Maia.

Era um povo de grande sabedoria, deixando um legado de conhecimentos e filosofia de vida. "Tolteca"significa Sua cultura influenciou os Maias e, posteriormente, os Astecas. O termo Tolteca significa povo de Tula (ou Tollan, lugar dos caniços). “homens de conhecimento”, seres humanos que dedicavam a arte de bem viver com consciência e percepção elevada. Povo pragmático, austero, valorizava mais a utilidade que a forma filosofia "Tolteca" deixou um código é uma espécie de código Hamurabi pré-colombiano, porém bem mais sutil e com uma mensagem profunda e que toca nossos corações. Deveríamos notabilizar as coisas do passado e dar uma nova roupagem a elas. Edgar Morin nos diz que as novidades do mundo são na verdade reflexos de idéias antigas.


"Faça quatro compromissos com você mesmo e transforme sua vida em uma nova experiência de liberdade, verdadeira felicidade e amor!


Que esses princípios, toque seus corações e vibrem em suas almas.


Fonte:

1. Don Miguel Ruiz. Os Quatro Compromissos: O livro da Filosofia Tolteca. Editora Best Seller.

2. http://pt.wikipedia.org/wiki/Toltecas



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